Barcelona 1988-1994 Parte Final

Com o baixinho em campo o ataque do Barcelona que já era muito forte, ficou ainda melhor e o holandês teve que começar a fazer rodizio entre Laudrup, Stoichkov, Begiristain e o brasileiro. Além de vencer o campeonato espanhol com Romário terminando na artilharia, o Barça ainda levou a Supercopa da Espanha em 1994. Infelizmente, os catalães novamente não foram felizes na campanha da Liga dos Campeões (temporada 1993/94). Mesmo com Romário e com amplo favoritismo, acabaram perdendo na grande final para o Milan. A partida aconteceu na Grécia e apesar do favoritismo estar do lado dos espanhóis, os rossoneros tinham um time sólido e bem competitivo, treinado pelo ótimo Fabio Capello. Os italianos massacraram o Dream Team e enfiaram uma sonora goleada de 4 a 0 no time de Cruyff. Foi um verdadeiro apagão. Depois desse novo vexame, o esquadrão invencível estava desfeito e o Dream Team chegava ao seu fim. Entre 1994 e 1995, as principais estrelas arrumaram as malas e foram para outros clubes (Stoichkov, Romário e Koeman entre eles). A segunda geração do Barça montada por Pep Guardiola, foi na minha opinião superior ao Dream Team de Cruyff, mas nunca será o embrião dessa maneira de jogar e de toda a magia de um dos clubes mais famosos do mundo. Esse é sem dúvida o time que mais da saudade a qualquer torcedor do Barcelona, um time que conquistou 14 campeonatos em 6 temporadas, um time que fez o Real Madrid virar coadjuvante e “sumir” de 1988 até 1994. Meu destaque vai para Zubizarreta, que foi na minha opinião um dos 50 maiores goleiros que já existiram até hoje. A muralha, jogou por mais de 120 partidas, conquistou muitos títulos de 1986 até 1994 e foi muito importante para a seleção espanhola. Outro monstro foi Koeman, que além de ser um excelente defensor, se tornou o maior zagueiro artilheiro de todos os tempos, ou seja, ele era o Pelé da zaga. Pelo Barcelon, Koeman marcou 102 gols, sendo um desses, o mais importante da história do clube (gol do primeiro título da Liga dos Campeões da história do Barcelona). Por último eu destaco o volante Pep Guardiola, que jogou de 1990 até 2001, disputando 470 partidas pelo barça. #barcelona#esquadroesinvenciveis

Barcelona 1988-1994 Parte III

Depois de passar pelos dois clubes alemães, o barça estava na fase de grupos. Eram 2 grupos com 4 clubes cada e o vencedor deles fariam a grande final. O Dream Team ficou em primeiro lugar de seu grupo, após 4 vitórias, 1 empate e apenas 1 derrota (grupo com Sparta Praga, Benfica e Dinamo Kyiv). No outro grupo o líder tinha sido a Sampdoria, que como já mencionei na parte anterior, era um timaço. Os italianos viam a partida como uma forma de revanche pela derrota que sofreram em 1989 e os espanhóis como a oportunidade de apagar de vez a perda do título na final da Liga dos Campeões de 1986. O jogo foi muito disputado como era de se esperar e por isso não saiu do 0 a 0. No início do segundo tempo da prorrogação, quando muitos acreditavam que a partida iria se encaminhar para os pênaltis, o holandês Koeman (maior zagueiro artilheiro de todos os tempos) marcou um golaço de falta e garantiu que o troféu fosse parar nas mãos dos espanhóis. Com o título, Cruyff alcançava em 4 anos seu objetivo máximo de conquistar a Europa, trazendo assim o primeiro troféu da Liga dos Campeões da história do Barcelona. Depois, o Dream Team passou por cima do Werder Bremen na decisão da Supercopa da UEFA e conquistou seu quarto título naquele ano (já tinham levado o campeonato espanhol a Supercopa da Espanha e os dois títulos da UEFA). Agora, todas as atenções se viraravam para o mundial e seu até então desconhecido adversário, São Paulo. O clube espanhol era favorito absoluto e esperava uma partida tranquila, principalmente após abrir o placar com Stoichkov. O que ninguém esperava era uma virada do tricolor com dois gols de Raí, o último deles um golaço de falta. Na temporada seguinte venceram novamente o campeonato espanhol, porém passaram enorme vexame ao defender o título da Liga dos Campeões. O time de Cruyff perdeu de virada (3 a 2) em pleno Camp Nou para o CSKA, da Rússia, depois de estarem na frente do placar em 2 a 0. Foi uma das maiores zebras da história da competição até hoje. Por conta dessa eliminação Cruyff resolveu ir as compras e decidiu que estava na hora do Dream Team ter um novo atacante: Romário. Com o baixinho em campo CONTINUA…

Barcelona 1988-1994 Parte II

Em 1986 o Barcelona perdeu na final da Liga dos Campeões para o Steaua Bucareste (já postei sobre o time romeno na série #esquadroesinvenciveis quem não leu vale muito a pena ler), que era um clube desconhecido até então e que se tornou o primeiro campeão europeu de um país do lado leste do continente. Cruyff queria portanto fazer os torcedores do barça esquecerem esse lamentável episódio e para isso acontecer, ele decidiu que a melhor estratégia seria a utilizar os principais talentos da divisão de base do clube catalão. Em 1987/88 o Barcelona foi campeão da Copa do Rei, mas ainda sem Cruyff ter sido contratado como técnico. A primeira conquista efetiva do holandês como treinador ocorreu em 1988/89, quando levantaram o caneco da Taça das Taças da UEFA em cima da Sampdoria mais forte já montada até hoje (tinham Pagliuga, Cerezo e Mancini). Chama a atenção as partidas das semifinais, quando o barça enfrentou o CSKA Sofia, da Bulgária, porque foi nessas 2 partidas que Cruyff conheceu e se encantou com o futebol de Stoichkov, a quem mandou a diretoria contratar imediatamente a todos os custos. Na temporada seguinte levaram novamente a Copa do Rei em cima dos arqui-rivais (Real) e em pouco mais de um ano no comando, Cruyff já tinha feito mais que nas 14 temporadas anteriores, principalmente porque já tinha até conquistado um título da UEFA. Na temporada 90/91 foram campeões espanhóis pela primeira vez sob o comando do holandês, ficando 10 pontos à frente do Atlético de Madrid e consequentemente ganhando vaga para a tão almejada Liga dos Campeões, que era o principal objetivo de Cruyff. O holandês não iria sossegar enquanto seu time não levasse o caneco mais importante do continente, principalmente pelo peso do Real Madrid já ter 6 títulos da Liga dos Campeões naquele momento. Cruyff tinha escolhido a dedo seus titulares e contava muito com Michael Laudrup, que era um dos principais protagonistas do Dream Team, orquestrando as jogadas ofensivas e consequentemente fornecendo inúmeras assistências aos companheiros (isso quando não ia lá e marcava ele mesmo). Na primeira fase passaram pelo Hansa Rostock e na segunda pelo Kaiserlautern ambos da Alemanha CONTINUA….

Barcelona 1988-1994 Parte I

TIME: Barcelona
LOCAL: Barcelona, Espanha
PERÍODO: 1988-1994
CONQUISTAS: Tricampeão da Supercopa da Espanha (91,92 e 94), Bicampeão da Copa do Rei (87/88 e 89/90), Campeão da Champions (1991/92), Campeão da Recopa UEFA (88/89), Campeão da Supercopa da UEFA (92) e Tetracampeão Espanhol (90/91, 91/92, 92/93 e 93/94).
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TIME BASE: Zubizarreta; Ferrer, Nadal, Ronald Koeman e Juan Carlos (Sergi); Amor (Eusébio Sacristán), Guardiola, (Bakero) e Michel Laudrup, Stoichkov, Begiristain (Salinas) e Romário. Técnico: Johan Cruyff
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Esse é um dos maiores times que já existiram na história do futebol. Foram 12 títulos em 6 anos, dos quais 9 foram nacionais (incluindo 4 campeonatos espanhóis) e 3 continentais (incluindo uma Liga dos Campeões). Não só o Barcelona do gênio Cruyf ficou marcado pela sua supremacia, como também acabou estabelecendo um novo estilo de se jogar futebol, um estilo baseado na troca de passes e portanto, na posse de bola. O time ficou apelidado de “Dream Team” e revolucionou o futebol europeu de 1988 até 1994. Em quem vocês acham que Pep Guardiola se inspirou para criar aquele sólido sistema de jogo do Barcelona de Xavi, Iniesta e Messi? Aqui vai uma dica: Guardiola era um dos protagonistas do formidável Dream Team. Em 2011 Guardiola em uma declaração para a imprensa afirmou: “Eles (dream team) foram os pioneiros e nós não podemos competir com eles, não importa quantos títulos conquistemos” e completou “Nós nunca iremos nos igualar ao período do Dream Team”. Antes de Cruyff chegar ao Camp Nou a situação era desesperadora para o Barça: 1 título em 14 temporadas. O holandês montou um verdadeiro ESQUADRÃO INVENCÍVEL e é sobre isso que se trata esse episódio da série #esquadroesinvenciveis
O que mais chama a atenção nesse timaço, é que a grande maioria desse elenco era formada por jogadores da casa, das categorias de base do clube catalão. A Liga dos Campeões conquistada em 1992, foi a primeira da história do Barcelona, que acabou fazendo o Real Madrid virar um mero coadjuvante na Espanha e Europa.
A história começa quando Cruyff, um dos maiores jogadores de todos os tempos, termina a carreira e resolve virar técnico. CONTINUA…

Estudiantes 1967-1970 Parte Final

Esse time do Manchester era o verdadeiro bicho-papão da Europa na época e um adversário extremamente difícil para o Estudiantes. O jogo da ida foi na La Bombonera e após muita catimba e pressão, o clube argentino conseguiu vencer a partida por 1 a 0. Na volta, segurou o empate no Old Trafford em 1 a 1 e se sagrou campeão do mundo, inclusive se tornando o primeiro e único clube não inglês a comemorar um título dentro do estádio do Manchester. Com o título, o Estudiantes passava a ser um dos principais clubes da América do Sul. Por ter sido o campeão no ano anterior, o clube entrou nas semifinais da Libertadores de 1969. Depois de vencer o Universidad Católica e o Nacional, o clube argentino já era bicampeão continental. O mundial dessa vez seria contra o Milan, que não tomou conhecimento dos argentinos e aplicou uma goleada de 3 a 0 em Milão. Na volta, novamente disputada no estádio do Boca Júniors, os argentinos venceram por 2 a 1, porém o resultado ainda sim dava o título aos italianos. No final dessa partida houve muita briga e confusão, com três jogadores do Estudiantes indo parar na delegacia. Na Libertadores de 1970, entraram novamente na semifinal e dessa vez eliminaram o River e o Peñarol, se tornando o primeiro tricampeão continental da história. Pela terceira vez seguida o clube argentino disputaria o mundial, dessa vez contra o Feyenoord da Holanda. Jogando na La Bombonera o Estudiantes abriu 2 a 0, mas os holandeses tiraram forças não sei da onde e conseguiram empatar o jogo, calando os 51 mil argentinos que estavam no estádio. Na volta, perderam por 1 a 0 e fracassaram na segunda chance de se tornarem bicampeões mundiais. Em 1971 o técnico Zubeldía foi embora e com isso o Esquadrão estava desfeito. De fato esse time do Estudiantes não ficou marcado pelo futebol bonito e brilhante de se ver jogar, mas sim pelos resultados e os títulos que conquistou. Tudo graças ao grandioso trabalhado de Zubeldía, que trouxe muita disciplina e planejamento para o até então “pequeno clube de La Plata”. Graças a esses 3 títulos e a conquista de 2009, atualmente o Estudiantes é o quarto clube com mais títulos da competição mais importante do continente.

Estudiantes 1967-1970 Parte II

mas o principal protagonista foi o já falecido Zubeldía, que desenvolveu novos e importantes conceitos futebolísticos. O que mais chamava a atenção no Estudiantes era a solidez defensiva e a entrega, a famosa “raça”, que os meio-campistas e os atacantes davam. Tudo começou em 1965, quando o clube contratou o treinador Zubeldía para afastar de vez o risco do rebaixamento (que foi uma realidade na década de 50). Como o clube havia passado a última década alternando entre primeira e segunda divisão, a estratégia do clube acabou sendo a de apostar em jogadores baratos e também em investir pesado nas categorias de base. Em 1966 o clube não só escapou do rebaixamento como terminou o Campeonato Argentino na sétima posição. No ano seguinte, conquistaram o campeonato nacional depois de virar uma partida da semifinal, em que perdiam por 3 a 1 com um jogador a menos e de golear o Racing (atual campeão continental) por 3 a 0 fora de casa na grande final (com direto a gol de bicicleta de Verón). A filosofia do técnico Zubeldía era “defender primeiro e atacar depois” e foi com essa máxima que o clube despontou na Libertadores de 1968 como favoritos ao título. Jogando de maneira inteligente e trazendo inovações como jogadas ensaiadas, linha de impedimento e muita catimba, o Estudiantes eliminou o Racing na semifinal e teria o Palmeiras de Ademir da Guia e Tupãzinho, como adversário na grande final do torneio continental. Com cada clube vencendo em seu país, uma terceira partida foi marcada para ser disputada em campo neutro e o local escolhido foi Montevidéu, Uruguai. Com vitória em 2 a 0 o Estudiantes finalmente conquistava a América, título quem bem Boca, River e San Lorenzo haviam conquistado até então. O estilo de jogo do clube argentino foi amplamente criticado naquele ano de 1968, pois o time tinha uma postura extremamente defensiva e não jogava aquele futebol bonito que a grande maioria estava acostumada até então. Estava cada vez mais claro, que para Zubeldía o que importava era o resultado e não o espetáculo. No Mundial Interclubes o adversário seria o Manchester United das lendas Bobby Charlton, Denis Law e George Best. Esse time do Manchester era o verdadeiro……

Estudiantes 1967-1970

TIME: Estudiantes 🇦🇷
LOCAL: La Plata, Argentina
PERÍODO: 1967-1970
CONQUISTAS: Campeão Mundial (1968), Tricampeão da Copa Libertadores da América (1968,1969 e 1970) e Campeão Argentino (1967).
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TIME BASE: Poletti; Madero (Manera), Malbernat, Aguirre Suárez e Medina; Pachamé, Bilardo e Togneri, Flores (Ribaudo), Conigliaro (Echecopar) e Verón. Técnico: Osvaldo Zubeldía .
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O Estudiantes ficou marcado na história do futebol sul-americano por ser o primeiro clube a conquistar três libertadores de forma consecutiva e na história do futebol argentino por tirar o domínio dos cinco clubes que “mandavam” no país (Boca, River, San Lorenzo, Racing e Independiente). Ninguém esperava que o clube considerado pequeno até então, desse aula de futebol para seus adversários e conquistasse o mundo (foi campeão mundial em 1968). O mais curioso sobre a história desse Esquadrão, é que o técnico responsável por montá-lo, Osvaldo Zubeldía, chegou ao clube com o objetivo de não deixar mais o clube ficar frequentando a zona de rebaixamento. O fato mais marcante da história do Estudiantes de 1967-1970, é que eles foram amplamente criticados durante esse período. Vale ressaltar, que até o início dos anos 30 nenhum time de fora do G-5 (cinco clubes descritos anteriormente) havia conquistado o título do Campeonato Argentino. O Estudiantes não só quebrou essa ordem no futebol doméstico, como conseguiu a façanha de conquistar o torneio continental antes do próprio Boca, River e San Lorenzo. O orçamento deles na época era bem limitado, portanto a aposta foi em jogadores das divisões de base e em um estilo de jogo mais focado em tática e organização do que em talento e habilidades individuais. Podemos dizer que foi com esse novo membro dos #esquadroesinvenciveis que o mundo passou a conhecer a concentração antes das partidas, as linhas de impedimento e até mesmo as jogadas ensaiadas. E por quê eles eram tão criticados então? Porque foi a partir desse momento na história, que a verdadeira “catimba argentina” nasceu. O jogador mais importante foi sem dúvidas Juan Ramón Verón, o pai de Sebastián Verón, mas o principal protagonista foi o já falecido Zubeldía, que desenvolveu novos CONTINUA ..

Boca Juniors 1998-2003 Parte Final

Vencer três libertadores e dois mundiais em quatro anos dificilmente será repetido, foi realmente algo histórico. O clube argentino vivenciou uma verdadeira revolução dentro e fora de campo nesse período, com ênfase na melhora de todos os seus departamentos (das divisões de base até o marketing). Foi com esse timaço que o Boca Juniors se tornou uma das marcas mais lucrativas dentro da Argentina e América do Sul. Bianchi conseguiu reerguer a autoestima de todos lá dentro e os transformou de perdedores em grandes vencedores. De 1998 até 2003 o clube que representa a classe trabalhadora de Buenos Aires vivenciou o auge de sua história. Muitos, principalmente vascaínos e palmeirenses, podem não gostar e até mesmo discordar, mas o fato é que o Boca Juniors passou por cima de qualquer clube na América, igual um trator durante esses anos. Só de poder assistir o maestro camisa 10 vulgo Riquelme jogar, já valia o ingresso. Depois que Córdoba, Schelotto e Palermo saíram muitos pensaram que o esquadrão seria desfeito. Que nada, o Boca tratou de trazer Abbondanzieri, Tevez, Delgado e Iarley para substitui-los. Um dos fatores que contribuíram demais para todas essas façanhas do clube de maior torcida da Argentina, foi o estádio La Bombonera. Jogar dentro daquele estádio era o mesmo que entrar dentro de um caldeirão fervendo e nenhum adversário parecia conseguir manter a concentração quando a bola rolava. Meus destaques desse time são: Ibarra – Lateral direito jogou de 1998 até 2001 e virou ídolo da torcida.
Samuel – Antes de virar ídolo da Inter de Milão, ele jogou no Boca de 97 até 2000 e contribuiu demais para a defesa do time ser uma das mais fortes do mundo na época.
Battaglia – Volante idolatrado pelos torcedores do Boca. Jogava demais, ficou de 1998 até 2003 e conquistou todos os títulos desse esquadrão.
Riquelme – maior ídolo da história do Boca Juniors e só isso já fala por na sí só.
Palermo – El loco, é o maior artilheiro da história do Boca com 235 gols marcados. Fazia uma incrível parceria no ataque ao lado de Schelotto.
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Bianchi – maior treinador da história do Boca e um dos maiores do mundo. Foi ele quem reergueu o clube e montou esse esquadrão invencível.

Boca Juniors 1998-2003

TIME: Boca Juniors 🇦🇷
LOCAL: Buenos Aires, Argentina
PERÍODO: 1998-2003
CONQUISTAS: Bicampeão Mundial Interclubes (2000 e 2003), Tricampeão da Copa Libertadores da América (2000, 2001 e 2003) e Tetracampeão Argentino (1998-Apertura INVICTO, 1999-Clausura, 2000-Apertura e 2003-Apertura).
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TIME BASE: Córdoba (Abbondanzieri); Ibarra, Bermúdez (Burdisso), Samuel (Schiavi) e Arruabarrena (Clemente Rodríguez / Matellán); Cagna (Battaglia), Serna e Basualdo (Traverso); Riquelme (Donnet); Guillermo Schelotto (Carlos Tévez) e Palermo (Delgado / Iarley). Técnico: Carlos Bianchi.
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Quando Carlos Bianchi assumiu em 1998, o Boca era só mais um time mediano na Argentina e na América do Sul. Em 15 anos só haviam vencido 1 campeonato e as vitórias na Libertadores só estavam na memória de seus torcedores, que lembravam da ótima fase do clube no final da década de 70. Era hora de reverter isso, era hora de dar uma belo upgrade em um dos mais tradicionais clubes do continente, era hora de finalmente o Boca montar uma verdadeira seleção e entrar para os #esquadroesinvenciveis . Tudo começou com a contratação de Bianchi, que redefiniu o sistema de jogo do time para o 4-3-1-2. Bianchi tinha um excêntrico goleiro, defensores extremamente técnicos e com muita raça, um meio campo disciplinado acima de tudo, um super artilheiro lá na frente (Marin Palermo) e um maestro para comandar todos dentro de campo (Juan Riquelme). De 1998 até 2003, o Boca era um time simples, objetivo e intenso, um time que funcionava, que fazia as vitórias acontecerem na grande maioria das vezes e que era imbatível (relembrando os times também super vitoriosos do Boca na década de 60 e 70). Se eles marcassem um gol então a vitória era quase uma certeza, porque empatar ou até mesmo virar era uma tarefa quase impossível para qualquer adversário. A solidez desse time era tão grande, que ficaram 40 partidas invictos pelo campeonato argentino, quebrando o recorde de 39 jogos estabelecido pelo Racing na década de 60. Você ficaria feliz se seu time conquistasse a Libertadores 1 única vez, então imagina se ganhasse 3, fosse vice de outra, além de vencer 2 mundiais (em cima do Real e Milan). CONTINUA

Preston North End 1888-89 Parte Final

CONTINUAÇÃO. Enquanto a Inglaterra se preparava para se tornar o primeiro país a inaugurar um campeonato doméstico, o Brasil havia acabado de se livrar do sistema de escravidão e ainda nem imaginava o potencial e do que exatamente era feito esse esporte. Na primeira temporada da história do campeonato inglês, doze clubes participaram do torneio. Todos jogavam contra todos e após as 22 rodadas, o Preston se tornava o primeiro campeão inglês. Mas não foi só o fato de ser o primeiro título da Inglaterra que chamou a atenção, mas sim o fato deles terem vencido 18 jogos e empatado outros 4, ou seja, fizeram uma campanha onde não sabiam o que uma derrota significava. Ao término das 22 rodadas eles marcaram 74 gols e só tomaram 15 (saldo básico de +59). Além do título nacional, também foram campeões naquela temporada da FA Cup, ou Copa da Inglaterra (portanto primeiro clube inglês a conquistar o “Double”). Se no campeonato inglês o título veio de forma invicta e com a marca só sendo igualada um século depois pelo Arsenal, então na FA Cup outra marca que entraria para a história foi alcançada: foram campeões sem levar 1 gol sequer nas 5 partidas eliminatórias. O Preston possuí o estádio mais antigo do mundo ainda em uso e é o segundo clube com mais jogos disputados no sistema inglês de futebol (Football League). O clube também foi campeão inglês na temporada seguinte e vice-campeão das três seguintes ao bicampeonato, mas nunca mais conseguiu repetir tal façanha em sua história. Depois se tornariam um “clube ioiô”, alternando entre as 4 divisões do futebol inglês constantemente. Se pegarmos esses números do Preston e jogarmos na mesma proporção da Premier League dos dias atuais, então o Preston alcançaria a marca dos 100 pontos (os mesmos que o recorde de Guardiola alcançado com o City na temporada passada). Naquela época o futebol profissional não havia sido implementado ainda e remunerar jogadores ainda era considerado ilegal. Mesmo assim, foi comprovado que o Preston foi pioneiro nisso e que o presidente do clube colocava fundos provenientes de sua fábrica de algodão no clube e os repassava às estrelas do time. Esse era um legítimo Esquadrão Invencível.