A Batalha do Buffet de 2004 – Parte II

Nas temporadas anteriores, os dois clubes e os dois comandantes disputavam os títulos jogo a jogo, mas naquele ano o Chelsea comandado por Mourinho já despontava na liderança da Premier League. Juntos, os dois treinadores haviam vencido nove Premier Leagues seguidas. A rivalidade entre os dois treinadores era gigantesca nessa época e só bem mais tarde é que ambos começariam a se respeitar e até a criar uma certa amizade. Na sua autobiografia, Ferguson afirma que Wenger estava completamente fora de sí, que não conseguia aceitar a derrota de forma alguma e que aquele dia foi um divisor de águas na relação dos dois. Ainda segundo Ferguson, a ferida só foi curar na semi-final da Champions de 2009, quando após a partida Wenger o chamou para parabenizá-lo. Rooney afirmou que durante a semana que antecedeu a partida o Arsenal ficou dizendo o quão especial seria conseguir a partida de número 50 (na sequência de invencibilidade) dentro do Old Trafford e que isso foi um grande erro, algo que incendiou todos os jogadores do United. Neville chegou a dizer que a partida entre os dois times não era uma guerra naquela época, mas era o equivalente à uma luta de dois peso-pesados dentro do ringue, onde ninguém estava disposto a ceder um centímetro ao adversário. A partida foi repleta de incidentes, disputas físicas e lances polêmicos. Ambos os irmãos Neville foram amarelados por faltas duríssimas no ponta do Arsenal, Reyes, enquanto C.Ronaldo também era caçado em campo pelo lado do United. As coisas pioraram quando o árbitro Mike Riley não marcou faltas claras de Nistelrooy em Cole e Ferdinand em Ljungberg. Arsene Wenger foi à loucura e explodiu de raiva com os erros do árbitro na beira do gramado, principalmente quando viu a marcação de um pênalti controverso para o Manchester, quando faltava apenas 18 minutos para o fim da partida. Após a partida, Nistelrooy pegou um gancho de 3 jogos pela entrada violenta em Cole, enquanto Wenger foi multado em 15 mil libras por ofender publicamente o holandês. Além disso, ambos os representantes dos clubes tiveram que se reunir com membros da Federação Inglesa de Futebol, para que episódios como este não voltassem a ocorrer. #polemicascdf

A Batalha do Buffet de 2004 – Parte I

Demorou mas ela voltou! Quem gosta de barraco, confusão, briga e muita polêmica, a série exclusiva sobre o que rola fora dos gramados voltou! Portanto, quem quiser ler sobre as outras duas que já postei, basta clicar na seguinte hashtag: #polemicascdf .
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Todo mundo conhece bem a enorme rivalidade entre Arsenal e Manchester United. O período do ápice dessa tensão entre os dois clubes ingleses, ocorreu antes e depois dos anos 2000. Em outubro de 2004, os homens de Sir Alex Ferguson iriam receber o Arsenal, que era vice-líder da Premier League. Os homens de Arsene Wenger buscavam em Manchester, chegar à incrível marca de 50 partidas de invencibilidade, mas para isso teriam que bater os donos da casa que tinham grandes nomes como: Rooney, Cristiano Ronaldo e Giggs. Naquele dia o Manchester venceu a partida por 2 a 0, em uma partida que entraria para a história e ficaria conhecida mundialmente como: “A Batalha do Buffet”. O jogo foi bem disputado e nervoso, com o primeiro gol do United vindo de pênalti somente aos 73 minutos de partida e Rooney fechando o placar no último minuto, mas foi depois do apito final que o bicho pegou, foi nessa hora que quebra-pau teve início. Na saída de campo os dois times se pegaram nos túneis. Jogadores e membros da comissão técnica de ambos os lados começaram uma série de agressões físicas e verbais uns aos outros, inclusive com a participação dos dois treinadores. Foi no meio dessa confusão toda, que um pedaço de pizza saiu voando de um canto do túnel e acertou em cheio o rosto de um dos maiores técnicos de futebol que já existiram: Sir Alex Ferguson. Os jogadores olhavam perplexos aquela cena, com o pedaço de pizza escorrendo o rosto do comandante dos Diabos Vermelhos e sujando parte de seu terno preto. Por muito tempo se suspeitou que Fabregas (na época banco com 17 anos) fosse o responsável pelo arremesso da Pizza. Em 2017, quando participava de um programa de TV inglês ele assumiu ter sido o autor. Além disso, na época Lehmann foi acusado de ter jogado uma garrafa de água em Ferguson. O fato é que o time do Arsenal perdeu a cabeça naqueles túneis. Na última parte, vamos análisar melhor os motivos desse episódio ter ocorrido.

O Escândalo do Triângulo Amoroso de 2010

Olha, para quem gosta de um barraco aqui vai a segunda história da nossa série #polemicascdf que tenho certeza que vão gostar. Em 2010 na terra da Rainha, um escândalo veio à tona sobre um possível triângulo amoroso, envolvendo dois jogadores da seleção inglesa. Tudo começou, quando rumores de uma possível traição começou a circular pelos tabloides e por toda a mídia inglesa. Na época Wayne Bridge, era lateral do Manchester City e John Terry zagueiro do Chelsea, além disso ambos jogadores faziam parte da seleção inglesa, inclusive com Terry sendo o capitão. As alegações apontavam, que Terry teria se relacionado com a ex-namorada de Bridge logo que eles terminaram (final de 2009) e que o caso teria durado por volta de 4 meses. Os tabloides britânicos cobriram tudo nos mínimos detalhes e o clima esquentou bastante, dentro e fora dos gramados. A situação era tão delicada, que chegou a colocar em risco o futuro de Terry no English Team. Fábio Capello, técnico da seleção inglesa, removeu a braçadeira de capitão de Terry em 5/02/10 e passou ela a Ferdinand, que jogou a Copa do Mundo como capitão. Em 2011 Terry recuperou o posto de capitão. A ex-namorada de Bridge, a modelo francesa Vanessa Perroncel, sempre negou as alegações. Para piorar mais a situação, John Terry já era casado e pai de gêmeos durante a suposta traição ao seu colega de seleção, mas mesmo com todo o escândalo, de alguma forma, conseguiu salvar seu casamento que dura até hoje. Wayne Bridge acabou abrindo mão de ir para a Copa de 2010, por não querer jogar ao lado de Terry e meses antes deste anúncio, em partida válida pela Premier League entre City e Chelsea, se recusou a cumprimentar o “ex-amigo” no início do jogo. Este último fato ganhou muita repercussão na mídia, que ficava mostrando a cena em que Bridge deixa Terry no “vácuo” repetidamente inúmeras vezes. Em 2013, Bridge teve seu primeiro filho com Sandford, uma cantora britânica, se casou com ela em 2014 e teve seu segundo filho em 2015. Claramente, este é mais um belo exemplo de escândalo que ocorreu fora dos gramados e que refletiu dentro deles. Grandes amigos no passado, grandes inimigos atualmente
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*Este é um texto de cunho jornalístico*

O Escândalo na Série A – Parte Final

Além das punições enfrentadas pelos clubes, vários dirigentes deles e das instituições envolvidas também foram punidos com suspensões. O único árbitro condenado no esquema foi o Massimo De Santis, que inclusive iria ser o representante da Itália na Copa. Nove anos após o caso cair nos holofotes, a Suprema Corte Italiana divulgou relatório final de 150 páginas, onde mostra que absolveu Moggi de 2 acusações de fraude desportiva e que a acusação de conspiração criminosa foi considerada prescrita. Moggi, sofreu suspensão de 5 anos e depois foi banido para sempre do futebol. Este caso é muito polêmico, pois a justiça italiana acabou não prendendo ninguém por falta de provas. Depois de ser inocentado, Moggi perguntou: “se todos árbitros envolvidos foram absolvidos, então quem é que fazia parte desse esquema?”. Muitos dizem que a pena foi menor para o Milan, pois seu vice-presidente também era na época, presidente da Federação Italiana de Futebol. Até hoje a Juventus, não aceita a cassação de seus 2 títulos e os considera ganhos em seu histórico oficial. A Juventus, por conta do rebaixamento, sofreu um violento desmanche. Nos últimos anos só da Juve na Itália e eles realmente conseguiram se reerguer, porém este escândalo manchou demais a história do clube alvinegro. Ficou claro, que os árbitros (mesmo sendo bem remunerados por lá) fizeram o que fizeram por não terem escolha, por serem fracos, ambiciosos e por serem pegos em um sistema corrupto. Se eles não favorecessem a Juve e outros clubes, eles não seriam escalados para grandes partidas e se desagradassem Moggi, podiam até perder seus empregos. Este realmente, é um dos maiores e mais graves escândalos de corrupção ligados ao futebol que já existiram. O fato das punições terem sido “apenas suspensivas” e que ninguém tenha ido parar atrás das grades, só aumentam a polêmica e o fato da justiça italiana ter se mostrado “incompetente” na visão de muitos. Hoje, Lazio e Fiorentina já se recuperaram deste episódio e novamente são considerados clubes estáveis. O Milan, está mergulhado em dívidas e faz anos que sofre enormes dificuldades na Serie A. Realmente vale a pena cada um de nós refletir sobre este caso.

O Escândalo na Série A – Parte III

CONTINUAÇÃO…. chamada para depor, foi o técnico da seleção italiana, Marcelo Lippi. 3 semanas antes do pontapé inicial da Copa de 2006, Lippi apareceu em frente aos magistrados para responder acusações de que sua convocação, havia sido influenciada por Moggi. A alegação, era que Moggi havia pressionado o técnico para que ele convocasse poucos jogadores da Juventus, com a finalidade de que o clube não fosse prejudicado por lesões e fadigas no início de sua nova temporada. No final, dos 23 jogadores que foram a Copa, 5 eram da Juventus e outros 8 das outras equipes envolvidas no escândalo, mas ninguém foi condenado por falta de provas. Moggi, também tinha acordo com um comentarista chamado Baldas, que era uma espécie de Galvão Bueno da Itália e que certamente conseguia influenciar demais a opinião do público. No acordo, Moggi decidiria de quais árbitros Baldas iria comentar favoravelmente e quais negativamente. Em troca, Baldas ganharia acesso em primeira mão a notícias internas (sobre qualquer assunto) de dentro da Juventus. Existem várias conversas gravadas entre Moggi e o chefe da associação nacional de arbitragem, onde eles discutem quais são as melhores opções de árbitros para os próximos jogos da Juventus (quem tiver interesse pode buscar mais infos destas conversas em alguns sites da internet). Na próxima e última parte, vamos fazer uma análise sobre o ocorrido, falar sobre o veredicto final, porque este escândalo é tão polêmico e também finalizar com uma conclusão geral.
Vamos agora, detalhar as punições:
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Juventus – Rebaixada para a Serie B com 30 pontos negativos, perda do direito de disputar a Champions e perda dos 2 últimos títulos da Serie A. Após apelações, conseguiram iniciar a Serie B com 17 pontos negativos.
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Lazio e Fiorentina – Rebaixados a Serie B. Após apelações, disputaram Serie A, mas começaram com 11 e 19 pontos negativos, respectivamente. .
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Milan – Perda do direito de jogar a Champions e início na Serie A com 30 pontos negativos. Após apelações, início na Serie A com 8 pontos negativos e pôde jogar a Champions.
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Reggina e Siena – Não envolvidos diretamente no caso, mas também perderam 11 e 1 ponto, respectivamente.

O Escândalo na Série A – Parte II

Na primavera de 2006, todos os ingredientes necessários para um grande escândalo vir à tona estavam reunidos. O magistrado da cidade de Turim, abordou as autoridades da federação italiana de futebol, mas aos poucos foi se dando conta de que na verdade os próprios membros da organização, estavam implicados no esquema. O então primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, era presidente e dono do Milan, portanto não preciso nem falar que ele se manifestou contra a abertura de uma investigação pública (lembrando que o Milan era um dos 4 grandes clubes a estarem na mira da investigação). O que os magistrados fizeram então? Colocaram os materias que possuíam, a disposição da imprensa, que por sua vez tratou logo de estampar a notícia na primeira página dos jornais, espalhando ela para o mundo inteiro e fazendo com que a notícia se tornasse de fato, um escândalo de maiores proporções ainda. Volumosas, mas inconclusivas evidências obtidas a partir de escutas, mostravam o então diretor esportivo da Juventus, Luciano Moggi, se comunicando de uma maneira “exclusiva” com os responsáveis pela escala de árbitros das partidas da Serie A. A finalidade das ligações, era a de influenciar o resultados das partidas, a partir da seleção de árbitros mais favoráveis a Juventus, ou então a juízes que no caso de dúvida durante um jogo, apitaria a favor da velha senhora. As investigações mostraram uma vasta e sombria rede de ligações irrastreaveis, pagamentos secretos e propostas “a la mafia italiana”, que nenhum oficial de arbitragem ousaria recusar. O negócio era tão feio e profundo, que foi descoberto um esquema de manipulação de cartões amarelos, feito para fazer com quem jogadores-chave dos grandes times italianos estivessem suspensos na hora de enfrentar os maiores campeões da Itália. Não vou entrar em detalhes (se não iria ter que fazer mais de 4 partes), sobre os motivos do porque Moggi era um verdadeiro “Rei” dentro do futebol e de toda a política que envolve este esporte dentro da Itália. Basta vocês saberem, que para alguem comandar um esquema deste tamanho, ele precisa excercer muita influência, em muitas pessoas importantes. Uma das primeiras pessoas a ser CONTINUA……

O Escândalo na Série A – Parte I

Em 2006, o mundo inteiro ficou chocado com um dos maiores e mais profundos escândalos de corrupção da Itália e do mundo. A partir daquele ano, o campeonato italiano da Serie A ficaria manchado para sempre. O “esquema'”, envolvia alguns dos maiores clubes do país: Juventus, Milan, Fiorentina e Lazio. Sem dúvida, este caso foi um dos maiores esquemas de manipulação de resultado do século 21 e agora a página Clubes de Futebol, viaja no tempo com vocês para contar em mais detalhes, tudo que aconteceu no Calcio italiano daquele fatídico ano. Faltavam poucos dias para o início de mais um Copa do Mundo (que seria disputada na Alemanha) e o capitão da seleção italiana Fabio Cannavaro e seu colega de clube na Juventus, Trezeguet, estavam a caminho de Roma para prestarem depoimentos. Até mesmo Buffon, foi intimado e acusado de “envolvimento com apostas ilegais em partidas domésticas”. Na Copa, Trezeguet perdeu um pênalti crucial para a seleção francesa e Cannavaro acabou saindo bem na foto, levantando o troféu de futebol mais cobiçado do mundo. Os dois jogadores mal podiam imaginar, o tamanho da encrenca em que iriam se meter nos próximos meses. Claro que se olharmos hoje e nos últimos anos para a Serie A, vamos ver uma Juventus mais forte que nunca, porém a 12 anos atrás eles foram o clube, dos quatro, mais prejudicado e afetado. Os clubes envolvidos, foram condenados por “fraude esportiva” e “lesão à ética esportiva”. O esquema de manipulação de resultados, foi bastante similar ao que explodiu aqui no Brasil em 2005 e envolvia em seu núcleo o sistema inteiro de arbitragem. Tudo começou em 2004, quando duas denúncias foram feitas: a primeira, alegando que existiam jogadores da Juventus que eram “blindados” e portanto, imunes aos exames de doping e a segunda, sobre apostas ilegais e árbitros corruptos. Por conta destas sérias alegações, uma força tarefa foi então criada. Apesar das denúncias não terem muito fundamento e até de algumas delas terem se mostrado falsas, as escutas e grampos telefônicos revelaram algo muito maior: o “Calciopoli”, como o esquema seria chamado. Na próxima parte, vamos entrar mais a fundo neste chocante esquema de corrupção. #polemicascdf