O CASO ADRIAN MUTU

Em outubro de 2018 após uma série de batalhas em praticamente todos os tribunais e todas as instâncias existentes na europa, Adrian Mutu, um dos maiores jogadores que a Romênia já teve, foi condenado pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos a pagar uma multa de 17 milhões de euros(76 milhões de reais) ao Chelsea. Mutu é o maior artilheiro da seleção romena e só fica atrás de Hagi quando o assunto é “quem foi o melhor jogador da história da Romênia”. Quando foi contratado em agosto de 2003, o clube inglês havia recentemente sido comprado pelo magnata Roman Abramovich, que resolveu desembolsar 22,5 milhões de euros para tirá-lo do Parma. Apesar de chegar cotado para ser a principal estrela dos blues, Mutu acabou tendo um início de temporada fraquíssimo e começou a ter vários atritos com o técnico português, José Mourinho. Ele chegava atrasado aos treinos e foi até protagonista de uma perseguição policial na Romênia depois de não parar por excesso de velocidade. Seu comportamento inconstante e suas mudanças abruptas de humor levaram Mourinho a solicitar que o Chelsea fizesse um exame de doping no atleta. Não deu outra: o resultado deu positivo para cocaína. Mutu admitiu o uso da substância e afirmou que o fez por depressão após divórcio e também por não ser titular no time de Mourinho. Imediatamente o Chelsea demitiu Adrian por quebra de contrato e entrou na justiça com um processo. O romeno foi banido pela Associação de Futebol da Inglaterra por sete meses e ainda foi multado em 20 mil libras. Logo depois do ocorrido ele foi contratado pela Juventus (mas teve que ficar 7 meses sem atuar). Mutu foi de fato um grande atacante e um atleta com enorme potencial, porém para cada gol marcado, existe uma história polêmica e de controvérsia. Tem história dele quebrando nariz de garçom em restaurante, inúmeras expulsões e brigas em campo e até supostos episódios onde ingeriu álcool antes das partidas. Depois ele acabou indo parar na Fiorentina e em 2010 foi mais uma vez pego no exame anti-doping: dessa vez a nova suspensão foi de 9 meses. Até o momento a quantia de 17 milhões de euros não foi paga, uma vez que Mutu afirma não ter esse montante.

O CASO DA ESPIONAGEM POR DRONES

Durante todo o ano de 2017 o Grêmio foi envolvido em uma grande polêmica: o suposto uso de drones para espionar seus rivais na Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão (torneio que o clube conquistou). Tudo começou com uma apuração feita pela ESPN, que revelava que uma pessoa havia sido contratada para filmar e fotografar os treinos abertos e fechados de seus adversários. A reportagem da emissora passou 5 meses monitorando os passos desse suposto espião responsável por controlar o drone e captar as imagens, mas não conseguia pegar ele em flagrante. O clima esquentou e a notícia explodiu, quando o espião finalmente foi flagrado a 350 metros do CT do Lanús, na capital da Argentina, bem na hora em que o clube fazia um treino fechado em preparação para a final da Libertadoes. De acordo com a reportagem, o espião estava na cidade há mais de uma semana e teve todos os custos da viagem pagas pelo clube gaúcho. Após a polêmica ganhar grande repercussão, o técnico Renato Gaúcho deu entrevista onde não negou e nem admitiu o uso do drone. O treinador afirmou que o clube de fato contratou uma pessoa para obter informações dos adversários, mas não confirmou de que forma foi feito esse monitoramento. A reportagem da ESPN foi recebida com revolta pelo diretor jurídico do Grêmio, que negou os fatos e ainda se mostrou indignado por ela ter sido divulgada às vésperas do jogo de ida da final da competição continental. No fim da história o Grêmio não sofreu qualquer tipo de punição e foi campeão do torneio, mas a polêmica permaneceu no ar por muito mais tempo. Afinal, até que ponto uma ação como essa seria válida? Sabemos que o futebol não se ganha apenas dentro de campo. Alguns defendem que o corrido não é nada grave, já que a espionagem sempre existiu no futebol, enquanto outros acreditam que o correto seria o tricolor gaúcho ser punido. A única certeza que temos desse caso, é que a tecnologia realmente está mudando cada vez mais esse esporte marcado por seu tradicionalismo. Até hoje o Grêmio nega que tenha utilizado um drone para espionar seus adversários, enquanto a ESPN afirma ter provas contundentes sobre o ocorrido. Comente qual é a sua opinião sobre esse caso.

O Caso de Manipulação Robert Hoyzer Parte Final

Os alemães ficaram horrorizados com esse esquema, suas ramificações e consequências, porém mal sabiam eles que no ano seguinte um esquema de manipulação dez vezes maior iria explodir na divisão de elite italiana. A “sorte” aqui, é que esse escândalo não afetou a divisão de elite do futebol alemão, mas sim às inferiores. Mesmo assim, o esquema foi um grande prejuízo para muitos torcedores, apostadores, próprios clubes e principalmente para a reputação da Associação Alemã de Futebol. Esse escândalo só ficou atrás de um maior ainda que ocorreu no início da década de 70, mas que vou contar mais para frente. Detalhe, que a Alemanha seria o país-sede da Copa do Mundo de 2006 (que a Itália levou), então resolver isso o mais rápido possível era fundamental para os investigadores. Uma das partidas com mais evidências de manipulação foi Hamburgo (primeira divisão) contra Paderborn (na época estava disputando níveis regionais), com vitória do Paderborn graças a marcação de dois pênaltis inexistentes. De qualquer forma, após o escândalo tudo voltou ao normal e até hoje nada do gênero voltou a ocorrer dentro do futebol alemão. Após término das investigações esses foram os resultados:
• Hoyzer foi banido para o resto da vida de atuar em qualquer função ligada ao futebol, além de ter sido sentenciado a 2 anos e 5 meses de prisão. A sentença dele e de mais 5 condenados foram confirmadas após apelação ter sido negada em última instância. • Os três irmãos croatas que orquestraram o esquema também foram sentenciados a cumprir 2 anos e 11 meses de cadeia. • Árbitro Dominik Marks também foi preso por participação no esquema e o árbitro Torsten Koop banido por 3 meses, já que não delatou Hoyzer imediatamente quando foi abordado pelo colega de profissão. • Partidas diretamente afetadas por árbitros e/ou jogadores envolvidos no esquema podiam ser revistas pela Liga. • O Hamburgo recebeu uma compensação financeira por ter saído mais cedo da Copa da Alemanha, assim como outros clubes que também foram comprovadamente prejudicados.
• Algumas partidas das divisões inferiores da Alemanha foram repetidas, enquanto resultados de outras competições como a Copa da Alemanha foram mantidos.

O Caso de Manipulação Robert Hoyzer Parte I

O popular quadro de #polemicascdf está de volta! Depois de entendermos melhor sobre o gigantesco esquema da Serie A🇮🇹, 1 ano antes, em janeiro de 2005, um dos maiores escândalos esportivos da Alemanha explodiu. Foi uma descoberta que envolveu mais de €2 milhões em manipulação de resultados e que resultou na prisão do árbitro da segunda divisão, Robert Hoyzer. Tudo começou quando quatro árbitros foram até a Associação de Futebol Alemã, fazer uma denúncia sobre o estranho comportamento do árbitro Hoyzer em suas últimas partidas. Indicações mostraram que Robert teve encontros regulares em Berlim, com três homens (irmãos Šapina) ligados ao sindicato de apostas croata, que por sua vez tinha laços com o crime organizado. Após a confissão do árbitro, vários suspeitos ficaram sob constante vigilância durante um tempo e foram posteriormente presos. Entre as pessoas que foram levadas sob custódia estavam donos de agências de apostas esportivas e três atletas do Hertha Berlim: Alexander Madlung (alemão), Nando Rafael (angolano) e Josip Šimunić (croata). Os três atletas haviam participado da surpreendente derrota do Hertha para o Eintracht Braunschweig, time da terceira divisão, ocorrida no dia 22 de setembro de 2004 pela Copa da Amanhã. Na ocasião, Madlung fez gol contra crucial na partida aos 80 minutos, apenas quatro minutos depois de entrar do banco de reservas. O trio estava sob suspeita de possuir relação com os três irmãos croatas, mas foram liberados posteriormente por falta de evidências. Os árbitros que testemunharam contra Hoyzer foram liberados de seus deveres por motivos de segurança, além disso, por precaução, todos os juízes das partidas da décima nona rodada da Bundesliga acabaram sendo trocados no dia anterior às partidas que haviam sido escalados. Hoyzer cooperou com os investigadores e os ajudou a entender melhor todos os detalhes do esquema, que no final acabou implicando em processos contra oficiais, jogadores e casas de apostas croatas. No final de 2005, a investigação chegou a conclusão de que as partidas da Bundelisga (primeira divisão) não haviam sido afetadas, ou seja, o esquema todo só foi válido para divisões inferiores e a Copa da Alemanha.

A Batalha do Buffet de 2004 – Parte II

Nas temporadas anteriores, os dois clubes e os dois comandantes disputavam os títulos jogo a jogo, mas naquele ano o Chelsea comandado por Mourinho já despontava na liderança da Premier League. Juntos, os dois treinadores haviam vencido nove Premier Leagues seguidas. A rivalidade entre os dois treinadores era gigantesca nessa época e só bem mais tarde é que ambos começariam a se respeitar e até a criar uma certa amizade. Na sua autobiografia, Ferguson afirma que Wenger estava completamente fora de sí, que não conseguia aceitar a derrota de forma alguma e que aquele dia foi um divisor de águas na relação dos dois. Ainda segundo Ferguson, a ferida só foi curar na semi-final da Champions de 2009, quando após a partida Wenger o chamou para parabenizá-lo. Rooney afirmou que durante a semana que antecedeu a partida o Arsenal ficou dizendo o quão especial seria conseguir a partida de número 50 (na sequência de invencibilidade) dentro do Old Trafford e que isso foi um grande erro, algo que incendiou todos os jogadores do United. Neville chegou a dizer que a partida entre os dois times não era uma guerra naquela época, mas era o equivalente à uma luta de dois peso-pesados dentro do ringue, onde ninguém estava disposto a ceder um centímetro ao adversário. A partida foi repleta de incidentes, disputas físicas e lances polêmicos. Ambos os irmãos Neville foram amarelados por faltas duríssimas no ponta do Arsenal, Reyes, enquanto C.Ronaldo também era caçado em campo pelo lado do United. As coisas pioraram quando o árbitro Mike Riley não marcou faltas claras de Nistelrooy em Cole e Ferdinand em Ljungberg. Arsene Wenger foi à loucura e explodiu de raiva com os erros do árbitro na beira do gramado, principalmente quando viu a marcação de um pênalti controverso para o Manchester, quando faltava apenas 18 minutos para o fim da partida. Após a partida, Nistelrooy pegou um gancho de 3 jogos pela entrada violenta em Cole, enquanto Wenger foi multado em 15 mil libras por ofender publicamente o holandês. Além disso, ambos os representantes dos clubes tiveram que se reunir com membros da Federação Inglesa de Futebol, para que episódios como este não voltassem a ocorrer. #polemicascdf

A Batalha do Buffet de 2004 – Parte I

Demorou mas ela voltou! Quem gosta de barraco, confusão, briga e muita polêmica, a série exclusiva sobre o que rola fora dos gramados voltou! Portanto, quem quiser ler sobre as outras duas que já postei, basta clicar na seguinte hashtag: #polemicascdf .
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Todo mundo conhece bem a enorme rivalidade entre Arsenal e Manchester United. O período do ápice dessa tensão entre os dois clubes ingleses, ocorreu antes e depois dos anos 2000. Em outubro de 2004, os homens de Sir Alex Ferguson iriam receber o Arsenal, que era vice-líder da Premier League. Os homens de Arsene Wenger buscavam em Manchester, chegar à incrível marca de 50 partidas de invencibilidade, mas para isso teriam que bater os donos da casa que tinham grandes nomes como: Rooney, Cristiano Ronaldo e Giggs. Naquele dia o Manchester venceu a partida por 2 a 0, em uma partida que entraria para a história e ficaria conhecida mundialmente como: “A Batalha do Buffet”. O jogo foi bem disputado e nervoso, com o primeiro gol do United vindo de pênalti somente aos 73 minutos de partida e Rooney fechando o placar no último minuto, mas foi depois do apito final que o bicho pegou, foi nessa hora que quebra-pau teve início. Na saída de campo os dois times se pegaram nos túneis. Jogadores e membros da comissão técnica de ambos os lados começaram uma série de agressões físicas e verbais uns aos outros, inclusive com a participação dos dois treinadores. Foi no meio dessa confusão toda, que um pedaço de pizza saiu voando de um canto do túnel e acertou em cheio o rosto de um dos maiores técnicos de futebol que já existiram: Sir Alex Ferguson. Os jogadores olhavam perplexos aquela cena, com o pedaço de pizza escorrendo o rosto do comandante dos Diabos Vermelhos e sujando parte de seu terno preto. Por muito tempo se suspeitou que Fabregas (na época banco com 17 anos) fosse o responsável pelo arremesso da Pizza. Em 2017, quando participava de um programa de TV inglês ele assumiu ter sido o autor. Além disso, na época Lehmann foi acusado de ter jogado uma garrafa de água em Ferguson. O fato é que o time do Arsenal perdeu a cabeça naqueles túneis. Na última parte, vamos análisar melhor os motivos desse episódio ter ocorrido.

O Escândalo do Triângulo Amoroso de 2010

Olha, para quem gosta de um barraco aqui vai a segunda história da nossa série #polemicascdf que tenho certeza que vão gostar. Em 2010 na terra da Rainha, um escândalo veio à tona sobre um possível triângulo amoroso, envolvendo dois jogadores da seleção inglesa. Tudo começou, quando rumores de uma possível traição começou a circular pelos tabloides e por toda a mídia inglesa. Na época Wayne Bridge, era lateral do Manchester City e John Terry zagueiro do Chelsea, além disso ambos jogadores faziam parte da seleção inglesa, inclusive com Terry sendo o capitão. As alegações apontavam, que Terry teria se relacionado com a ex-namorada de Bridge logo que eles terminaram (final de 2009) e que o caso teria durado por volta de 4 meses. Os tabloides britânicos cobriram tudo nos mínimos detalhes e o clima esquentou bastante, dentro e fora dos gramados. A situação era tão delicada, que chegou a colocar em risco o futuro de Terry no English Team. Fábio Capello, técnico da seleção inglesa, removeu a braçadeira de capitão de Terry em 5/02/10 e passou ela a Ferdinand, que jogou a Copa do Mundo como capitão. Em 2011 Terry recuperou o posto de capitão. A ex-namorada de Bridge, a modelo francesa Vanessa Perroncel, sempre negou as alegações. Para piorar mais a situação, John Terry já era casado e pai de gêmeos durante a suposta traição ao seu colega de seleção, mas mesmo com todo o escândalo, de alguma forma, conseguiu salvar seu casamento que dura até hoje. Wayne Bridge acabou abrindo mão de ir para a Copa de 2010, por não querer jogar ao lado de Terry e meses antes deste anúncio, em partida válida pela Premier League entre City e Chelsea, se recusou a cumprimentar o “ex-amigo” no início do jogo. Este último fato ganhou muita repercussão na mídia, que ficava mostrando a cena em que Bridge deixa Terry no “vácuo” repetidamente inúmeras vezes. Em 2013, Bridge teve seu primeiro filho com Sandford, uma cantora britânica, se casou com ela em 2014 e teve seu segundo filho em 2015. Claramente, este é mais um belo exemplo de escândalo que ocorreu fora dos gramados e que refletiu dentro deles. Grandes amigos no passado, grandes inimigos atualmente
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*Este é um texto de cunho jornalístico*

O Escândalo na Série A – Parte Final

Além das punições enfrentadas pelos clubes, vários dirigentes deles e das instituições envolvidas também foram punidos com suspensões. O único árbitro condenado no esquema foi o Massimo De Santis, que inclusive iria ser o representante da Itália na Copa. Nove anos após o caso cair nos holofotes, a Suprema Corte Italiana divulgou relatório final de 150 páginas, onde mostra que absolveu Moggi de 2 acusações de fraude desportiva e que a acusação de conspiração criminosa foi considerada prescrita. Moggi, sofreu suspensão de 5 anos e depois foi banido para sempre do futebol. Este caso é muito polêmico, pois a justiça italiana acabou não prendendo ninguém por falta de provas. Depois de ser inocentado, Moggi perguntou: “se todos árbitros envolvidos foram absolvidos, então quem é que fazia parte desse esquema?”. Muitos dizem que a pena foi menor para o Milan, pois seu vice-presidente também era na época, presidente da Federação Italiana de Futebol. Até hoje a Juventus, não aceita a cassação de seus 2 títulos e os considera ganhos em seu histórico oficial. A Juventus, por conta do rebaixamento, sofreu um violento desmanche. Nos últimos anos só da Juve na Itália e eles realmente conseguiram se reerguer, porém este escândalo manchou demais a história do clube alvinegro. Ficou claro, que os árbitros (mesmo sendo bem remunerados por lá) fizeram o que fizeram por não terem escolha, por serem fracos, ambiciosos e por serem pegos em um sistema corrupto. Se eles não favorecessem a Juve e outros clubes, eles não seriam escalados para grandes partidas e se desagradassem Moggi, podiam até perder seus empregos. Este realmente, é um dos maiores e mais graves escândalos de corrupção ligados ao futebol que já existiram. O fato das punições terem sido “apenas suspensivas” e que ninguém tenha ido parar atrás das grades, só aumentam a polêmica e o fato da justiça italiana ter se mostrado “incompetente” na visão de muitos. Hoje, Lazio e Fiorentina já se recuperaram deste episódio e novamente são considerados clubes estáveis. O Milan, está mergulhado em dívidas e faz anos que sofre enormes dificuldades na Serie A. Realmente vale a pena cada um de nós refletir sobre este caso.

O Escândalo na Série A – Parte III

CONTINUAÇÃO…. chamada para depor, foi o técnico da seleção italiana, Marcelo Lippi. 3 semanas antes do pontapé inicial da Copa de 2006, Lippi apareceu em frente aos magistrados para responder acusações de que sua convocação, havia sido influenciada por Moggi. A alegação, era que Moggi havia pressionado o técnico para que ele convocasse poucos jogadores da Juventus, com a finalidade de que o clube não fosse prejudicado por lesões e fadigas no início de sua nova temporada. No final, dos 23 jogadores que foram a Copa, 5 eram da Juventus e outros 8 das outras equipes envolvidas no escândalo, mas ninguém foi condenado por falta de provas. Moggi, também tinha acordo com um comentarista chamado Baldas, que era uma espécie de Galvão Bueno da Itália e que certamente conseguia influenciar demais a opinião do público. No acordo, Moggi decidiria de quais árbitros Baldas iria comentar favoravelmente e quais negativamente. Em troca, Baldas ganharia acesso em primeira mão a notícias internas (sobre qualquer assunto) de dentro da Juventus. Existem várias conversas gravadas entre Moggi e o chefe da associação nacional de arbitragem, onde eles discutem quais são as melhores opções de árbitros para os próximos jogos da Juventus (quem tiver interesse pode buscar mais infos destas conversas em alguns sites da internet). Na próxima e última parte, vamos fazer uma análise sobre o ocorrido, falar sobre o veredicto final, porque este escândalo é tão polêmico e também finalizar com uma conclusão geral.
Vamos agora, detalhar as punições:
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Juventus – Rebaixada para a Serie B com 30 pontos negativos, perda do direito de disputar a Champions e perda dos 2 últimos títulos da Serie A. Após apelações, conseguiram iniciar a Serie B com 17 pontos negativos.
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Lazio e Fiorentina – Rebaixados a Serie B. Após apelações, disputaram Serie A, mas começaram com 11 e 19 pontos negativos, respectivamente. .
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Milan – Perda do direito de jogar a Champions e início na Serie A com 30 pontos negativos. Após apelações, início na Serie A com 8 pontos negativos e pôde jogar a Champions.
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Reggina e Siena – Não envolvidos diretamente no caso, mas também perderam 11 e 1 ponto, respectivamente.

O Escândalo na Série A – Parte II

Na primavera de 2006, todos os ingredientes necessários para um grande escândalo vir à tona estavam reunidos. O magistrado da cidade de Turim, abordou as autoridades da federação italiana de futebol, mas aos poucos foi se dando conta de que na verdade os próprios membros da organização, estavam implicados no esquema. O então primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, era presidente e dono do Milan, portanto não preciso nem falar que ele se manifestou contra a abertura de uma investigação pública (lembrando que o Milan era um dos 4 grandes clubes a estarem na mira da investigação). O que os magistrados fizeram então? Colocaram os materias que possuíam, a disposição da imprensa, que por sua vez tratou logo de estampar a notícia na primeira página dos jornais, espalhando ela para o mundo inteiro e fazendo com que a notícia se tornasse de fato, um escândalo de maiores proporções ainda. Volumosas, mas inconclusivas evidências obtidas a partir de escutas, mostravam o então diretor esportivo da Juventus, Luciano Moggi, se comunicando de uma maneira “exclusiva” com os responsáveis pela escala de árbitros das partidas da Serie A. A finalidade das ligações, era a de influenciar o resultados das partidas, a partir da seleção de árbitros mais favoráveis a Juventus, ou então a juízes que no caso de dúvida durante um jogo, apitaria a favor da velha senhora. As investigações mostraram uma vasta e sombria rede de ligações irrastreaveis, pagamentos secretos e propostas “a la mafia italiana”, que nenhum oficial de arbitragem ousaria recusar. O negócio era tão feio e profundo, que foi descoberto um esquema de manipulação de cartões amarelos, feito para fazer com quem jogadores-chave dos grandes times italianos estivessem suspensos na hora de enfrentar os maiores campeões da Itália. Não vou entrar em detalhes (se não iria ter que fazer mais de 4 partes), sobre os motivos do porque Moggi era um verdadeiro “Rei” dentro do futebol e de toda a política que envolve este esporte dentro da Itália. Basta vocês saberem, que para alguem comandar um esquema deste tamanho, ele precisa excercer muita influência, em muitas pessoas importantes. Uma das primeiras pessoas a ser CONTINUA……