O DESASTRE AÉREO DE MUNIQUE

O DESASTRE AÉREO DE MUNIQUE
LOCAL DO ACIDENTE: Munique, Alemanha 🇩🇪
DATA: 06/02/1958
CLUBE VÍTIMA: Manchester United 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
NÚMERO DE PASSAGEIROS: 38
NÚMERO TRIPULANTES: 6
NÚMERO DE MORTOS: 23
AERONAVE: Airspeed Ambassador AS-57
OPERADOR: British European Airways
#munchen #munique #soccertragedy#manu #manchesterunited#tragedianofutebol #grandestragedias#germany .
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Depois da série sobre as 15 maiores tragédias da história do futebol, passo agora a contar a história dos principais desastres aéreos, que envolveram clubes de futebol até os dias atuais. Vamos agora para a segunda tragédia. Quem quiser acompanhar basta clicar em #desastresaereoscdf .
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Nove anos depois da terrível tragédia de Superga, o mundo do futebol foi mais uma vez abalado por um desastre aéreo. Dessa vez a tragédia ocorreu em Munique, Alemanha, no dia 6 de fevereiro de 1958 e envolveu o clube inglês do Manchester United. Apesar do acidente não obter a mesma proporção do acidente do Torino, ele também foi bem grave e deixou marcas bem profundas para o clube da cidade de Manchester. Haviam 44 pessoas abordo da aeronave, das quais vinte faleceram na hora e outras três posteriormente no hospital. O background desse desastre se inicia em 1955, ano em que UEFA criou a Copa Europeia, ou UEFA Champions League, como iria ficar conhecida mais para frente. A ideia da UEFA era reunir os campeões nacionais dos países afiliados a partir da temporada 1955-56. O Chelsea, atual campeao, foi proibido de participar do torneio porque o dirigente da Liga de Futebol Inglesa era contra o envolvimento do país em competições ligadas a UEFA. Na temporada seguinte o Manchester foi o campeão inglês e ganhou vaga na competição, somente para ser notificado de que também estava proibido de ingressar no torneio. Só que ao contrário do Chelsea, o treinador Matt Busby não aceitou isso e junto com a ajuda do presidente do Manchester e do presidente da Associação de Futebol da Inglaterra, desafiou a proibição, se tornando o primeiro clube inglês a participar de uma competição continental. Apelidado de “os bebês Busby” por conta da juventude do elenco, o clube chegou até a semifinal e acabou sendo eliminado pelo Real Madrid (que acabou se sagrando campeão da competição). Na temporada seguinte os Red Devils conquistaram novamente o campeonato inglês e ganharam o direto de competir no torneio continental mais uma vez. Assim como ainda acontece, naquela época os jogos voltados para os campeonatos nacionais eram disputados durante o final de semana, enquanto as competições internacionais eram realizadas durante o meio da semana. A consequência disso era que se um clube pretendesse jogar ambas competições, então ele deveria obrigatoriamente ter que viajar de avião (meio de transporte que ainda não era tão seguro). Após eliminar o Shamrock Rovers da Irlanda e o Dukla Praga da Tchecoslováquia na fase preliminar e primeira fase respectivamente, o adversário sorteado para as quartas de final foi o Estrela Vermelha da Iugoslávia. No dia 14 de janeiro de 1958 os diabos vermelhos venceram o clube do leste europeu pelo placar de 2 a1 (jogo disputado no Old Trafford). A partida de volta estava agendada para o dia 5 de fevereiro, porém antes de avançar aqui vai uma informação bem importante: quando o Manchester estava retornando de Praga depois de enfrentar o Dulka na rodada anterior, eles tiveram sérios problemas por conta de uma forte neblina sobre a Inglaterra, então o time acabou parando em Amsterdã e de lá pegou uma embarcação para a Inglaterra e posteriormente um trem até finalmente chegar em Manchester. A viagem acabou esgotando o time que só empatou na rodada seguinte do campeonato inglês. Por esse motivo e para não deixar isso acontecer novamente, o clube acabou fretando um voo da British European Airways. Na partida de volta o empate em 3 a 3 garantiu a passagem do Manchester para a semifinal. A decolagem do aeroporto de Belgrado atrasou em uma hora depois que um dos atletas do Manchester descobriu que havia perdido seu passaporte. O avião decolou e seguiu viagem para Munique onde iria parar para reabastecimento. O avião era um Airspeed Ambassador 2, de 6 anos de idade e construído em 1952. Essa aeronave era comum em pequenas companhias aéreas da década de 50 e 60. Tanto o comandante quanto o co-piloto eram membros da Força Aérea Real e ambos possuíam grande experiência (o co-piloto inclusive tendo abatido cinco caças alemães durante a segunda guerra mundial). No voo de ida para Belgrado o comandante Thain havia pilotado e agora na volta era o co-piloto Rayment quem assumia o controle da aeronave. Às 14:19 a torre de controle do aeroporto de Munique autorizou o taxiamento do voo. Raymont abandonou o procedimento de decolagem depois que o comandante Thain notou que o instrumento de pressão do motor estava inconsistente e que o motor fazia um som bem estranho enquanto acelerava. Uma segunda tentativa de decolagem foi colocada em prática três minutos depois, mas cancelada após 40 segundos pois os motores estavam com uma mistura excessivamente rica de combustível, causando aceleração em excesso (um problema comum nesse modelo de avião). Depois que essa segunda tentativa deu errado o avião retornou para o terminal e enquanto isso tudo acontecia, começou a nevar bastante no aeroporto de Munique. Depois que todos voos foram cancelados por conta do mal tempo, um dos jogadores chegou a enviar um telegrama para sua esposa informando do imprevisto e que decolariam no dia seguinte. Porém, esqueceram que o comandante Thain estava muito determinado a cumprir sua agenda e de pousar na Inglaterra dentro do prazo planejado. O engenheiro até tentou convencer o comandante a deixar a aeronave em solo para testes e reparos, mas ele não deu ouvidos e mandou abrir o acelerador mais ainda. Isso significava na prática que a aeronave demoraria mais tempo e precisaria consequentemente de mais pista para atingir sua velocidade de rotação (velocidade necessária para ganhar sustentação e decolar). Como a pista por lá tinha quase 2 km de extensão, o piloto da força aérea estava bem confiante de que não teria problema algum e com isso mandou todos embarcarem (apenas 15 minutos antes havia solicitado que todos saíssem da aeronave). Os jogadores do Manchester embarcaram novamente com expressão de medo e insegurança estampados em seus rostos, mas não havia muitas opções havia? Alguns chegaram até a mudar de assento e se dirigiram para o “fundão” do avião acreditando que lá era mais seguro. Às 14:59 o avião estava pela terceira vez no ponto de espera da pista, prontos para tentar decolar o avião mais uma vez. A autorização foi concedida pela torre e eles alinharam o avião para o check-list final. As 15:02 eles foram informado pela torre que teriam mais dois minutos para decolar, caso contrário a autorização iria expirar. Os dois pilotos concordam em decolar e de manterem seus olhos o tempo todo direto nos instrumentos relacionados ao motor. O co-piloto avançou a manete de potência devagar e o avião começou a acelerar, até ai tudo bem. A cada 10 nós de velocidade, Thain anunciava no cockpit e quando a aeronave atingiu 85 nós o problema no motor começou a surgir novamente. O comandante imediatamente moveu a manete para trás e depois deslizou ela para frente. Quando o avião atingiu 117 nós (217km/h) o comandante anunciou “V1”, ou seja, não era possível mais abortar a decolagem a partir daquele ponto. Em seguida Rayment gritou “V2”, o que significava que haviam atingido a velocidade mínima para decolar. Thain ia só esperar a velocidade aumentar mais um pouco para levantar o manche, mas então o pesadelo começou: a velocidade ficou flutuando na casa dos 117 nós e logo em seguida caiu para 112 e 105. Ao perceber isso, o experiente co-piloto gritou o mais alto que podia “Cristo, não vamos conseguir”, enquanto isso o comandante Thain erguia sua cabeça para ver bem o horizonte e o que havia na frente deles. A aeronave chegou ao final da pista ainda bem rápida, atravessou a cerca que delimitava a área do aeroporto, atravessou uma estrada e sua asa acertou em cheio a casa de uma família composta por 6 pessoas. O pai e a filha mais velha não estavam na casa, enquanto que a mãe e os outros três filhos escaparam da casa enquanto ela pegava fogo. Boa parte da cauda estava destruída, enquanto o lado esquerdo da cabine colidiu com uma árvore. O lado esquerdo da fuselagem acertou um galpão onde se encontrava um caminhão contendo gasolina e pneus, que acabou explodindo. Vinte passageiros morreram na hora e outros três perderiam a vida no hospital. Ao ver a cabine pegando fogo, Thain estava muito preocupado que a aeronave iria explodir e por isso solicitou aos tripulantes que evecuassem a área o quanto antes. Dois tripulantes foram entao até uma das saídas de emergência e foram os primeiros a saírem do avião, seguidos pelo oficial de rádio. O co-piloto Reyment ficou preso em seu assento e pediu que o comandante evacuasse a aeronave e o deixasse ali mesmo. Thain entendeu a situação, saiu correndo pela porta de emergência e ao cair no solo viu as chamas, que já estavam bem próximas da asa contendo 2 mil e trezentos litros de combustível. Ele imediatamente começou a gritar para todos se afastarem o mais rápido possível e então retornou para dentro do avião com a intenção de pegar extintores de incêndio, inclusive aproveitando para avisar o co-piloto de que retornaria o mais breve possível assim que o fogo fosse controlado. Enquanto isso tudo acontecia, lá nos corredores o goleiro Harry Gregg estava redobrando sua consciência e acreditava estar morto. Ele sentia o sangue escorrendo de seu rosto e se recusava a colocar a mão, pois acreditava que havia perdido boa parte da sua cabeça (a tampinha de sua cabeça) e que seu cérebro estava exposto. Acima dele havia claridade, então ele chutou o buraco forte o suficiente para abrir uma abertura e foi por ali que ele escapou. Ele ainda teve tempo de salvar dois colegas de time: Bobby Charlton e Dennis Viollet. O co-piloto Reyment sobreviveu ao acidente, mas teve vários ferimentos graves e acabou falecendo no hospital cinco semanas depois devido a danos cerebrais. No total foram 21 sobreviventes e 23 mortes. Das fatalidade, 2 eram da tripulação, 8 eram jogadores, 3 eram da comissão técnica, 8 eram jornalistas, 1 da agência de viagem e o último amigo próximo ao técnico Busby. Depois do acidente uma longa e detalhada investigação foi aberta, mas antes mesmo dela ser finalizada todos apontavam a causa principal como sendo erro humano (dos comandantes no caso). Quando o resultado finalmente saiu, o relatório tratava um elavado acúmulo de slush (mistura de sujeira e neve) na pista como principal responsável pela tragédia, isentando assim o comandante Thain (único piloto a sobreviver). Apesar dessa conclusão, o aeroporto de Munique ainda tentou indiciar o comandante como responsável, uma vez que haviam fotos mostrando que ele não havia limpado as asas do avião, da camada de gelo que havia se formado ali. Com o negativo das fotos foi possível ver que aquilo era na verdade reflexo do sol e que a real causa foi de fato o slush na pista, que acabou gerando atrito e impedindo que a aeronave atingisse a velocidade necessária para a decolagem. O comandante Thain foi prontamente demitido da empresa e foi trabalhar em sua fazenda, vindo a falecer em agosto de 1953, vítima de ataque cardíaco. Existem vários memoriais em homenagem ao acidente, sendo que dois deles ficam no estádio Old Trafford: um em homenagem aos jogadores e comissão técnica, enquanto o outro lembra os jornalistas que perderam a vida na tragédia. Também existem memoriais na Alemanha: um em um subúrbio de Munique, outro no agora antigo aeroporto de Munique e um último dentro do estádio do Bayern (o Allianz Arena). Existe também um memorial em Belgrado, no hotel em que o time ficou hospedado. No aniversário de número 40 da tragédia uma homenagem foi feita no Old Trafford, onde o United enfrentou uma seleção de astros do futebol europeu e toda a renda foi revertida para a família de cada uma das vítimas. No aniversário de 50 anos do acidente, um serviço memorial foi organizado novamente no Old Trafford (06/02/2008). Ao terminar o serviço e a cerimônia, os sobreviventes remanescentes do acidente de 1958, fizeram parte da renomeação do túnel localizado do lado sul do estádio. O túnel foi renomeado como “Túnel Munique” e concentra uma exibição de fotos dos “bebês de Busby”, como o time ficou conhecido na época. No mesmo dia a Inglaterra enfrentou a Suíça e todos aqueles que perderam as suas vidas no acidente, foram mostrado no telão do estádio de Wembley. Apesar de todo trabalho da investigação, o aeroporto de Munique nunca admitiu ter errado e nunca reconheceu ser culpado pelo slush na pista. Existem vários tributos ligados a essa tragédia, sejam por meio de programa de TV, documentários, filmes e até músicas. Depois do acidente de Turim, esse foi mais um duro golpe para amantes do futebol. *Em memória das vítimas.

FIM DA SÉRIE TRAGÉDIAS

No dia 19 de janeiro de 2018, publiquei aqui na minha página tudo sobre a sétima maior tragédia da história do futebol (ocorrida no Egito) e com isso dei início ao trabalho de contar para todos vocês, um resumo das 15 maiores tragédias que já ocorreram na história do esporte número um do mundo. É com enorme satisfação que hoje, depois de 1 ano e 4 meses, posso anunciar que conclui essa tarefa. Sei que tem muitas pessoas que sequer seguiam a minha página quando comecei essa série e é exatamente por esse motivo que estou fazendo essa postagem. .
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Eu criei uma hashtag exclusiva para essa série de postagens das tragédias e convido todos vocês, que tem interesse em explorar mais esse assunto e que querem aprender mais sobre tristes eventos que ficaram marcados na história de clubes, seleções e diversos países, a lerem cada uma das 20 publicações que foram feitas. .
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A HASHTAG É: #TRAGEDIASCDF .
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Informo que a partir de agora, essa série será substituída por outra que ainda sim envolve tragédias, mas que será focada em desastres aéreos. A série terá a marcação da hashtag #desastresaereoscdf .
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As 20 publicações feitas da série são as seguintes (na ordem em que foram postadas):
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• 7° Pior Tragédia
1/2/2012 – Port Said, Egito 🇪🇬
• 6° Pior Tragédia
23/6/1968 – Buenos Aires, Argentina🇦🇷
• 8° Pior Tragédia
20/10/1982 – Moscou, Rússia 🇷🇺
• 9° Pior Tragédia
02/01/1971 – Glasgow, Escócia 🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿
• 10° Pior Tragédia
11/05/1985 – Bradford, Inglaterra 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
• 11° Pior Tragédia
17/2/1974 – Cairo, Egito 🇪🇬
• 12° Pior Tragédia
17/09/1968 – Kayseri, Turquia 🇹🇷
• 14° Pior Tragédia
13/01/1991 – Orkney, África do Sul🇿🇦
• 13° Pior Tragédia
11/04/2001 – Johannesburg, África do Sul🇿🇦
• 15° Pior Tragédia
29/05/1985 – Bruxelas, Bélgica 🇧🇪
• 5° Pior Tragédia
16/10/1996 – Cidade da Guatemala, Guatemala🇬🇹
• 4° Pior Tragédia
12/3/1988 – Katmandu, Nepal🇳🇵
• 3° Pior Tragédia
15/4/1989 – Sheffield, Inglaterra 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
• 2° Pior Tragédia
9/5/2001 – Accra, Ghana🇬🇭
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A PIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA:
24/05/1964 – Lima, Peru 🇵🇪
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Muito Obrigado pelo apoio de cada um de vocês!!!👏👏👏👏👏👏👏👏
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Pedro Muroch

MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA PARTE FINAL

CONTINUAÇÃO….e balas de borracha, além disso a polícia soltou até cães em direção às arquibancadas. Eram mais de 40 mil torcedores em completo pânico, lutando por suas vidas, enquanto a polícia continuava com seus ataques generalizados. A situação se agravou muito mais e tomou outro rumo, quando os torcedores chegaram até os portões de saída e descobriram que todos eles estavam fechados. A partir desse momento, o nível de pânico aumentou mais ainda, uma vez que os torcedores começaram a ser literalmente esmagados e pisoteados diante desses portões. Um dos culpados pela tragédia, o comandante da Polícia de Lima, afirmou que na hora não imaginou as consequências do ataque da polícia. Quando as portas foram abertas já era tarde demais e era possível ver centenas de corpos sem vida espalhados pelo chão do estádio. Os que conseguiam sair se deparavam com o verdadeiro caos do lado de fora: ônibus incendiados, carros virados e até residências depredadas. A força policial já era insuficiente para deter a fúria e pânico dos torcedores que saíam destruindo tudo que encontravam pelo caminho. Os torcedores peruanos então, rumaram para o palácio do presidente Fernando Belaunde, exigindo que a partida fosse declarada como empate . Parecia que as mortes e a terrível carnificina que havia acabado de ocorrer, eram muito pouco perto da importância em se ter validado aquele gol de empate dos peruanos.
Em 2011 o estádio passou por uma ampla reforma, que deu nova cara para o estádio, mas infelizmente essa é um acontecimento que jamais será esquecidos por peruanos e argentinos. Até hoje, essa é considerada a maior tragédia que já ocorreu na história do futebol. Foram 318 mortos e mais de 600 feridos. A maioria acabou morrendo de hemorragia interna (devido ao esmagamento) ou de asfixia (devido ao gás lacrimogêneo atirado em excesso pela polícia). O número de vítimas fatais é 13 vezes maior que a tragédia de Hillsborough, incêndio de Bradford, tragédia de Heysel, tragédia de Ibrox (todos já contados aqui na minha página) combinados. Hoje a capacidade do estádio é de 50 mil torcedores. Os sensacionalistas jornais brasileiros chegaram a noticiar mais de 400 mortos
#tragediascdf #peru

MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA DO FUTEBOL

MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA DO FUTEBOL:
LOCAL: Lima, Peru 🇵🇪
DATA: 24/5/1964
JOGO: Peru X Argentina
NÚMERO DE MORTOS: 318
NÚMERO DE FERIDOS: +600
#nationalstadium #lima#soccertragedy #peru#estadionacional #tragedianofutebol#grandestragedias #peruvian .
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Depois de contarmos sobre cada uma das maiores tragédias da história do futebol, desde a décima quinta, finalmente chegamos naquela que é considerada a pior já ocorrida na história do futebol. Quem quiser rever cada uma das outras 14 tragédias já publicadas, basta clicar em #tragediascdf .
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A maior tragédia da história do futebol aconteceu no dia 24 de maio de 1964, portanto daqui a 10 dias completa 55 anos. Chamou a minha atenção não existir muita informação e conteúdo pela internet, sobre os acontecimentos desse fatídico dia. A partida naquele dia era entre Peru e Argentina, válida pelo torneio classificatório para os Jogos Olímpicos de Tóquio (que aconteceria ainda naquele ano). O estádio estava lotado nesse dia e a rivalidade entre Argentina e Peru era bem grande na época. Os argentinos abriram o placar e os torcedores peruanos começaram a ficar extremamente irritados ao verem que o jogo se encaminhava para o fim. Faltando cinco minutos para o final da partida, o Peru conseguiu finalmente o gol de empate e os torcedores foram a loucura, porém rapidamente o juiz uruguaio Ángel Eduardo Pazos anulou o gol. Pronto, era o ingrediente que estava faltando para os peruanos perderem a cabeça. Um torcedor incrédulo com a decisão do árbitro, invadiu o campo e saiu correndo exatamente para agredi-lo. A polícia conseguiu agir rapidamente e impediu a ação do invasor, mas quando olhou ao seu redor viu algo inimaginável ocorrendo. Centenas de torcedores furiosos resolveram fazer o mesmo e começaram a invadir o gramado, todos com a intenção de agredir o árbitro, a comissão técnica e atletas argentinos. O cenário era de guerra e a cada segundo que passava, a confusão tomava maiores proporções e a tensão só aumentava. Os policias começaram a ficar muito preocupados, principalmente quando começaram a perceber que estavam em menor número e por isso iniciaram disparos de bombas de gás lacrimogêneo CONTINUA….

SEGUNDA PIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA Parte I

SEGUNDA MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA DO FUTEBOL:
LOCAL: Accra, Ghana 🇬🇭
DATA: 9/5/2001
JOGO: Hearts of Oak X Assante Kotoko
NÚMERO DE MORTOS: 126
#accrastadium #accra #soccertragedy#ghana #africa #tragedianofutebol#grandestragedias #gana
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Depois de contarmos sobre cada uma das maiores tragédias da história do futebol, desde a décima quinta, finalmente chegamos na segunda pior já ocorrida na história do futebol. Quem quiser rever cada uma das outras 13 tragédias já publicadas, basta clicar em #tragediascdf .
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O maior desastre da história do continente africano e o segundo maior da história ocorreu no dia 9 de maio de 2001, no estádio de Accra, Ghana. Foram 126 mortos no total. Um número tão impressionante, que é quase a soma dos desastres de Hillsborough (terceiro maior) e Heysel (décima quinta maior tragédia). Mesmo assim, provavelmente você nunca sequer ouviu falar desse acontecimento fatídico. Apesar de um relatório final culpar a força policial por incitar a debandada dos torcedores e também a estrutura do estádio, nenhum oficial foi responsabilizado até hoje por essa tragédia. Ao contrário de Hillsborough, não existe mais brigas na justiça e processos abertos sobre o ocorrido, além disso o estádio não sofreu qualquer reforma após a tragédia e por isso continua classificado por especialistas como uma “armadilha mortal” aos torcedores que o frequentam. A única lembrança daquele fatídico dia, é uma estátua de bronze na parte externa do estádio com os dizeres:
” Eu sou o guardião do meu irmão”. Naquele dia, dois dos maiores clubes de futebol de Ghana iriam se enfrentar em um estádio antigo, construído no início da década de 60. Depois de sair atrás no marcador o Hearts of Oak marcou duas vezes no final da partida e virou a partida para 2 a 1. Os torcedores do Asante ficaram revoltados com essa virada do rival e começaram a arremessar garrafas no campo, além dos próprios assentos, que eram velhos, baratos e fáceis de serem arrancados. É claro que o futebol africano não possui um movimento de hooliganismo nas torcidas, mas para esses jogos entre os clubes mais populares o policiamento era bem reforçado. A polícia foi ao jogo com balas de borracha CONTINUA.

TERCEIRA PIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA PARTE FINAL

Normalmente, a polícia ao notar que a capacidade das divisões centrais da arquibancada estavam acima da capacidade, guiaria o restante dos torcedores para as divisões laterais, evitando assim uma tragédia. Nesse dia no entanto, por motivos não explicados, isso acabou não ocorrendo. Demorou 6 minutos para o árbitro ser avisado pela polícia e paralisar a partida, além disso haviam pessoas no estádio que sequer haviam notado o que estava ocorrendo por conta da bola estar rolando. Quando o jogo foi paralisado já era tarde demais, os torcedores começaram a subir a cerca para escapar do esmagamento, enquanto outros arrombaram um portão na grade para escapar da pressão. Um momento de grande comoção, foi quando um grupo de torcedores foi puxado por outros torcedores para a arquibancada que ficava acima da que estava superlotada. Depois de alguns minutos a pressão das pessoas foi tão forte que a grade finalmente quebrou. Eram muitos mortos e muitos feridos. Quarenta e duas ambulâncias levaram pelo menos 149 pessoas para hospitais próximos. Um total de 94 pessoas morreram naquele dia e mais de 766 ficaram feridas, embora metade delas não precisou de nenhum tipo de atendimento médico. Quatro dias depois um garoto de 14 anos que estava em estado grave também morreu e 4 anos depois um outro que estava em estado vegetativo também faleceu, elevando assim o número de fatalidades para 96. Mais tarde foi divulgado que 38 mortos tinham idades entre 10 e 19 anos. Por muito tempo o governo inglês tentou acobertar erros administrativos daquele dia e colocou a culpa pela tragédia nos próprios torcedores do Liverpool. Os torcedores dos Reds por sua vez ficaram extremamente revoltados com a conclusão do relatório final e não descansaram até que uma retratação fosse feita. Mais tarde foi descoberto que vários relatórios de testemunhas haviam sido alterados e que a na verdade a culpa não estava nos torcedores e sim na polícia. Em 2015 o comissário de polícia encarregado da segurança no dia, admitiu que a sua decisão de abrir aqueles portões sem catraca foram cruciais para que a tragédia ocorresse. Esse foi um dos dias mais trágicos e tristes da história do futebol mundial. #tragediascdf

TERCEIRA PIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA PARTE II

Por conta da planta do estádio e da política de separação das torcidas, implementada devido ao hooliganismo, todos os torcedores dos Reds acabaram tendo que entrar por apenas um ponto do estádio. No dia da partida as emissoras de rádio e TV pediam insistentemente para que os torcedores sem ingresso não comparecessem ao estádio. A partida estava marcada para começar às 15:00, porém as 14:40 apesar das arquibancadas reservadas aos torcedores do Liverpool estarem cheias, a maioria dos torcedores ainda estava do lado de fora tentando um espaço para passar pelo portão de entrada. Eram muitos os torcedores ansiosos demais para entrar, era muita gente para pouco espaço e para piorar, muitos desses torcedores estavam tentando entrar sem ingressos ou com ingressos que eram ligados a outros portões. Faltando 15 minutos para a bola rolar era evidente o desbalanço na distribuição dos torcedores pelas arquibancadas do estádio e muitos comentaristas e narradores de TV e rádio já comentavam sobre isso. Os torcedores que mencionei, que não conseguiam adentrar o estádio, também não conseguiam voltar e sair devido a multidão que fazia de tudo para entrar, portanto eles acabavam se tornando obstáculos para o restante dos torcedores. Alguns policiais que presenciavam essa cena pediam que o início da partida fosse adiado em 20 minutos, porém esses pedidos foram negados. Ainda haviam 5 mil torcedores tentando ganhar acesso ao estádio, quando a polícia liberou um enorme portão de saída (Portão C) e mais outros dois portões menores (Portões A e B), que não tinham sequer catracas, para aliviar o tumulto. É claro que com isso muitos torcedores que nem sequer tinham ingressos conseguiram entrar no estádio, o que só agravou mais ainda o problema. Aí o resto, vocês com certeza já estão imaginando: todos esses torcedores passando por um estreito túnel até as arquibancadas, resultou em uma superlotação total e esmagamento das pessoas contra as grades. As pessoas que entravam não tinham a menor ideia de que lá na frente, uma quantidade enorme de torcedores estava cada vez mais esmagada, já que o peso e a pressão feita em cima delas só aumentava conforme eles avançavam. CONTINUA…….

TERCEIRA MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA

TERCEIRA MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA DO FUTEBOL:
LOCAL: Sheffield, Inglaterra 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
DATA: 15/4/1989
JOGO: Liverpool X Nottingham Forest
NÚMERO DE MORTOS: 96
NÚMERO DE FERIDOS: 766
#sheffield #hillsborough#soccertragedy #england#tragedianofutebol#grandestragedias#hillsboroughdisaster
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Depois de contarmos sobre cada uma das maiores tragédias da história do futebol, desde a décima quinta, finalmente chegamos no TOP 3 das piores já ocorridas. Quem quiser rever cada uma das 12 tragédias já publicadas, basta clicar em #tragediascdf .
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Já começo dizendo que até hoje, essa é a pior tragédia ligada ao futebol que já ocorreu na Inglaterra. Infelizmente após o ocorrido, o Estádio Hillsborough virou sinônimo de tragédia, disastre e morte. Lembrando que esse estádio é utilizado desde 1899 até os dias atuais, como “casa” do clube Sheffield Wednesday, que hoje está na Championship, ou seja, na segunda divisão inglesa. Daqui a 53 dias essa tragédia vai completar 30 anos e infelizmente muitos ingleses ainda relembram bem, tudo que aconteceu naquele fatídico dia 15 de abril de 1989. O jogo seria disputado entre o Liverpool e o Nottingham Forest, válido pela semifinal da FA Cup (a famosa Copa da Inglaterra). O estádio havia sido selecionado pela Federação Inglesa de Futebol, que precisava de um campo neutro para a partida. Como o estádio de Hillsborough já havia sido palco de outras cinco semifinais da Copa da Inglaterra e mostrava ser um local seguro para a partida, a princípio não havia preocupações naquele dia. Oito anos atrás, um acidente causado por superlotação no estádio fez com que o Sheffield Wednesday alterasse o projeto de um setor específico do estádio, dividindo a arquibancada em três compartimentos separados e posteriormente em cinco compartimentos, quando o clube subiu para a primeira divisão em 1984. Naquele dia o estádio, como de costume, foi dividido entre os torcedores dos dois clubes, porém o Nottingham ficou com um espaço para 29.800 torcedores, enquanto o Liverpool ficou com espaço para 24.256 torcedores. O único detalhe, era que a torcida do Liverpool estava em número bem maior que a torcida do Nottingham. Por conta CONTINUA

Quarta Pior Tragédia da História

QUARTA MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA DO FUTEBOL:
LOCAL: Katmandu, Nepal
DATA: 12/3/1988
JOGO: Muktijodha X Janakpur
NÚMERO DE MORTOS: 93
NÚMERO DE FERIDOS: 100
#tragediascdf #nepal #katmandu#soccertragedy #bangladesh#tragedianofutebol #grandestragedias .
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Depois de contar da quinta até a décima quinta pior tragédia em nossa série especial, chegamos nas TOP 4 do ranking. Se quiser ler e aprender sobre as outras tragédias que já foram postadas, elas estão na hashtag #tragediascdf
No dia 12 de março de 1988 um amistoso foi marcado na capital do Nepal, Catmandu. A partida seria disputada entre um clube tradicional de Bangladesh chamado Muktijodha e um clube amador local do Nepal chamado Janakpur. Para aqueles que não são muito bons de geografia ou que nunca sequer ouviram falar desse país, saibam que o Nepal é um país localizado na Ásia (entre a China e a Índia) e é famoso por abrigar a mais alta cordilheira do mundo, onde inclusive fica o Monte Everest. O clima nessa região do mundo é extremamente hostil e da mesma forma que temos tempestades de areia em desertos, temos tempestades de granizo em locais frios. Foi uma tempestade dessa, a principal responsável pela quarta maior tragédia que o futebol já enfrentou. Naquele dia os torcedores não estavam preparados para essa mudança repentina no tempo e foram pegos de surpresa, causando um enorme tumulto dentro do estádio. Como a tempestade era de granizo e as pedras eram grandes, elas podiam facilmente machucar bem uma pessoa, então a multidão correu em desespero para buscar abrigo das pedras de gelo. O problema é que não havia espaço suficiente para todos os torcedores se abrigarem. A consequência desse aumento generalizado da confusão e de pessoas em pânico, foi a morte de 93 pessoas, além de pelo menos 100 feridos. A maioria das mortes foi causada por pisoteamentos e esmagamento das mesmas, já que elas foram preensadas contra os portões. Essa seja, talvez, uma das poucas tragédias em que os torcedores e as autoridades não tenham todas as culpas. Infelizmente, o fator natureza foi determinante para essa tragédia ter ocorrido. Uma tragédia ocorrida em um canto remoto do planeta, mas que jamais será esquecida.

Quinta Maior Tragédia Guatemala X Costa Rica

QUINTA MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA DO FUTEBOL:
LOCAL: Cidade da Guatemala 🇬🇹
ESTÁDIO: Doroteo Guamuch Flores
DATA: 16/10/1996
JOGO: Guatemala X Costa Rica
NÚMERO DE MORTOS: 84
NÚMERO DE FERIDOS: 150
#tragediascdf #guatemala #costarica
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A quinta maior tragédia da história do futebol aconteceu na Guatemala, América Central e mais uma vez o problema foi a superlotação dentro dos estádios. A partida era válida pela Eliminatórias da Copa do Mundo de 1998. Eu disse “era”, porque a partida nunca ocorreu. A partida entre a seleção da Guatemala e a da Costa Rica ocorreria no estádio Doroteo Guamuch Flores, que era um dos principais do país e tinha capacidade para 45 mil torcedores. Acontece que praticamente 60 mil ingressos foram vendidos, algo que já antecipava a causa número um dessa tragédia: a superlotação. Uma enorme avalanche de gente acabou espremida no alambrado e a partida foi suspensa na mesma hora. O jogo era bem importante para a Guatemala e até o presidente do país estava presente no estádio para assistir o jogo. A Fifa mais tarde suspenderia o estádio por dois anos. As investigações apontaram que o problema começou quando uma excessiva quantidade de torcedores tentaram acessar a mesma seção da arquibancada, que já estava com 100% de sua capacidade ocupada. O resultado dessa aglomeração de pessoas foi uma avalanche de cima para baixo, que acabou fazendo com que inúmeras pessoas ficassem espremidas e pressionadas contra o alambrado. A promoção com ingressos a baixo custo incentivou muitos a irem assistir aquela partida e o fato do estádio não contar com um design e planos para situações de emergência como essa só agravaram a situação. Muitos foram pisoteados e acabaram sufocados na avalanche. Infelizmente 84 pessoas perderam a vida e 150 ficaram feridas nessa terrível tragédia. Na época 13 pessoas foram indiciadas e responsabilizadas pelo ocorrido, mas todas conseguiram driblar os promotores e acabaram saindo impunes do processo. A FIFA recomendou redução da capacidade máxima do estádio, que a partir do ano 2000 passou a ser de 26 mil torcedores. Uma tragédia que jamais será esquecida para o povo da Guatemala.