HOLANDA 1974 – PARTE II

CONTINUAÇÃO…que englobava craques de diversos times da Holanda (PSV, Feyenoord e Ajax principalmente). Portanto, para ficar mais claro o tamanho da importância de Rinus, pensem que ele foi o mentor de Cruyff no Barcelona de 1988-1994, que por sua vez foi o mentor de Guardiola no mesmo Barcelona de 2008-2012. O principal segredo da seleção holandesa de 1974 era a movimentação excessiva e sem precedentes, que foi implantada no sistema de jogo de Michels. Essa movimentação era realizada por jogadores com extremo talento, com destaque absoluto para Cruyff, que exercia função semelhante ao que conhecemos como falso 9. Vamos agora entrar em mais detalhes sobre como foi a campanha da Laranja Mecânica no mundial de 1974, campanha essa que lembra muito a seleção da Hungria de 1954 (que também foi uma das maiores que já existiram e que também não conquistou o mundial). Para carimbar seu passaporte e ir para a Alemanha disputar a Copa de 1974, a Holanda caiu em um grupo nas eliminatórias ao lado da Bélgica, Islândia e Noruega. No final das 6 rodadas, quatro vitórias e dois empates garantiram a seleção no mundial (a Bélgica fez o mesmo número de pontos mais com saldo de gols inferior). O grupo 3 na Copa era bem complicado: Holanda, Uruguai, Suécia e Bulgária. Depois de vencer os sul-americanos, não conseguiram sair do 0 a 0 com uma dura e fechada Suécia, mas garantiram a vaga ao golear a Bulgária por 4 a 1. Na segunda fase, a situação era ainda mais difícil: tinham Argentina, Alemanha Oriental e Brasil em seu grupo, onde só o primeiro colocado iria para a grande final. Para aqueles que comentaram na primeira parte que essa seleção não era uma das melhores que já existiram, aqui vai alguns números para refletirem mais sobre o assunto: o carrossel holandês despachou a Argentina ao vencê-los por 4 a 0, depois bateu a Alemanha Oriental por 2 a 0 e encerrou os massacres com uma terceira vitória, dessa vez em cima do Brasil também por 2 a 0. Portanto resumindo, foram 3 jogos, contra 3 países de tradição, com 8 gols marcados e nenhum sequer concedido. A seleção holandesa deixava seus adversários perdidos em campo e os deixava desorientados do começo ao fim da partida. CONTINUA

BOLA COPA DO MUNDO DE 1994

BOLA DAS COPAS – #16
NOME OFICIAL: Questra
MARCA DO FABRICANTE: Adidas
COMPETIÇÃO: COPA DO MUNDO DE 1994 REALIZADA NOS ESTADOS UNIDOS 🇺🇸
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Vamos agora, contar um pouco mais sobre a bola utilizada na Copa de 1994. Para quem ainda não acompanha esta série, siga a hashtag para que possam ver a história sobre as bolas das Copas que já foram postadas (mundiais de 30, 34, 38, 50, 58, 62, 66, 70, 74, 78, 82, 86, 90 e 98) #bolascdf
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O nome “Questra” vem de uma palavra antiga que significa ” a jornada pelas estrelas” e foi adotado pela Adidas para ser o nome de uma família de bolas lançadas durante a metade da década de 90. A primeira bola a ser lançada com esse nome, foi exatamente a bola produzida para a Copa do Mundo de 1994 (que seria realizada nos Estados Unidos). Assim como a Adidas havia feito com a Azteca e a Etrusco, a ideia de um tema para a bola foi mantido na Questra. O tema dessa bola foi o espaço e não apenas porque o nome da bola tinha relação com essa temática, mas também porque o ano de 1994 marcava o aniversário de 25 anos do sucesso da missão Apollo 11 (que é um dos momentos mais importantes da história americana). Com o consumismo americano a pleno vapor, a bola foi um tremendo sucesso e em 1996 a Adidas já estava lançando outras duas versões da Questra: uma para a Eurocopa e outra para as Olimpíadas, com destaque para o fato de ambas serem coloridas. No processo de desenvolvimento dessa bola, o objetivo da empresa alemã era diminuir seu peso e ao mesmo tempo torná-la mais responsiva. Se utilizando de cinco materiais diferentes, a bola se tornou mais resistente à água e também ganhava muito mais aceleração nos chutes. Ficou claro que a adaptação dos atletas foi excelente, já que nas primeiras partidas da Copa vários golaços e grandes jogadas ocorreram. Obviamente os goleiros reclamaram de uma certa imprevisibilidade em calcular a direção da bola, principalmente em campos que estavam úmidos. A bola foi desenvolvida na França e até hoje é um item obrigatório para os grandes colecionadores de bolas pelo mundo. Foi com essa bola que o Brasil foi tetracampeão mundial. .
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