Preston North End 1888-89

TIME: Preston North End FC 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
LOCAL: Preston, Inglaterra
PERÍODO: 1888 -1889
CONQUISTAS: Primeiro campeão inglês da história (1888-89) e primeiro clube da Inglaterra a conquistar o Double (Campeonato inglês + FA Cup – Copa da Inglaterra)
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TIME BASE: James Trainer (Robert Mills-Roberts), George Drummond (Willie Graham), Johnny Graham (Sandy Robertson), Rober Holmes e Bob Howarth; David Russell, Sam Thomson (Richard Whittle), Fred Dewhurst (Jack Edwards) e Archie Goodall; John Goodall (Jack Gordon) (Jock Inglis) e Jimmy Ross. Técnico: William Sudell
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Para quem não conhece, o Preston North End é um dos clubes de futebol mais antigos do planeta. Originalmente fundado em 1863 como um clube de cricket, só foram fundados como clube de futebol 17 anos depois em 1880. Galera esse é um clube muito, mas muito antigo mesmo. Tão antigo, que ele foi um dos 12 clubes membros do conselho que fundou o Campeonato Inglês. Dos vários clubes que já participaram desse quadro que faço semanalmente, somente um até então havia sido “verdadeiramente campeão inglês invicto”, o Arsenal da temporada 2003/2004. Porém, como eu expliquei naquela história, o clube londrino não foi o primeiro a conseguir tal feito e sim o Preston North End. Isso mesmo, um século antes dos Gunners o campeonato inglês já tinha seu primeiro campeão nacional de forma invicta e o Preston fez isso logo de cara na primeira edição da competição. Atualmente o clube se encontra na segunda divisão e é um dos poucos clubes que possuem títulos de todas as quatro divisões do futebol inglês. História é o que não falta quando falamos do Preston, mas hoje vamos focar apenas na temporada 1888-89. Considerado por muitos historiadores do futebol como o primeiro grande esquadrão da história, vocês podem ter certeza que não teremos a participação de nenhum outro clube dentro desse quadro, onde a história tenha ocorrido antes dessa aqui. Inovadores, esse elenco do Preston ganhou o apelidado de “os verdadeiros invencíveis”, já que não existia campeonatos domésticos antes da edição que venceram em 1888-89. Vamos voltar no tempo agora e conhecer mais da história do primeiro campeão, do país inventor do futebol. CONTINUA

Juventus 1994-1997 Parte Final

A segunda derrota em uma decisão de Liga dos Campeões doeu demais e assim como rapidamente esse esquadrão nasceu, ele tão rápido deixou de existir. Um grande desmanche estava começando. Em 1999 Lippi deixou a Juventus e foi para a Inter de Milão. Logo depois Zidane foi para o Real Madrid e vários craques desse grande time anunciaram aposentadoria. Só a partir de 2001 que a Juventus teria um grande time de novo (Nedved, Davids, Thuram, Cannavaro, Buffon e Trezeguet), mas mesmo assim sem conseguir conquistar a Europa novamente. Agora, isso explica bem como a ansiedade e busca implacável pelo título da Liga dos Campeões desde essa época, fez os alvinegros contratarem CR7 para essa temporada. Eu era pequeno, mas lembro que na época achei “injusto demais” esse grande time só ter conquistado 1 mundial e 1 Liga dos Campeões. Eles jogavam uma barbaridade e mereciam mais. Peruzzi não teve a grandeza de Buffon na carreira, mas foi um dos melhores goleiros que eu já vi e suas duas defesas na decisão por pênaltis contra o Ajax falam por sí só. Também lembro da grande qualidade técnica do meio-campo com Deschamps, Paulo Sousa e Antonio Conte. Lembrando que o Deschamps já havia sido campeão europeu com o Olympique de Marselha em 1993 e que Paulo Sousa jogou contra a própria Juve (era do Borussia Dortmund) na final da Liga dos Campeões de 1997. Paulo é considerado até hoje um dos maiores volantes que Portugal já teve. Conte era mais um meia-atacante e depois de ter atuado por mais de 418 jogos e ter conquistado 15 títulos com a Velha Senhora, ainda seria o técnico do clube quando venceram o campeonato italiano 2011-12 de maneira invicta. Zidane, que depois também entrou no meio-campo dispensa comentários. O sérvio Jugovic entrou no lugar de Paulo Sousa e demonstrou ser incrivelmente talentoso e com muito repertório ofensivo. O ataque era inicialmente composto por um trio implacável: Ravanelli, Vialli e Del Piero. Só que com a saída dos dois primeiros, Del Piero ficou como dupla de ataque do grande Vieri. Por fim, Marcello Lippi merece todos as honrarias não só por ter chego ao clube sem nunca ter conquistado títulos, mas por após 2 passagens na Juve ter conquistado 13 títulos.

Juventus 1994-1997 Parte III

Ao final dos 90 minutos o placar era de 1 a 1 e por isso a decisão foi para os pênaltis. Só que apesar do Ajax ter um grande goleiro (Van der Sar), foi Peruzzi quem brilhou naquela noite ao defender as cobranças de Davids e Silooy. Finalmente a Juve, sob o comando de um técnico desacreditado pelos torcedores, era bicampeã européia. Marcello Lippi, ainda mais depois desse título, era idolatrado por toda a cidade de Turim como um “Deus”. Foi bem aí, quando as coisas já estavam maravilhosas para a Juve, que Zinedine Zidane chegou e provou aos italianos que elas poderiam melhorar mais ainda. No final de sua passagem pela Juventus, Zidane seria considerado “maior” que Platini, principalmente para os torcedores franceses e também da Velha Senhora. Logo de cara Zidane enviou seu cartão de visitas ao comandar uma fascinante goleada por 6 a 1 contra o PSG em plena capital francesa. O jogo era válido pela decisão da Supercopa da UEFA (jogo de ida). Na volta a Juve fez 3 a 1 e comemorou mais um título continental. Mas calma que ainda tinha mais. O mundial Interclubes seria disputado no Japão e o campeão da América do Sul (River Plate) seria o adversário dos italianos em Tóquio. O jogo foi extremamente equilibrado e dramático, mas com gol milagroso de Del Piero nos minutos finais, a Juve já podia gritar que era campeã do mundo. Na temporada 1996/97 a Juve voava em campo e conqusitou mais uma Serie A (dessa vez na frente do poderoso Parma) e mais uma Supercopa da Itália. Só que depois de uma campanha simplismente invicta e impecável até a final da Liga dos Campeões, acabaram sofrendo um terrível revés e perderam a chance do tricampeonato europeu. O Borussia Dortmund foi o algoz. Na temporada 1997/98 com o time mais reforçado ainda (Davids e Inzaghi), mais um título da Serie A, dessa vez em cima da Internazionale. Se na temporada passada haviam tido um deslize contra os alemães, a expectativa era altíssima para a Liga dos Campeões daquela temporada. Só que infelizmente o raio caiu duas vezes no mesmo lugar e mesmo roteiro se repetiu. A única diferença é que na final o adversário ao invés de ser o Borussia, foi o Real Madrid. A nova derrota marcava o fim do esquadrão CONTINUA.

Juventus 1994-1997 Parte II

Por conta desse enorme jejum, quando a chegada de Marcelo Lippi como novo treinador foi anunciada a maioria da torcida da Velha Senhora ficou muito preocupada, afinal o técnico nunca tinha ganhado um título na carreira. Na temporada 1994-95, a primeira de Lippi no comando, o título nacional estava na mão depois do time terminar a Serie A com 10 pontos de vantagem para a Lazio. Naquela temporada a Juve viu nascer uma grande rivalidade com o Parma, clube que era muito forte naquela época. Após três decisões em três diferentes torneios, o saldo foi de duas vitórias para a Juve que ficou com a Copa e a Supercopa da Itália e uma para o Parma que levou o título mais importante, a Copa da UEFA. Foi no final dessa temporada que Roberto Baggio, um dos maiores ídolos da Juventus até hoje, se despediu do clube. Só que se eu falar que os torcedores ficaram sentindo muito a falta dele e sofrendo, vou estar mentindo. Em 1996 Zidane (chegou depois) e Del Piero foram os principais responsáveis pela torcida não sentir falta de Baggio. Como campeã da Itália, a Juve estava de volta a principal competição continental onze anos após a conquista do primeiro e único título até então. Como o foco deles era na Champions, o Milan acabou levando o campeonato italiano da temporada 1995-96. Na fase de grupos Del Piero mostrou porque entraria para o Hall de melhores atacantes italianos de todos os tempos: marcou gols em cinco das seis partidas disputadas na primeira fase. Depois de avançar em seu grupo com Borussia Dortmund, Steaua Bucareste e Rangers, a Juve já estava nas quartas de final e teria pela frente um grande desafio. O adversário era ninguém menos que o Real Madrid e mesmo perdendo o jogo de ida por 1 a 0, conseguiram reverter em Turim vencendo por 2 a 0. Na semifinal um surpreendente Nantes era o oponente dos alvinegros, que avançaram após placar agregado de 4 a 3. A final seria duríssima, contra o Ajax, que era o atual campeão europeu e naquela época botava medo em qualquer adversário. O Ajax apostava em Davids, Van der Sar, Blind e os irmão De Boer, enquanto a Juve apostava no trio Del Piero, Vialli e Ravanelli. A final foi disputada no Estádio Olímpico de Roma CONTINUA

Juventus 1994 -1998 Parte I

TIME: Juventus 🇮🇹
LOCAL: Turim, Itália
PERÍODO: 1994 -1998
CONQUISTAS: Campeã Mundial Interclubes em 1996, Campeã da Liga dos Campeões da UEFA em 1995-1996, Campeã da Supercopa da UEFA em 1996, Tricampeã Italiana em 1994-1995, 1996-1997 e 1997-1998, Campeã da Copa da Itália em 1994-1995 e Bicampeã da Supercopa da Itália em 1995 e 1997.
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TIME BASE: Peruzzi; Pessotto (Porrini), Ferrara (Torricelli), Paolo Montero (Vierchowod) e Iuliano (Di Livio); Deschamps, Paulo Sousa (Davids), Conte (Jugovic) e Zidane; Vialli (Vieri) (Inzaghi) e Del Piero (Ravanelli). Técnico: Marcello Lippi
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Nove título em quatro anos: um mundial, dois continentais e os outros seis nacionais. A Juventus de 1994 até 1997, entra finalmente em nossa série #esquadroesinvenciveis e é na minha opinião um dos vinte e cinco melhores times que já existiram em toda a história do futebol. Se não bastasse esse formidável elenco, ainda tinham um dos maiores e mais respeitados treinadores que já existiram no comando desse esquadrão: Marcello Lippi. Esse foi o primeiro clube de sucesso do técnico italiano que mais para frente ganharia uma Copa do Mundo para seu país. Esse time da Juventus era a perfeita harmonia entre uma defesa consistente e um ataque matador e implacável. Eu considero esse o segundo melhor conjunto que a Velha Senhora já teve em seus 120 anos de existência, atrás do time de 1980-86 e na frente do esquadrão que acabou de conquistar o heptacampeonato italiano de maneira consecutiva. Um dos elementos mais legais desse time, é que apesar de terem alterado de sistemas táticos nesse período (4-3-3 para 4-4-2), as vitórias eram quase que uma garantia para eles. Esse foi o time de Del Piero, Zidane, Peruzzi, Conte e Deschamps, nomes de muito peso. Além disso, na temporada de 1997-98, quando a Juve foi tricampeã, ainda chegariam Davids e Inzaghi. Esse time está na memória de todo torcedor alvinegro não só por essa grande quantidade de títulos importantes, mas principalmente pelo fantástico futebol apresentado e a grande coleção de vitórias em cima de grandes clubes europeus. Desde a época de Michel Platini que eles não ganhavam um título (nove temporadas de jejum). CONTINUA

Borussia Monchengladbach 1970-1979 Parte Final

CONTINUAÇÃO. Após desistência do Liverpool em disputar o Mundial Interclubes, o Borussia acabou indo como representante Europeu. O adversário era o Boca Juniors e no jogo de ida, disputado na La Bombonera, o placar ficou em 2 a 2. A decisão foi então levada para a Alemanha, onde teoricamente a vantagem seria dos donos da casa, no entanto o Boca jogou aquela partida com muita raça e vontade vencendo o jogo por 3 a 0 e mais uma vez frustrando os torcedores do Borussia, que teriam que se contentar com os vice-campeonatos europeu e mundial. Na temporada de 1977-78, por muito pouco o Borussia não conquistou o tetracampeonato europeu de maneira consecutiva. E quando eu digo ‘’muito pouco’’ eu me refiro a 3 gols mais especificamente. Ao final do campeonato o número de pontos entre o Monchgladbach e o Colônia era igual, portanto o campeão foi definido pelo critério de saldo de gols. Na verdade, a única forma do Borussia levar o título era se diminuíssem uma diferença de 10 gols no saldo. A missão seria bem complicada já que o adversário da última rodada seria o rival Borussia Dortmund. Porém, todos nós sabemos que não existe nada impossível nesse esporte chamado futebol e no final das contas o Borussia Monchgladbach acabou efetuando a maior goleada da história da Bundesliga: 12 a 0. Infelizmente esse incrível feito não adiantou em nada, uma vez que o Colônia meteu 5 a 0 na sua última partida e se manteve em primeiro lugar pelo critério de desempate. Depois de terminar a temporada 1978-1979 na décima posição da Bundesliga, ficou meio evidente que a magia desse grande esquadrão tinha acabado. Nessa mesma temporada o Borussia conquistou o bicampeonato da Copa da UEFA, último título de expressão continental do clube alemão. Para conseguir o feito eliminaram em sua campanha o Sturm Graz da Áustria, o Benfica, Slask Wroclaw, o Manchester City e o Duisburg, além do Estrela Vermelha da Sérvia na grande final. Após essa grande conquista, a verdade é que o Borussia Monchgladbach nunca mais foi o mesmo e até hoje luta para obter as façanhas desse excelente esquadrão invencível da década 70. #borussiamonchengladbach#esquadroesinvenciveis

Borussia Monchengladbach 1970-1979 Parte III

CONTINUAÇÃO. Na mesma temporada o Borussia eliminou o Wacker Innsbruck da Áustria, o Lyon, o Real Zaragoza, o Banik Ostrava da República Tcheca e conterrâneo Colônia, até chegar na decisão da Copa da UEFA pela segunda vez. O adversário era o Twente da Holanda. Após um 0 a 0 na Alemanha e uma sonora goleada por 5 a 1 fora de casa, finalmente os torcedores do Borussia podiam gritar até perderem a voz ‘’é campeão!’’. Após a conquista do seu primeiro título internacional, o técnico Weisweiler foi comandar o Barcelona e Udo Lattek, responsável por montar a base do poderoso Bayern de Munique que dominou a Europa de 71 até 74, chegou para ocupar seu lugar. Na próxima temporada, 75/76, o Borussia foi novamente campeão alemão (esse já era o tetracampeonato) e acabou caindo nas quartas de final da Liga dos Campeões para o Real Madrid (por critérios de gols marcados fora de casa). Até hoje existe muita polêmica sobre a partida realizada em Madrid, onde vários gols do time alemão foram anulados, supostamente de maneira equivocada. Lembram que eu contei que entre 1971 e 1974 o Bayern de Munique dominou a Alemanha (tricampeonato alemão) e a Europa (tricampeonato europeu)? Então, entre 1974 e 1977 o Borussia foi tricampeão alemão consecutivo e deu o troco neles, pelo menos no que se refere a Bundesliga. Portanto, na temporada 1976-1977 o Mönchengladbach chegava à conquista de seu quinto título em oito temporadas, realmente um feito inimaginável para um clube sem tanta expressão dentro da Alemanha até então. Foi exatamente na temporada 1976/1977, que o Borussia Mönchengladbach fez a sua melhor campanha da história em uma Liga dos Campeões. Depois de passarem por: Austria Vienna, Torino, Brugge e Dynamo Kyiv, eles estavam na final do torneio mais cobiçado pelo clube. Os torcedores foram ao delírio quando descobriram que o adversário seria o Liverpool, clube que havia tirado o título da Copa da UEFA deles em 1973. Mesmo com todo o clima de revanche, no final o Borussia acabou perdendo o título para os ingleses, algo que os torcedores do clube lamentam profundamente até hoje.  CONTINUA. #esquadroesinvenciveis

Borussia Monchengladbach 1970-1979 Parte II

CONTINUAÇÃO. Com o título inédito do campeonato alemão, tiveram a oportunidade de disputar a Liga dos Campeões da temporada seguinte, mas acabaram caindo na segunda rodada diante do Everton. Na temporada seguinte o time manteve a receita e consequentemente se tornou bicampeão alemão, dando esperanças aos seus torcedores de que um título da Liga dos Campeões era perfeitamente possível. Só que uma latinha de refrigerante acabou com esse sonho. É isso mesmo que vocês leram, uma latinha de refrigerante! Depois de passar pela primeira fase do principal torneio europeu, o adversário nas oitavas era a Internazionale e a expectativa dos alemães em conquistar o torneio continuava altíssima, ainda mais quando jogando em casa na partida de ida, o placar mostrava 7 a 1 para o Borussia. Só que lembram de Roberto Boninsegna (postei a biografia dele aqui na página semana passada)? Então, acontece que ele foi atingido por uma latinha de refrigerante e o jogo foi anulado, ou seja, o placar de 7 a 1 não contou e uma nova partida foi marcada. Aí não preciso nem dizer que isso significou a eliminação deles certo? Depois de empatar em casa e perder em Milão por 4 a 2, mais uma vez o sonho da conquista continental foi adiada. Foi bem nessa temporada de 71-72, que o Bayern de Munique começou a mostrar porque dominaria o continente pelas próximas três temporadas. Por três anos seguidos o Bayern levou o campeonato alemão e a Liga dos Campeões, ofuscando simplesmente o melhor time que o Borussia Mönchengladbach já teve em toda sua história. Em 1973 veio o título da Copa da Alemanha, que na verdade serviu apenas como prêmio de consolação para os torcedores, acompanhada de mais frustração por conta da derrota para o Liverpool na decisão da Copa da UEFA. Naquela altura do campeonato os torcedores do Borussia começavam a achar que o clube deles nunca venceria uma competição da UEFA e por isso o cenário era preocupante. Para a temporada 74/75 o Borussia se reforçou bastante e conseguiu retomar o posto de melhor time alemão, dando novo alívio aos seus torcedores, que na verdade nem sabiam que o melhor ainda estava por vir. CONTINUA

Borussia Mönchengladbach 1970-1979

TIME: Borussia Mönchengladbach 🇩🇪
LOCAL: Mönchengladbach, Alemanha
PERÍODO: 1970 -1979
CONQUISTAS: Bicampeão da Copa da UEFA (74/75 e 78/79), Pentacampeão Alemão (70,71,75,76,77), Campeão da Copa da Alemanha (72/73), Campeão da Supercopa da Alemanha (77) e Vice-Campeão das Liga dos Campeões da Europa de 1976/77 .
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TIME BASE: Kleff (Kneib); Vogts, Wittkamp (Hannes/ Klinkhammer) e Schaffer (Surau); Wimmer, Stielike (Kulik), Bonhof e Wohlers (Danner / Le Fevre); Simonsen (Netzer), Jensen (Nielsen/ Laumen) e Heynckes (Lienen). Técnicos: Weisweiler e Udo Lattek
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Essa é a história de mais um clube alemão que dominou o futebol em seu país, exatamente uma década antes daquele poderoso Hamburgo que conquistou a Europa e que merecidamente já ganhou seu espaço aqui na série #esquadroesinvenciveis . Para quem não sabe ainda e é novo na página, se trata de uma série que conta a história de times que marcaram a história do futebol e que raramente sabiam o que a palavra “derrota” significava. Hoje, vamos contar a história de um clube da Bundesliga que nos últimos anos não obteve grandes conquistas, mas que já foi o mais temido dentro da Alemanha. O que mais impressiona sobre a história do Borussia Mönchengladbach (o nomezinho complicado de pronunciar viu), é o fato de que tirando um título da Copa da Alemanha conquistado durante a temporada 1994/95, todas as principais conquistas da história deles vieram exatamente durante esse período (1970 até 1979). Foi exatamente durante a década de 70 que o Bayern explodiu, conquistando 3 títulos da Liga dos Campeões em sequência (73/74, 74/75 e 75/76), mas foi também nessa década que o Borussia Mönchengladbach conseguiu ofuscar o brilho dos bávaros. Até 1970, o Bayern de Munique só tinha um título alemão e ainda não era visto como uma potência na Europa (isso só mudou com a conquista do tricampeonato europeu). Foi nesse cenário, com o Borussia se aproveitando de possuir uma ótima safra de jogadores e um treinador visionário (Weisweiler), que eles começaram a tomar conta da Alemanha. Com implementação de um forte trabalho e jogando de forma bastante agressiva conquistaram o título alemão da temporada 69-70. CONTINUA

Budapest Honvéd 1950-1955 Parte Final

O setor mais forte desse grande esquadrão era o ataque. Budai na ponta direita e Czibor na ponta esquerda, eram peças fundamentais na parte ofensiva do time e contribuíam demais em assistências e cruzamentos perfeitos para Balbocsay e Kocsis. Czibor inclusive teve enorme destaque no Barcelona depois que deixou o Honvéd. Por falar em Kocsis, o atacante húngaro era sinônimo de gol e sua média por partida era maior que um, ou seja, era quase certeza que independente do jogo que o Honvéd teria pela frente, Kocsis iria fazer seu gol. No total ele marcou 154 gols em 144 partidas (um número realmente absurdo) e depois assim como Czibor, acabou indo parar no Barcelona. Balbocsay fazia sua parte e não foi para outro clube, jogando sua carreira inteira como meia-atacante do Honvéd. Deixei o melhor para o final e vou contar apenas o essencial sobre Puskás, que obviamente terá toda a sua biografia contada nos mínimos detalhes aqui na página uma hora. O maior jogador da história da Hungria e um dos maiores que já existiram na história do futebol, marcou 355 gols com a camisa do Honvéd e é portanto, o maior artilheiro da história do clube. Aliás, vai ser bem difícil, para não falar impossível, dele perder essa posição. Puskás era rapido como um raio e quando dava uma de suas explosões, raramente era alcançado pelos adversários. Além disso ele era extremamente técnico como Zidane e tinha faro de gol como o Fenômeno, ou seja, um jogador mais que completo. Depois do Honvéd foi se juntar ao Real Madrid e por lá conquistou quase que de imediato os espanhóis. Ele fez uma dupla mais que mortal ao lado de Di Stéfano. Muitos de vocês devem agora entender o porquê desde 2009, a FIFA conceder ao jogador que marcar o gol mais bonito do ano, um prêmio que leva o nome desse grande jogador. No total, foram 12 anos de serviços prestados pelo clube húngaro, em mais de 340 partidas disputadas. Pelo Real ele jogou por 8 anos e pela seleção húngara jogou 84 partidas marcando 85 gols, inclusive esteve na final da Copa do Mundo de 1954 quando a Hungria foi vice-campeã. Eu só fico imaginando o tamanho da saudades que os húngaros devem ter dessa época, quando eram uma verdadeira potência no futebol.