Torino Football Club 1942-1949 Parte I,II e Parte Final

TIME: Torino Football Club
LOCAL: Turim, Itália 🇮🇹
PERÍODO: 1942-1949
CONQUISTAS: Pentacampeão italiano de forma consecutiva (1942-43, 1945-46, 1946-47, 1947-48 e 1948-49) Campeão da Copa da Itália 1942-43
APELIDO: O Touro Indomável .
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TIME BASE: Bacigalupo; Ballarin, Maroso; Grezar, Rigamonti, Castigliano; Loik, Mazzola; Menti, Gabetto, Ossola. Técs.: András Kuttik, Luigi Ferrero, Mario Sperone, Roberto Copernico, Leslie Lievesley e Ernest Erbstein.
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Depois de contar tudo sobre o acidente de Superga, chegou a hora de entrarmos em mais detalhes sobre o incrível esquadrão invencível do Torino. Essa é a história de um dos três maiores times que a Itália já produziu em sua história, chegou a vez do Torino FC ganhar seu espaço na série #esquadroesinvenciveis
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Começo dizendo que na minha opinião só existiram na história do futebol doze times mais competentes que o Torino de 1942-1949. Infelizmente o final da história desse fantástico esquadrão invencível foi muito trágica, mas estou aqui apenas para contar a parte boa da história. Aproveito o momento, para dizer à aqueles que quiserem ler e saber literalmente cada detalhe sobre o acidente de Superga, que procurem no meu feed pelo primeiro episódio da série que eu estou fazendo sobre tragédias aéreas envolvendo times de futebol. Em sete anos esse esquadrão do Torino foi simplesmente imbatível na Itália e por isso se tornou basicamente a espinha dorsal da seleção italiana daquele período. O acidente aéreo do dia 6 de maio de 1949 jamais será esquecido pelos torcedores do Torino e todos aqueles que morreram na tragédia estão no hall dos maiores atletas que já vestiram a camisa do clube de Turim. Muitos especialistas afirmam que se o acidente não tivesse ocorrido, esse muito provavelmente teria sido o maior time de futebol que já existiu na história do futebol italiano. Como as temporadas de 1943/1944 e 1944/1945 nunca ocorreram por conta da II Guerra Mundial, o Torino foi considerado pentacampeão italiano de forma consecutiva, além de ter levado o título da Copa da Itália em 1942/1943. Para aqueles que acham que eu estou exagerando quando aponto que esse foi o décimo terceiro maior time já montado, saibam que em cinco temporadas esse time obteve o registro impressionante de 483 gols anotados contra 165 sofridos. Era a coisa mais comum do mundo: o Torino jogava contra grandes times italianos da época fora de seus domínios e voltava para Turim com expressivas goleadas aplicadas como visitante. Em um ano por exemplo, o time aplicou uma sonora goleada de 7 a 0 na Roma em plena capital italiana e ao invés da torcida adversária se retirar do estádio vaiando seu time, acabou se levantando e ovacionando o time do Torino. O fato é inquestionável: qualquer clube italiano desse período morria de medo de ter quer enfrentar o Torino. O time era tão monstruoso que acabou virando a seleção italiana, tanto que como maior exemplo disso, no ano de 1947 a Itália realizou um amistoso contra a Hungria e o técnico Vittorio Pozzo colocou 10 atletas do Torino no time titular, só deixando o goleiro de fora (exatamente para não escalar o time inteiro deles). Uma curiosidade sobre o acidente de Superga que eu esqueci de contar na série sobre as tragédias: ele jamais teria ocorrido se o time do Torino não fosse tão espetacular, isso porque o clube só viajou para Lisboa por ter sido declarado campeão italiano matematicamente com 4 rodadas de antecedência. Quando o Torino sobrou em campo na temporada 1942/43 e ganhou o campeonato Italiano, muitos acharam que isso iria ficar por isso mesmo, já que a Segunda Guerra tinha estourado e o haveria uma pausa na competição. Porém quando a guerra terminou, para surpresa de muitos, o Torino na verdade tinha voltado mais forte ainda (tanto que conquistou mais 4 títulos consecutivos do Campeonato Italiano). Outra ponto importante que vale muito a pena destacar, é que esse esquadrão só não venceu mais porque a guerra não deixou, porque nao existiam competições continentais e porque o acidente ocorreu, ou seja, é como eu disse anteriormente, esse time poderia estar facilmente entre os top 5 da história do futebol. Dentre todas as fantásticas temporadas desse esquadrão, eu certamente destaco a de 1947/48. Naquela ocasião a campanha foi de 29 vitórias, 7 empates e apenas 4 derrotas em 40 jogos, além de 125 gols marcados e apenas 33 sofridos. Nessa mesma temporada o clube ainda bateu 7 recordes que demorariam bastante para serem alcançados. Depois do acidente de Superga, o Torino foi decretado campeão e a equipe da base do clube jogou as últimas quatro rodada do Campeonato Italiano de 1948/1949. Para demonstrar a força do Torino, o time venceu as quatro últimas partidas (contra Genova, Palermo, Sampdoria e Fiorentina), contra adversários que também utilizaram jogadores da base. É claro que depois disso o Torino nunca mais foi o mesmo, mas mais do que isso, a Itália demorou muito tempo para ter um time tão grandioso como esse ser formado (me refiro ao Milan de 1987 a 1991). Se essa tragédia terrível não tivesse ocorrido, seria espetacular assistir as partidas do Torino contra o fortíssimo Real Madrid de Puskas e Di Stéfano. Vamos agora conhecer um pouco mais sobre os membros do Grande Torino que faleceram na tragédia: (não esqueçam que eu vou contar tudo sobre cada um deles, ao longo das biografias de jogadores que faço ocasionalmente). Começando sempre pelo jovem goleiro de 25 anos Valerio Bacigalupo, que atuou por mais de 135 partidas e foi inclusive convocado para defender a seleção italiana em cinco oportunidades. Na defesa a dupla de zaga Aldo Ballarin e Virgílio Maroso era responsável por boa parte do paredão. Aldo jogou por quase 150 partidas, enquanto Maroso jogou por 103 partidas e também defendia a seleção italiana. No meio campo os responsáveis pela construção de jogo ficava a cargo de Grezar e Castigliano. Na frente deles ficavam Loik e Mazzola, que atuavam mais como meias mais ofensivos, sendo responsáveis pela criatividade do trio de ataque. Por falar em ataque, não havia nada mais mortal que a combinação ponta Franco Ossola (esquerda), Romeo Menti (direita) e o artilheiro e matador Gugliemo Gabetto. O destaque e melhor jogador do time era o capitão Valentino Mazzola, que é até hoje um dos maiores jogadores que a Itália já produziu. Nesse período o Torino teve diversos treinadores e não teve um que tenha se destacado mais. Muitos acreditam que a Itália teria de fato vencido a Copa do Mundo de 1950 caso o acidente aéreo não tivesse ocorrido. #torinofc

The Shanghai Stadium 

NOME OFICIAL: The Shanghai Stadium
DONO: Shanghai East Asia Sports
MANDANTES: Shanghai SIPG Football Club
INAUGURADO: 1997
CAPACIDADE: 56.842 mil pessoas futebol e 80 mil restante
LOCALIZAÇÃO: Shanghai, China 🇨🇳
GRAMADO: Grama natural
#estadioscdf #china #shanghai#stadiumshanghai #estadioshangai#chinese #soccerstadiums .
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Deixamos a Irlanda para trás e agora vamos direto para a China conhecer um dos maiores estádios do mundo: o Shangai Stadium. Construído em 1997 para receber partidas da oitava edição dos Jogos Nacionais da China, esse estádio ficou famoso no país por receber diversos tipos de eventos e modalidades esportivas, se tornando um “clássico estádio multi-uso”. É claro que boa parte da sua utilização acaba sendo voltada para o futebol, mas ele está longe de ser uma estrutura voltada apenas para essa função. Mais tarde, em 2008, a China foi o país sede das Olimpíadas e utilizou o estádio para receber partidas e eventos importantes da competição. Alguns rankings dos maiores estádios do mundo o posicionam como décimo nono e outros como trigésimo maior, a questão é que independente da posição que ocupa, o estádio é gigantesco e chama a atenção de qualquer turista que visite a cidade chinesa. As fotos noturnas da cidade toda iluminada, com o enorme estádio bem no meio acabou se tornando um dos muitos cartões-postais da cidade. Com uma capacidade para até 80 mil torcedores, o número é bem reduzido quando o evento em questão é o futebol (isso por motivos de segurança), caindo para 56 mil torcedores. São 190 mil metros quadrados de área, uma das maiores coberturas de aço do mundo e 3 andares de arquibancadas circulares, além de mais de 100 cabines de camarote exclusivas. O estádio de Xangai é considerado o terceiro maior da China, ficando atrás apenas do Estádio Nacional de Pequim e Estádio Olímpico de Guangdong. Atualmente, o estádio é a casa do Shanghai Dongya Football Club, equipe da primeira divisão do Campeonato Chinês. Apesar de ser usado principalmente para jogos de futebol, o complexo ainda recebe jogos de rugby, shows, eventos alternativos e provas de atletismo. Para aqueles que visitarem a cidade de Xangai, vale a pena conferir o “monstro”.

CLUB DEPORTIVO EVEREST .

CLUB DEPORTIVO EVEREST .
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Poucos aqui no Brasil conhecem ou já ouviram falar do Everest, mas o clube equatoriano faz parte do seleto grupo de oito times que já conquistaram o campeonato nacional. O único título de expressão nacional veio em 1962 e isso faz com que o Everest seja considerado o oitavo clube mais bem-sucedido do país. Nos últimos anos eles vêm passando por um péssimo momento em sua história e atualmente se encontram apenas na terceira divisão, no entanto o clube já chegou a ficar dez temporadas na divisão de elite equatoriana. Daqui a três anos o clube completa sessenta anos desde que conquistaram seu único título, de qualquer forma os torcedores continuam esperançosos de que o clube consiga acesso pelo menos à primeira divisão. Ao longo dos anos o clube veio alternando com certa frequência entre a primeira e a segunda divisão e o rebaixamento para a terceira divisão ocorreu em 1983. No ranking geral feito pela Federação Equatoriana de Futebol, se encontram na décima nona colocação. Fundado no dia 2 de fevereiro de 1931, o nome é uma clara homenagem à montanha mais alta do mundo, o Monte Everest. O principal apelido do clube, por esse motivo, acabou ficando “O Time da Montanha”. Apesar de utilizarem um estádio que comporta somente 4 mil torcedores, com até certa frequência costumam utilizar o estádio Modelo Alberto Spencer Herrera, que tem capacidade para mais de 45 mil torcedores. Na temporada passada (2018) terminaram na quinta colocação e não conseguiram acesso para a segunda divisão. *ESTE É UM TEXTO BIOGRÁFICO DE CUNHO JORNALÍSTICO
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FUNDAÇÃO: 1931
CORES: Vermelho e Azul
APELIDOS: “Os Everestinos” “O Time da Montanha” “O Ciclone Vermelho”
MATERIAL ESPORTIVO: Fabricante Local
DIVISÃO TEMPORADA 2019: Segunda Categoria (terceira divisão)
SÍMBOLO: Montanha
ESTÁDIO: Alejandro Ponce Noboa com capacidade para 4 mil pessoas
CONFEDERAÇÃO: CONMEBOL (América do Sul)
SEDE: Guayaquil, 🇪🇨
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TÍTULOS: 1
Campeonato equatoriano: 1 (1962)
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#fut #clubesdefutebol #times #time#fute #soccer #equador #everest#ecuador #timesdefutebol #follow#futebol #soccerclubs #soccerteams#futebolequatoriano

ANDRZEJ SZARMACH

ANDRZEJ SZARMACH
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. *ESTE É UM TEXTO BIOGRÁFICO COM CUNHO JORNALÍSTICO*
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PAÍS: Polônia 🇵🇱
DATA NASCIMENTO: 03/10/1950
NASCIMENTO: Gdańsk.
POSIÇÃO: Atacante
ALTURA: 1,78m
CLUBES:
Arka Gdynia, Górnik Zabrze, Stal Mielec, Auxerre, Guingamp e Clerment Foot
SELEÇÃO:
Polônia de 1973 a 1982
(61 partidas e 32 gols) #craquedebola#jogadorescdf .
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Vamos agora voltar para a Polônia e falar sobre mais um grande jogador do leste europeu: Andrzej Szarmach. Apesar de seu nome ser extremamente complicado, seu futebol era simples, efetivo e objetivo. O atacante de 1,78 nasceu no dia 3 de outubro de 1950 e começou sua carreira profissional quando tinha 19 anos de idade. Sua cidade natal se chama Gdańsk, tem população de 500 mil habitantes e fica na costa do Mar Báltico. Por lá, é considerado um “herói” na cidade, inclusive com vários estabelecimentos carregando seu nome. Andrzej ganhou notoriedade e destaque muito mais pelas suas atuações na seleção polonesa do que nos clubes pelos quais passou, mesmo porque não chegou a vestir a camisa de nenhum grande clube em sua carreira. Ele fazia parte da “era de ouro” (década de 70) do futebol polonês. O atacante tinha ninguém menos que Grzegorz Lato na sua direita, Robert Gadocha na sua esquerda e ainda dividia espaço com seu parceiro de ataque, Kazimierz Deyna. O resultado desse grande time foi o terceiro lugar na Copa do Mundo de 1974, com o melhor ataque do mundial (foram 16 gols marcados). Na verdade, Szarmach era considerado reserva na época e foi beneficiado pela ausência do grande Wodzimierz Lubański. O artilheiro da Copa foi Lato com 7 gols, mas Andrzej ficou em segundo lugar empatado com Neeskens da Holanda, com 5 gols marcados. Dois anos depois, nas Olimpíadas do Canadá em 1976, Szarmach calou a boca de quem ainda duvidava de seu potencial, ao liderar o time polaco que obteve a medalha de prata. Nas Olimpíadas daquele ano, além de ter marcado expressivos nove gols, ainda foi eleito o melhor jogador do torneio mundial. Sempre com seu bigodinho e anotando gols sem parar, Szarmach jogou em clubes polacos até ser contratado pelo Auxerre. Foi ídolo no clube francês de 1980 até 1985. Depois de aposentar virou treinador.

SÉRIE BOLAS COPA DO MUNDO CONCLUÍDA

No dia 2 de janeiro de 2018, publiquei aqui na minha página tudo sobre a “Tricolore”, a bola utilizada na Copa do Mundo de 1998 (realizada na França) e com isso dei início ao trabalho de contar para todos vocês, sobre cada uma das 22 bolas utilizadas em cada um dos mundiais já disputados até hoje. É com enorme satisfação que hoje, depois de 1 ano e meio, posso anunciar que conclui essa tarefa. Sei que tem muitas pessoas que sequer seguiam a minha página quando comecei essa série e é exatamente por esse motivo que estou fazendo essa postagem.
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Eu criei uma hashtag exclusiva para essa série de postagens sobre bolas e convido todos vocês, que tem interesse em explorar mais esse assunto e que querem aprender mais sobre a principal protagonista do principal torneio esportivo do mundo e entender sua evolução ao longo do tempo, a lerem cada uma das 21 publicações que foram feitas. .
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A HASHTAG É: #BOLASCDF
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Informo que a partir de agora essa série vai continuar, mas obviamente não será mais sobre as bolas das Copas e sim sobre a história de bolas que marcaram o futebol. A hashtag continuará a mesma. .
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As 21 publicações feitas da série são as seguintes:
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• Bola da Copa de 1998 🇫🇷
• Bola da Copa de 1930 🇺🇾
• Bola da Copa de 1958 🇸🇪
• Bola da Copa de 1962 🇨🇱
• Bola da Copa de 1966 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
• Bola da Copa de 1970 🇲🇽
• Bola da Copa de 1934 🇮🇹
• Bola da Copa de 1974 🇩🇪 .
• Bola da Copa de 1938 🇫🇷
• Bola da Copa de 1978 🇦🇷
• Bola da Copa de 1982 🇪🇦
• Bola da Copa de 1950 🇧🇷
• Bola da Copa de 1954 🇨🇭
• Bola da Copa de 1986 🇲🇽
• Bola da Copa de 1990 🇮🇹
• Bola da Copa de 2002 🇯🇵🇰🇷
• Bola da Copa de 2018 🇷🇺
• Bola da Copa de 2006 🇩🇪
• Bola da Copa de 1994 🇺🇸
• Bola da Copa de 2014 🇧🇷
• Bola da Copa de 2010 🇿🇦
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“Porque Futebol Também é Cultura”
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Muito Obrigado pelo apoio de cada um de vocês!!!👏👏👏👏👏👏👏👏
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Pedro Muroch

O CASO ZAHIA

Nossa série de polêmicas no mundo do futebol continua a pleno vapor. Hoje, vamos falar de mais um caso envolvendo atletas famosos e consagrados, que por algum motivo, acabaram cometendo terríveis erros, marcando suas carreiras profissionais e abalando suas vidas pessoais. Para lerem sobre outras reportagens, basta clicarem na hashtag #polemicascdf .
Em 2010, um caso envolvendo dois dos mais famosos jogadores da França estorou. O caso envolvia uma prostituta chamada Zahia Dehar, que depois ficaria tão famosa a ponto de ser considerada uma “celebridade” no país. E por quê? Porque ela “só” era menor de idade na época, só isso. Em 2010 ela procurou a mídia e confirmou os boatos que estavam sendo divulgados: teria recebido em 2008, quando ainda não tinha completado 18 anos, uma larga quantia de dinheiro para fazer sexo com os atletas. Na França a prostituição é legalizada, porém somente para pessoas acima de 18 anos de idade. Além de Ribéry e Benzema, o cunhado de Ribéry e Sidney Govou também estavam envolvidos na polêmica. Fontes na época divulgaram que Frank Ribéry teria pago 2 mil euros por programa. A notícia caiu como uma bomba na mídia, depois que a polícia francesa realizou uma blitz no Café Zaman, um tradicional bordel localizado na Champs Elysee. No caso, Zahia era uma das 18 garotas que trabalhavam na casa e ao passar pelo interrogatório da polícia acabou revelando o caso com os jogadores. Prontamente, todos os jogadores vieram a publico para se defenderem das acusações, afirmando categoricamente que não tinham conhecimento dela ser menor de idade. Em janeiro de 2014, quatro anos depois do escândalo vir à tona, a justiça francesa derrubou as acusações e livrou os dois atletas de cumprirem pena de três anos na cadeia. Os juízes do tribunal francês, depois de longa e demorada análise, concluíram que ambos jogadores não tinham conhecimento de que Zahia era menor de idade na época. O principal motivo para eles considerarem a inocência dos atletas, foi a própria Zahia ter admitido a omissão de sua verdadeira idade desde o início. O escândalo prejudicou bastante a imagem dos dois na época, mas foi rapidamente esquecido uma vez que eles foram inocentados.

Camisa Titular Internazionale 2010/2011

CAMISAS HISTÓRICAS #25
Minha página começou a contar a história das mais importantes camisas de futebol e suas respectivas histórias. Aprenda mais sobre as histórias por trás delas em nossa nova série de postagens. *CADA CAMISA UMA HISTÓRIA* Vamos agora, para a história da vigésima quinta camisa: #camisascdf
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PAÍS: Itália
CLUBE: Internazionale 🇮🇹
MODELO: Camisa Titular
ANO: 2010/2011
FABRICANTE: Nike
IMPORTÂNCIA HISTÓRICA: Uma camisa híbrida, uma mistura de camisa clássica com camisa moderna, uma camisa histórica e que é “Inter” em todos os aspectos.
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HISTÓRIA: Assim como a moda de maneira geral, os designs das camisas de futebol são cíclicos, apesar de seus ciclos durarem períodos maiores. Mas quem acompanha essa evolução ao longo da história, vem percebendo que esses “ciclos” estão cada vez menores, ou seja, ao invés de lançar um novo uniforme a cada dois anos, os clubes agora lançam até três novos uniformes na mesma temporada. A maioria das pessoas não gosta disso e critica essa postura dos clubes, que por sua vez só visam lucrar cada vez mais e mais. Como os lançamentos de novas camisas acelera cada vez mais, os designers ficam com menos tempo para elaborarem novas criações e por isso acabam apelando cada vez mais para camisas clássicas. Olhando essa camisa rapidamente, ela se parece como qualquer outra camisa “padrão” da Inter, ou seja, listras nas cores azul e preta, patrocínio da Pirelli, gola em V etc. Mas existe um detalhe escondido nessa camisa e ele é pouco perceptível: a camisa é uma versão repaginada da camisa utilizada pelo goleiro da seleção inglesa de futebol, na Eurocopa de 1988. Essa camisa não possui detalhes desnecessários e possui muita harmonia, principalmente no que se refere às mangas, uma vez que elas acompanham o desenho da parte central da camisa. O patrocínio da Pirelli é bem destacado no centro da camisa, a gola em V é inteira preta e ainda resta espaço para o brasão de campeão do mundo da FIFA (último titulo mundial conquistado pelo clube italiano, no ano de 2010). Essa camisa é extremamente valiosa para colecionadores e um item obrigatório para qualquer fã da Internazionale. O que você acha dessa camisa? Comente….

Aviva Stadium

NOME OFICIAL: Aviva Stadiun
NAMING ANTIGO: Lansdowne Road
APELIDO: Estádio da Irlanda ou Arena Dublin
DONO: Associação de Futebol da Irlanda e União Irlandesa de Rúgbi
MANDANTES: Seleção Irlandesa de Rúgbi e Futebol
INAUGURADO: 14 de março de 2010
CAPACIDADE: 51.700 mil pessoas
PÚBLICO RECORDE: 51.700
LOCALIZAÇÃO: Dublin, Irlanda 🇮🇪
GRAMADO: Grama natural
#estadioscdf #irlanda #irleland#stadiumaviva #avivastadium#lansdowneroad
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Saindo da Inglaterra, vamos para a Irlanda conhecer o principal estádio do país. O Lansdowne Road se tornou o Aviva Stadium em 2009, quando o grupo comprou os naming rights até o final do ano de 2019. Quando você olha esse estádio na parte de trás de um dos gols, parece que simplesmente o dinheiro acabou na construção e eles tiveram que improvisar. Na verdade, uma das premissas para a renovação do estádio em 2007, falava que o novo estádio deveria ser construído garantindo iluminação natural para os residentes situados no entorno do estádio. A UEFA ficou muito satisfeita com o resultado da renovação e colocou o estádio como palco da grande final da Europa League de 2011 (disputada entre Porto e Braga), sob o nome de Arena Dublin. Além disso, a Eurocopa vai celebrar seus 60 anos e por isso Platini organizou o torneio para ser disputado em diversos países, sendo um deles a Irlanda (exatamente nesse estádio). Não importa quem seja o oponente, a seleção da Irlanda sempre joga nesse estádio com ótima atmosfera e com os torcedores jogando pressão aos seus adversários. Como a seleção irlandesa de Rúgbi é a única a utilizar o estádio além da seleção irlandesa de futebol, o gramado está sempre em ótimo estado. O Aviva fica localizado em Dublin, capital e maior cidade da Irlanda e tem capacidade para 51.700 torcedores (todos sentados). O estádio foi reconstruído exatamente onde ficava o antigo estádio, demolido em 2007, e que fica adjacente a estação ferroviária de Lansdowne Road. Várias partidas de torneios importantes do Rúgbi já foram disputados nesse estádio. Antes da reestruturação o estádio era controlado pela União de Rúgbi, mas após as obras ele passou a ser dividido entre as Associações de Futebol e Rúgbi (50% para cada uma)

CELTIC 1965-1974

TIME: The Celtic Football Club
LOCAL: Glasgow, Escócia 🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿
PERÍODO: 1965-1974
CONQUISTAS: Campeão da Liga dos Campeões 1966-67, sendo o primeiro clube britânico a conseguir tal feito, eneacampeão (9 vezes) consecutivo do campeonato escocês, 6 vezes campeão da Copa da Escócia e 6 vezes campeão da Copa da Liga Escocesa
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TIME BASE: Simpson (Evan Willians); Jim Craig, Billy McNeill, John Clark e Tommy Gemmell; Bobby Murdoch, Bertie Auld; Jimmy Johnstone, Stevie Chalmers, Willie Wallace, Bobby Lennox. Técnico: Jock Stein .
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Depois de contar sobre o maior time que o Manchester United já produziu em sua história, chegou a vez de um clube escocês ganhar seu espaço na série #esquadroesinvenciveis .
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Na minha opinião, esse time está entre os 15 melhores já montados até hoje na história do futebol. Além de ter conquistado uma quantidade inimaginável de títulos em uma década, esse também foi o primeiro time da ilha britânica a se tornar campeão europeu. Isso mesmo. Não foi Manchester, não foi Liverpool e nem qualquer outro clube inglês. O primeiro campeão britânico da Liga dos Campeões era um clube simples, humilde, sem muitas pretensões e com alguns jogadores que sequer tinham todos os dentes. Por outro lado, era um clube com todos seus principais jogadores tendo nascido nos arredores de Glasgow, um clube muito aguerrido, muito unido, onde os atletas se viam como “irmãos”. Na época, antes do título europeu, o custo do time todo não passava de 42 mil libras. Os “Leões de Lisboa”, como ficaram conhecidos após vencerem a Internazionale em Portugal, devem ser prestigiados e homenageados por muito mais que a conquista continental. Naquela época, o futebol escocês era muito mais competitivo do que nas últimas décadas, tanto que quando o treinador escocês Jock Stein assumiu o cargo de técnico em 1965, o Celtic não vencia o campeonato fazia doze temporadas (Aberdeen, Hearts, Dundee, Kilmarnock e o Rangers dividiram a glória nesse período) e só tinha alcançado o feito duas vezes desde 1938. Não apenas Stein (um tipo de predecessor de Sir Alex Ferguson) foi o responsável por ter montado um dos maiores times de todos os tempos, como realizou um dos maiores feitos da história dos esportes, ao conquistar nove títulos do campeonato escocês de forma consecutiva. O comandante Stein, costumava encorajar seus atletas sempre lembrando eles, de que eram muito mais fortes como um time, do que individualmente. O futebol que o Celtic desempenhou nesses 9 anos foi extremamente ofensivo e dava a impressão de que a cada nova partida os jogadores atuavam como se não houvesse amanhã, como se aquela fosse a última partida da vida deles. Criando um clima descontraído, sem nenhum tipo de pressão e bastante familiar, o time funcionava do goleiro até o atacante com a precisão de um relógio suíço. Era impressionante. Começaram a entender agora porque Stein se tornou a inspiração de Sir Alex Ferguson? Stein não era apenas um mestre das táticas, mas um treinador que sabia o peso e a importância da parte psicológica dentro futebol. Com os resultados obtidos, John se tornou um dos maiores treinadores da história e imortalizou seu nome e o Celtic F.C para sempre. Uma curiosidade sobre Stein, é que ele era um protestante comandando uma equipe católica. Na campanha para o título inédito da Liga dos Campeões, o Celtic deixou o FC Zurich, o Nantes, o Vojvodina, o Dukla Praga e, por fim, a bicampeã Inter pelo caminho. Em 1970, o Celtic chegou pela segunda vez na final da competição de clubes mais importante do continente, mas dessa vez acabou sendo derrotado pelo Feyenoord da Holanda. Dificilmente o Celtic irá repetir a façanha realizada de 1965 até 1974 e dificilmente terá uma safra de jogadores como aquela, por isso vamos agora voltar no tempo e conhecer um pouco mais sobre os feitos e os principais personagens desse grande esquadrão invencível, que atropelava quem entrasse em seu caminho. No gol ficava Ronnie Simpson, que chegou ao Celtic com 34 anos e se tornou um dos maiores ídolos desse esquadrão. Ronnie trazia muita experiência, já que tinha passagens pelo Newcastle e pelo Hibernian (onde atuou com Stein, que pediu sua contratação). Apesar de seu pai ter feito carreira no rival Rangers, teve papel fundamental em vários títulos e por isso foi eleito em 2002, pela torcida, o maior goleiro da história do Celtic. No Mundial de Clubes de 1967, o rival foi o Racing e o clube argentino também estava vivendo um momento mágico. Conhecido como “Academia de Avellaneda”, o Racing tinham um elenco com jogadores extremamente talentosos e que jogavam um futebol bastante eficiente e objetivo. Na ida, em Glasgow, o Celtic venceu por 1 a 0 e na volta perdeu por 2 a 1. A decisão foi para a terceira partida (disputada em Montevideo) e o Racing venceu pelo placar mínimo, aplicando a única derrota que o Celtic sofreu no ano todo de 1967. Outro personagem muito importante, além do goleiro Simpson e do técnico Stein, foi o defensor Billy McNeill. Billy foi eleito em 2002, o maior e mais importante capitão que o Celtic já teve e confirmou o que todos já sabiam: está entre os 5 maiores ídolos da história do clube escocês. McNeill vestiu apenas a camisa do Celtic em sua carreira (forma mais de 790 partidas) e era o capitão do time na Liga dos Campeões de 1967. No meio-campo, Bobby Murdoch era o principal armador e um exímio lançador, quase sempre colocando os atacantes na boca do gol (isso quando ele mesmo não ia lá e resolvia a parada). Nessa eleição feita pelos torcedores em 2002, Jimmy Johnstone foi eleito o melhor jogador da história do Celtic (ele disputou 515 partidas e marcou 129 gols) e é até hoje um sinônimo de glórias para os torcedores. Jimmy era um ótimo matador e ao mesmo tempo um excelente driblador, fazendo inúmeras jogadas importantíssimas ao longo da trajetória desse esquadrão. Por fim, Bobby Lennox, que é o segundo maior artilheiro da história do clube escocês (são 273 gols em 571 partidas). Lennox aloprava e atormentava os defensores pelo flanco esquerdo do campo, mas não só pela sua enorme habilidade em driblar e sim por ser muito rápido, muito ágil com a bola nos pés (ele tinha uma das mais rápidas arrancadas em velocidade de toda a Europa na época). Depois de 1974, o Celtic nunca mais foi tão forte nas competições continentais, até 2003, quando quase conquistou a Copa da UEFA. Até hoje, os torcedores mais fanáticos do Celtic esperam por uma nova geração de talentos, que coloque novamente a Escócia no mapa do futebol europeu. #esquadroesinvenciveis

A Tragédia de Superga Parte I, II, III, IV e Parte Final

A TRAGÉDIA DE SUPERGA:
LOCAL DO ACIDENTE: Turim, Itália 🇮🇹
DATA: 4/5/1949
CLUBE VÍTIMA: Torino F.C 🇮🇹
NÚMERO DE PASSAGEIROS: 31
NÚMERO DE MORTOS: 31
AERONAVE: Fiat G.212 CP
OPERADOR: Avio Linee Italiane (ALI)
#turim #italy #soccertragedy #torinofc#torino #tragedianofutebol#grandestragedias #italian
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Depois da série sobre as 15 maiores tragédias da história do futebol, passo agora a contar a história dos principais desastres aéreos, que envolveram clubes de futebol até os dias atuais. Quem quiser acompanhar basta clicar em #desastresaereoscdf .
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Em novembro de 2016 o mundo assistiu a uma grande tragédia no mundo esportivo: a queda da aeronave que transportava um clube da primeira divisão do futebol brasileiro. Só que aquela não era a primeira tragédia do tipo a acontecer. A partir de agora, venha comigo nessa incrível jornada por diversos cantos do mundo, onde tragédias parecidas aconteceram, devastando diversos times, torcedores e nações. Entre 1926 e 1952 o Grupo Fiat era dono de uma empresa aérea chamada Avio Linee Italiane, que acabou sendo a única companhia aérea que não havia sido nacionalizada pelo governo italiano, após o término da segunda guerra mundial. Antes de detalhar mais sobre o acidente aéreo em si, é importante que cada um de vocês entenda bem a grandeza do Torino F.C naquela época. Nas últimas décadas, o clube italiano da mesma cidade da famosa Juventus, não ganhou um título de grande importância e tem sempre terminado a Serie A nas partes inferiores ou intermediárias da tabela de classificação. Bom, se ultimamente o Torino F.C não impõe respeito, as coisas eram bem diferentes lá na década de 40. Isso porque o clube era um dos mais fortes da Itália (que já era uma potência no futebol) e sinônimo de título. Depois de conquistar o pentacampeonato Italiano de forma consecutiva, o grupo ficou conhecido como “Grande Torino” e era composto de atletas que simplesmente formavam a espinha dorsal da seleção italiana no período. Infelizmente, o time inteiro acabou morrendo em decorrência dessa tragédia e só por esse fato já explica o impacto da notícia, quando o acidente foi confirmado. Para quem gosta de aviões, saibam que esse era um tri-motor (motores eram da Alfa Romeo), produzido pela Fiat e que na verdade era uma evolução do G.12, uma aeronave fábricada para transporte de soldados durante a Segunda Guerra Mundial. Durante a década de 40, essa aeronave era utilizada por algumas companhias aéreas européias e também pela Forca Aérea da Itália, sendo considerado (pela indústria aeronáutica) um avião seguro e confiável. Naquele dia, o time estava retornando para casa depois de jogar um amistoso contra o Benfica em Lisboa. Nesse ponto, vale a pena fazermos uma pausa na história, para que eu possa explicar mais sobre um jogador do clube português (chamado Francisco Ferreira), que vocês já vão entender, teve grande papel neste acidente. O amistoso em questão, foi feito justo em homenagem a Ferreira, que era um dos melhores meias atuando na Europa naquela época e que estava sendo assediado por Real Madrid e pelo próprio Torino. O presidente do Torino na época, Ferruccio Novo, tinha assistido à derrota portuguesa frente aos italianos por 4 a 1 (no dia 27 de fevereiro de 1949) e se encantou com o futebol apresentado por Ferreira. Esse amistoso contra o Benfica, seria uma forma de tentar uma aproximação junto ao atleta e uma oportunidade para tentar contratá-lo e levá-lo para Turim. No final, para decepção de Ferruccio, Ferreira não arredou os pés de Lisboa e jogou pelo Benfica até 1952. Não preciso nem dizer, que após a notícia da tragédia com o time do Torino chegar ao seu conhecimento, Francisco passou inúmeras noites sem conseguir dormir, angustiado, deprimido e com peso na consciência. O meia português ficou tão afetado, que não parava de enviar dinheiro para a famílias das vítimas e ainda comprou uma foto do time, mandou fazer um quadro com uma moldura preta enorme e o colocou em sua sala de troféus. Além do time inteiro morrer na hora (foram 18 jogadores), ou seja, praticamente a seleção inteira da Itália, ainda tivemos entre as vítimas: membros da diretoria do clube, incluindo o diretor de futebol Ernő Egri Erbstein, um refugiado húngaro que tentava escapar dos nazistas, o treinador inglês Leslie Lievesley, membros da tripulação e três jornalistas. Para vocês terem uma noção do tamanho do impacto causado pelo acidente na seleção italiana, basta absorverem a seguinte informação: um dos principais responsáveis pela identificação dos corpos, era ninguém menos que Vittorio Pozzo, que para quem não sabe, era o treinador da seleção italiana na época. Acho que agora já ficou claro a magnitude do impacto da tragédia, para toda a Itália de forma geral. Assim como todos os acidente aéreos, sempre existem aquelas pessoas que supostamente deveriam estar no voo, mas que por algum motivo, acabam não embarcando e consequentemente dão um belo chapéu na morte. Então vamos ver agora quem foram os sortudos nesse caso: o zagueiro Sauro Tomà estava com uma lesão no menisco, o goleiro reserva Renato Gandolfi também estava sem condições de jogo e foi substituído pelo terceiro goleiro, além disso o comentarista de rádio Nicolò Carosio, o capitão do time Luigi Giuliano e o técnico da seleção italiana, Vittorio Pozzo, poderiam facilmente estar neste voo, mas por uma série de motivos acabaram não embarcando. Ah, para aqueles que estão se perguntando porque o presidente do Torino (Ferruccio Novo) não estava entre as vítimas (principalmente porque era ele o mais obcecado em contrar o português Ferreira), saibam que ele pegou uma forte gripe dias antes do voo e teve que ficar de repouso. Lisboa, dia 4 de maio de 1949, uma quarta-feira, são 9:40 da manhã e o comandante Meroni decola o Fiat tri-motor (prefixo I-ELCE) da Avio Linee Italiane em direção ao aeroporto de Barcelona. A aeronave pousa as 13:00 e enquanto é reabastecida, o time do Torino sai para almoçar com o Milan, que estava a caminho de Madrid. O piloto Pierluigi Meroni, veterano da Segunda Guerra Mundial, da a partida na aeronave e às 14:50 decola rumo à cidade de Turim. Às 16:55 o avião já está em aproximação final para pouso, quando é avisado pela Torre do aeroporto que as condições climáticas são péssimas no momento: nuvens estão praticamente tocando o solo, chuva, rajadas de vento vindo do sudoeste e pouquíssima visibilidade (40m). Neste mesmo momento, a Torre pede a posição do avião para o piloto. Após um breve silêncio, às 16:59, o piloto respondeu sua altitude, sua direção e que iria aproximar por Superga. Mas o que é “Superga”, que inclusive é como ficou conhecida essa tragédia? Superga é uma colina, que fica nos arredores de Turim e está a 700 metros acima do nível do mar. Às 17:03 o avião realizou uma curva para a esquerda, estabilizou e se alinhou para o pouso, quando simplesmente colidiu em cheio com a parte de trás da Basílica de Superga. O experiente piloto, acreditava que o morro estava bem distante à sua direita, mas de derrepente (devido às péssimas condições de visibilidade) só teve alguns segundos, quando visualizou a colina bem na sua frente. O avião estava a pelo menos 180 km/h e a visibilidade era de 40m, portanto era completamente impossível uma reação de Meroni. Os destroços não indicavam que ele sequer teve tempo de erguer o manche e a única peça que ficou parcialmente intacta, foi a cauda. Às 17:05 a torre de controle do aeroporto tentou inúmeras vezes entrar em contato, mas obviamente sem sucesso. Das 31 pessoas a bordo, ninguém sobreviveu. Mas o que realmente ocorreu? Bom, existem duas teorias: a primeira afirma que as fortíssimas rajadas de vento, fizeram com que o curso da aeronave fosse alterado e o piloto perdesse suas referências, alinhando assim com o morro de Superga e não com a pista do aeroporto. A segunda teoria, diz que o altímetro apresentou mal-funcionamento e travou a 2 mil metros, ou seja, fez com que o piloto acreditasse que a aeronave estava voando em uma altitude maior. O evento trágico comoveu não apenas a Itália, mas o mundo inteiro. A basílica que foi atingida pela aeronave, foi construída em 1731, após quatorze longos anos de intenso trabalho (incluindo a diminuição da colina em 40 metros). Até hoje, propositalmente é claro, existe uma parte da igreja que não foi reconstruída, para que todos possam se lembrar da tragédia, que marcou a cidade para sempre. Na parte de trás da basílica, onde a aeronave colidiu, foi construído um memorial e todos os anos no dia do aniversário, uma missa é celebrada no local. Quando o acidente ocorreu, prontamente todos os clubes da primeira divisão italiana protocolaram um pedido junto à Federação Italiana de Futebol, solicitando que o Torino fosse declarado campeão da temporada 1948-49 do campeonato Italiano. No dia 6 de maio, o pedido foi aceito e as últimas 4 rodadas da Serie A foram disputadas com clubes escalando atletas das categorias de base, uma forma de solidariedade pelo ocorrido com o time de Turim. No dia do funeral, quase um milhão de pessoas tomaram as ruas da cidade para homenagear as vítimas da tragédia. Assim como ocorreu no acidente da Chapecoense, na temporada seguinte alguns clubes italianos da primeira divisão doaram um atleta para ajudar na reconstrução do Torino F.C. O acidente pegou todos de surpresa e foi tão impactante, que a seleção italiana optou por fazer a viagem para o Brasil (para participar da Copa do Mundo de 1950) de navio. A tragédia é relembrada todos os anos na Itália, principalmente em Turim. Destroços da aeronave, incluindo uma hélice, um pneu, pedaços da fuselagem e malas de alguns passageiros, foram preservados e estão em exposição no museu da Grande Torino, que fica em Grugliasco (9 km a oeste do centro de Turim). O museu foi inaugurado no dia 4 de maio de 2008 (aniversário de número 57 da tragédia). Oito dos dezoito atletas (assim como dois membros da comissão técnica e um jornalista) foram enterrados no cemitério monumental de Turim. Na temporada seguinte, o clube não conseguiu manter o mesmo nível de desempenho e terminou o campeonato na modesta sexta posição. Conforme o tempo foi passando, o time foi ficando cada vez menos competitivo e eventualmente até amargou rebaixamentos. Com o tempo, o Torino acabou conseguindo se reerguer e retornar à divisão de elite italiana, feito alcançado na base de investimentos das categorias de base e reestruturação de toda diretoria. Esse foi um dos episódios mais tristes da história do futebol mundial e foi assim que o esquadrão vinho de Turim desapareceu da noite para o dia. Essa tragédia jamais foi superada pelo italianos e acabou intensificando o amor entre a população de Turim e o Torino Futebol Clube. O clube só voltou a ser campeão em 1968, quando ganhou a Copa da Itália. Que descansem em paz as vítimas dessa profunda tragédia. #torinofc