Tottenham 1960-1963 Parte II

CONTINUAÇÃO….. Nem Manchester United, nem Chelsea, nem Celtic e nem Liverpool. Foi o Tottenham quem botou a Grã-Bretanha no mapa e mostou para toda a Europa, que o futebol também era muito forte na Terra da Rainha. O primeiro caneco do campeonato inglês conquistado pelo cube londrino, veio na temporada 1950-51 e um dos jogadores que faziam parte deste elenco era Bill Nicholson. O ex-meia, acabou se tornando técnico depois que se aposentou e depois de servir como membro da comissão técnica da Inglaterra na Copa de 58, foi promovido a técnico do Tottenham em outubro de 1958. Ele era um técnico que amava o futebol “para frente”, bem ofensivo e que acabou ficando marcado por gostar de seu time jogar no esquema 2-3-5. A casa de Nicholson, ficava a meros 600 metros de distância do estádio White Hart Lane e ele era um torcedor declarado do clube londrino desde pequeno. Com ótimas contratações no final de 1959, o técnico focou bastante na parte tática e nos passes do time, mas foi em outro aspecto de seu treinamento que Nicholson realmente ganhou destaque, a parte física. Em uma certa ocasião, ele levou seu time para a Rússia e fez seus jogadores assistirem a bailarinos no Ballet Bolshoi, afim de mostrar a força e equilíbrio deles durante a apresentação. Quando voltou para a Inglaterra, Nicholson fez questão de implementar rígidos treinos para melhorar a parte física mais ainda e mal sabia ele, que sua filosofia de trabalho ainda iria render muitos frutos. Contrariando toda a lógica do futebol, o Tottenham começou o campeonato inglês de 1960 com um time extremamente ofensivo, jogando para frente em um esquema 2-3-5 e indo na contramão do que a Hungria de Puskás e a própria seleção brasileira campeã do mundo em 58, haviam ensinado ao mundo, isto é, formação 4-2-4. Para choque de muitos no mundo todo, esta filosofia de jogo acabou dando certo e o Tottenham acabou conquistando seu segundo título inglês na história (depois de um jejum de 10 anos), terminando a competição 8 pontos na frente do segundo colocado, o Sheffield Wednesday. Em 6 de maio de 61, bateram o Leicester City do lendário goleiro Gordon Banks por 2 a 0 na final da Copa da Inglaterra. CONTINUA…………

Tottenham 1960-1963

TIME: Tottenham Hotspur
LOCAL: Londres, Inglaterra 🇬🇧
PERÍODO: 1960-1963
CONQUISTAS: Campeão da Recopa da UEFA (1962-63), Campeão inglês (1960-61), Bicampeão da Copa da Inglaterra (1960-61, 1961-62) e Bicampeão da Supercopa da Inglaterra (61 e 62).
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TIME BASE: William Brown, Peter Baker, Maurice Norman e Ron Henry; Danny Blanchflower e Tony Marchi (David Mackay); Cliff Jones, John White (Terry Medwin), Bobby Smith, Jimmy Greaves (Les Allen) e Terry Dyson.
Técnico: Bill Nicholson
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Quem está lendo a minha série sobre a história do futebol, já notou que o principal protagonista no desenvolvimento deste esporte foi a Grã-Bretanha. Da mesma forma, quem já leu aqui na página sobre a história do esquadrão invencível do Wolverhampton (quem não leu segue o link #esquadroesinvenciveis ), reparou que o time imbatível deles acabou em 1960 e foi bem aí que este fortíssimo time do Tottenham surgiu. Apesar de terem alguns dos clubes mais antigos do mundo, até 1962 (e olha que isso é bem tarde) a Grã-Bretanha não tinha conquistado um título sequer da UEFA ainda e a pressão sobre estes países só aumentava ano após ano. A história que vou contar a partir de agora, não sai da cabeça dos torcedores do Tottenham e foi muito importante para a Grã-Bretanha como um todo e principalmente, para a Inglaterra. O Tottenham foi fundado em 1882 e possuí um lema em latim: “Audere est Facere”, que significa “ousar é fazer”. Entre 1960 e 1963 eles ousaram até demais eu diria, tanto que se tornaram o primeiro clube britânico a conquistar um título continental de uma grande competição da UEFA, além de terem sido o primeiro clube inglês a fazer a “dobradinha” (Premier League + Copa da Inglaterra) no século 20. Durante estes três anos, o clube de White Hart Lane era o time a ser batido na Inglaterra e um dos mais fortes de todo o continente europeu. A história começou em 1960 e terminou no auge do clube inglês em 63, quando conquistaram a Recopa da UEFA, segunda competição mais importante da Europa durante muitas décadas. Neste três anos, conquistaram diversos títulos em sequência e demonstraram ter um esquadrão com enorme poder ofensivo, técnico e físico. Um verdadeiro ESQUADRÃO INVENCÍVEL.

Arsenal 2003-2004 Parte Final

Pirés e Bergkamp eram jogadores mais inteligentes e habilidosos, enquanto o sueco Ljungberg era mais forte e veloz. Mesmo estando no final de sua carreira, o holandês Bergkamp ainda jogava uma barbaridade, tanto que foi o líder de assistências no inglês (foram 9 no total). O francês Pirés, vivia uma ótima fase desde a Copa das Confederações de 2001 e o sueco Ljungberg, que não possuía nenhum grande atributo em especial, colaborava com o time tanto defensivamente quanto ofensivamente, inclusive correndo horrores pelas laterais do campo. No ataque, a estrela máxima do clube: Thierry Henry. Aquele ano, foi o ápice tanto de sua carreira, quanto de sua forma física e técnica. Na temporada 2003-04, ele foi artilheiro da Premier League com 30 gols e do próprio Arsenal com 39, definitivamente se assegurando na rica e longa história dos Gunners. O atacante francês era literalmente implacável, marcava gols de faltas, de cabeça, voleio, chutando de perto, de longe, decidindo partidas de todas as formas possíveis e fazendo os zagueiros das outras equipes realmente tremerem. Agora, é claro que nenhum clube faz uma campanha como esta, sem ter um banco de reservas recheado de boas alternativas. Faziam parte do elenco: José Reyes, o francês Wiltord, o brazuka Edu, o lateral Clichy, o inglês Parlour e o nigeriano matador, Kanu. O comandante de todos estes brilhantes jogadores e desta campanha memorável, é Arsène Wenger. O treinador francês está até hoje, 22 anos depois, no comando do Arsenal e merece um grande reconhecimento por aquela temporada, afinal o time jogava de maneira muito eficiente e não havia sido gasto nenhuma quantia exorbitante de dinheiro para se montar aquele time. Infelizmente este foi o último título dos Gunners na Premier League e os torcedores do clube londrino aqui no Brasil e resto do mundo, sentem saudade demais desse time. Na Seleção do Campeonato Inglês daquele ano, seis jogadores eram do Arsenal: Lauren, Campbell, Cole, Vieira, Henry e Pirés. Talvez tenhamos que esperar mais um século para ver um time tão afiado, com tanto entrosamento quanto este e que consiga um título da Premier League de forma em invicta. Um verdadeiro, Esquadrão Invencível.

Arsenal 2003-2004 parte II

CONTINUAÇÃO…..Vamos agora, dar uma passada em cada um dos personagens que fizeram parte desta história, começando pelo gol. David Seaman havia acabado de se aposentar e portanto, era fundamental para o clube londrino achar um substituto a sua altura. E não é que achou? Jens Lehmann, alemão que jogava no Borussia Dortmund, pareceu ser a pessoa certa para arcar com esta responsabilidade. O goleiro, comandou a melhor defesa da Premier League naquela temporada, atuou em todas as partidas da liga e ainda roubou a titularidade no gol da seleção alemã, que era ocupado até então por Oliver Kahn. Na defesa, dois verdadeiros cherifes comandavam tudo: Sol Campbell e Kolo Touré. Ambos transmitiam segurança até demais e eram bons no jogo aéreo. A diferença entre os dois, se dava pois o africano era mais forte fisicamente, enquanto o inglês era melhor no jogo aéreo e em seu posicionamento dentro de campo. Apoiando os dois defensores, tinham dois laterais com características de jogo mais ofensivas do que defensivas. O flanco esquerdo era comandando por Ashley Cole de 23 anos, que impressionou o mundo com sua excelente forma física, ofensividade e eficiente marcação sempre que necessário. Do lado direito, Lauren, que era o jogador mais discreto dos 11 titulares, mas mesmo assim não dava para criticá-lo. Geralmente em grandes times, o pulmão e até mesmo o coração do time fica por conta de meio-campistas, meia-atacantes e os atacantes, porém neste esquadrão invencível do Arsenal o negócio era diferente e os volantes eram peça-chave neste time. À frente da defesa, estavam os dois volantes que iriam entrar para a história do clube londrino: Patrick Vieira e Gilberto Silva. O francês, além de possuir uma técnica e explosão inacreditável, ainda jogava tão bem na defesa quanto no ataque. Para mim e para muitos, ele e Henry foram os melhores jogadores naquela temporada dos sonhos. Seu companheiro de posição Gilberto Silva, era um monstro de volante, estava vivendo o auge de sua carreira e organizava o time todo lá atrás. Mais a frente dos dois, como uma segunda linha de meio-campo, estavam três jogadores: Robert Pirés, Dennis Bergkamp e Fredrik Ljungberg. CONTINUA….

Arsenal 2003-2004

TIME: Arsenal
LOCAL: Londres, Inglaterra 🇬🇧
PERÍODO: 2003-2004
CONQUISTAS: 1 Campeonato Inglês .
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TIME BASE: Lehmann, Lauren, Campbell, Kolo Touré, Ashley Cole, Patrick Vieira, Gilberto Silva, Pirés, Ljungberg, Bergkamp, Thierry Henry.
Técnico: Arsene Wenger
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No dia 14 de janeiro deste ano, o Manchester City viu a sua chance de se tornar o terceiro campeão inglês de forma invicta, voar pelos ares. Na primeira edição do campeonato em 1888-89, o Preston North End ficou com a taça ao conseguir uma campanha de 18 vitórias e quatro empates em 22 rodadas. Demorou mais de um século, para aparecer outro time que igualasse tal feito. E agora chegou a hora de contar exatamente esta história, a história de mais um ESQUADRÃO INVENCÍVEL, um time que simplismente não sabia o que era perder uma partida. O Arsenal de 2003-04, ainda está fresco na cabeça de muitos, afinal fazem apenas 14 anos desde que fizeram história e apesar de muitos de vocês serem pequenos (eu tinha 14 anos por exemplo), ainda assim tiveram a oportunidade de assistir aos jogos desta “seleção” histórica. O time, que jogava para frente e de forma muito objetiva, conseguiu tal façanha muito por conta de 2 jogadores em especial: Patrick Vieira (já fiz a biografia dele, quem não leu vai lá em #jogadorescdf e leia para depois continuar aqui) e Thierry Henry. Ambos jogadores, viviam a melhor fase de suas carreiras e estavam na plenitude. Apesar deles dois terem se destacado mais, todos os titulares e jogadores que fizeram parte deste elenco, merecem reconhecimento por aquilo que entregaram, além de nenhum deles poder ser criticado. Juntos, formavam um verdadeiro esquadrão, um time perfeito, que sabia como se portar em campo independente do adversário e que jogava sempre pela vitória. Tanto, que em 38 partidas foram 26 vitórias e 12 empates. Saldo positivo em assombrosos 47 gols, além de melhor ataque e melhor defesa da competição. Quem jogava videogame na época, não importa se FIFA ou Winning Eleven, sabia que o time a ser escolhido era este Arsenal. Nas próximas partes, iremos entrar em mais detalhes sobre este time, seus astros e esta formidável campanha que chocou não só os ingleses, mas o mundo todo

Marseille 1988-1993 Parte Final

CONTINUAÇÃO….Basicamente, o que aconteceu foi que um jogador do Marseille chamado Eydelie, entrou em contato com 3 jogadores do Valenciennes (pequeno clube), pedindo que eles entregassem um jogo que era fundamental para a conquista do quinto título francês deles e ainda não machucassem nenhum atleta do lado deles, pois tinham uma final de Champions contra o Milan pela frente. Eydelie, afirmou que eles seriam bem pagos se atendessem estes pedidos. Não preciso nem dizer que um destes 3 indivíduos, Jacques Glassman, reportou tudo à federação francesa. Resultado: Suspensão da Supercopa da UEFA de 93, da Champions de 93-94, mundial de clubes de 93 (onde jogariam contra o São Paulo), além de rebaixamento e cassação do título de 92/93. Nenhum clube foi considerado campeão daquela temporada. Este episódio foi bem chocante, principalmente por todos saberem que o Marseille não precisava disso para vencer o campeonato. Depois do ocorrido, desmanche total do time e um novo título só em 2010. Até hoje eles são o único clube francês a ter ganho uma Champions. Sobre os principais jogadores:
Barthez – Começou a brilhar no clube, antes de estourar e fazer muito sucesso com a seleção francesa. Virou um grande ídolo.
Amoros – Grande lateral, que perdeu o pênalti na final da Champions contra o Estrela, porém fez mais de 114 partidas e também ajudou muito a seleção francesa da década de 80.
Desailly – Antes de brilhar no Milan e na seleção francesa, jogou e ajudou demais o OM. Substituiu o grande zagueiro brasileiro Mozer. Em 93-94, venceu a Champions de novo, mas pelo Milan e marcando um dos gols na final.
Mozer – Jogou no poderosíssimo Flamengo de Zico e 4 anos na França. Conquistou 3 campeonatos franceses com o OM.
Deschamps – Já fiz a bio dele, então quem não leu vale a pena ler. Foi o capitão deste esquadrão invencível e da França na conquista da Copa de 98.
Abedi Pelé – Também já fiz a biogafria dele na minha página. Melhor jogador da história de Gana e um dos melhores do continente africano e da história do futebol.
Papin – Marcou 182 gols, 2 maior artilheiro de todos os tempos do OM. Bola de Ouro em 90 e 2 melhor jogador do mundo de 91.
#esquadroesinvenciveis

Marseille 1988-1993 Parte III

CONTINUAÇÃO….Lembram que eu disse que o Papin tinha ido para o Milan na temporada anterior? Pois é, olha como são as coisas no futebol, o cara foi artilheiro do campeonato francês 3 vezes, 4 vezes campeão francês e agora se preparava para enfrentar seu ex-clube, em uma final de Champions. A final foi disputada no estádio olímpico de Munique e tinha um ingrediente a mais: seria a última partida de Marco Van Basten, um dos maiores jogadores do futebol mundial. Se vocês olharem na foto, mais precisamente para o escudo do Marseille, vão notar que existe uma escrita ali “Droit au But”, que quer dizer “Vá ao gol”. E foi exatamente isto que os franceses fizeram naquela final. Eles foram para cima e aos 43 do primeiro tempo, o único gol da partida saiu (marcado pelo zagueiro francês Boli). Ao apito final, três coisas eram certas: 1) Papin, sem dúvidas estava arrependido de ter trocado de clube. 2) O Marseille era de fato, o maior carrasco do Milan. 3) Era a primeira vez que um clube francês conquistava o torneio mais importante da Europa. Nunca na vida, os torcedores do clube ficaram tão felizes, justiça havia sido feita, pois este clube realmente fez por merecer esta conquista histórica. Mais para frente, em 98, esta seria a base da seleção francesa que foi campeã do mundo em cima da nossa seleção (um dos dias mais tristes da minha vida, lembro como se fosse ontem). Depois desta incrível conquista e de muita, mas muita festa mesmo, um grande pesadelo estava por vir. Um pesadelo, que iria ofuscar de certa maneira o título europeu conquistado. Mas Pedro, que pesadelo é este que você tanto fala? Calma que vou explicar. O que houve, foi que um super escândalo envolvendo o clube francês surgiu do nada. A federação francesa descobriu um esquema de manipulação de resultados (sim, bastante similar com o caso da Serie A italiana que acabei de contar ontem) no campeoanto francês, que tinha acabado de ser conquistado por eles, pela quinta vez seguida. Na próxima e última parte, vou detalhar mais sobre o escândalo e suas consequências, além de contar um pouco mais sobre os principais personagens deste grande time. Um esquadrão invencível, que era o time a ser batido em 92-93.

Marseille 1988-1993 Parte II

CONTINUAÇÃO….O jogo contra o Estrela Vermelha foi muito difícil e acabou indo para as cobranças de pênaltis. Amoros, que jogava na lateral direita, acabou desperdiçando sua cobrança e isso foi determinante para a vitória por 5 a 3 do time iugoslavo, que não errou 1 cobrança sequer. Em 90-91, foram tricampeões franceses de forma consecutiva, o que acabou servindo de consolação. Só que ao invés do time francês se desesperar, ser desmanchado e cair de produção, o oposto ocorreu. Em 91/92, conquistaram mais um título francês (o quarto em sequência), sendo esta a última temporada de Papin, que foi novamente artilheiro com 27 gols e acabou sendo vendido para o Milan, considerado na época maior rival do Marseille. Outros jogadores também foram embora, como Amoros e o zagueiro brazuka Mozer. No entanto, o excelente goleiro Barthez, o matador croata Boksic, o lateral Angloma, o armador alemão Völler e o impecável zagueiro Desailly, chegaram para se juntar ao grupo e fortaleceram mais ainda um elenco que já era muito forte. Em 92-93, a glória, prestígio e reconhecimento deste clube do litoral francês, chegaria em seu ápice. Passaram pelo Glentoran da Irlanda e do Dínamo Bucareste da Romênia nas duas primeiras fases. Na segunda fase, tinham em seu grupo os seguintes oponentes: Club Brugge, CSKA e Rangers. Acabaram em primeiro lugar e garantiram assim, uma segunda oportunidade de levar a Champions. Mas adivinhem só contra quem iria ser a final? É isso mesmo que vocês pensaram, contra o Milan. Não existem dúvidas que a final era justa, afinal estes eram de fato os dois melhores times da Europa naquele período. O Milan, só pensava em se vingar da eliminação que sofreram nas quarta de final, por conta dos franceses, na edição de 1991 e o Marseille, sentia que esta seria a última oportunidade de conseguir este tão importante título continental. O Milan vinha a campo com jogadores que dispensam comentários: Maldini, Baresi, Tassotti, Costacurta, Albertini, Rijkaard, Donadoni e Van Basten. O treinador deles era ninguém menos, que Fábio Capello. Na próxima parte, vamos contar como foi a partida da final e o pesadelo que estava para atingir o clube francês. #esquadroesinvenciveis

Marseille 1988-1993 Parte I

TIME: Olympique de Marseille
LOCAL: Marseille, França 🇫🇷
PERÍODO: 1988-1993
CONQUISTAS: 6 (1 Champions,
4 campeonatos franceses e 1 Copa da França).
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TIME BASE:  Barthez, Amoros (Angloma), Boli, Desailly (Mozer) e Di Meco; Casoni (Eydelie), Sauzée e Deschamps; Völler (Cantona), Abedi Pelé (Papin) e Boksic. Técnico: Raymon Goethals
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Quem leu aqui na minha página sobre o esquadrão invencível do Saint-Étiene, já aprendeu, que até hoje, eles são os maiores campeões franceses que existiram, mas também aprendeu que eles fracassaram em conquistar a Europa. Foram parados pelo Bayern de Munique. Apresento agora a todos vocês, o segundo clube com maior número de títulos, apenas um atrás do Saint: o Olympique de Marseille. São 9 conquistas no total, mas sabem o que mais chama a atenção neste clube? O fato de ele ser o único clube francês, isto mesmo que você leu, o único, a ter vencido a maior e mais importante competição de clubes da Europa, a Champions. Tudo começa em 1988, quando eles estavam enfrentando um enorme jejum: 16 anos desde a última conquista do francês. Graças a um excelente elenco tudo estava para mudar na temporada 88-89, quando conquistaram o título nacional e a Copa da França. Papin, principal atacante, foi artilheiro do nacional com 22 gols anotados e repetiu a dose em 89-90 (com 30 gols dessa vez), quando o Olympique foi campeão francês novamente. Em 1990, Boli e Abedi Pelé chegaram como novos reforços. Como já haviam conquistado 2 campeonatos franceses seguidos, o foco da temporada 90-91 agora era a Champions. Tudo começou bem e quando o clube parou para olhar, já estava nas quartas de final. O adversário era o Milan, de inúmeros craques (só lembrar da história da segunda vez que o Steaua Bucareste chegou na final da Champions, que contei na história do esquadrão invencível deles). Final feliz para os franceses e vaga assegurada na próxima fase, depois de empatarem em Milão e vencerem em Marseille. Na semi-final, despacharam os russos do Spartak Moscou e estavam agora, bem próximos do objetivo que haviam estabelecido. A final era contra o Estrela Vermelha da Iugoslávia, um time forte demais na época, mas deixa que eu conto na próxima parte..

Steaua Bucareste 1984-1989 Parte Final

CONTINUAÇÃO….A final da Champions de 88-89, foi disputada no Camp Nou, em Barcelona. O Milan tinha um time descomunal: Tassotti, Baresi, Rijkaard, Van Basten, Gullit, Costacurta e Maldini. Além disso, não preciso nem falar que igual em 95-96, novamente a maioria do estádio era ocupada por torcedores rossoneros. Resultado final: 4 a 0 Milan e fim do sonho do bicampeonato europeu. Em dezembro de 89, com o início de uma revolução na Romênia, o fim de um time mágico estava decretado. A abertura do mercado, consequência do final do regime comunista no país do leste europeu, significou um desmanche total e completo do Steaua. Um time que se manteve no topo de seu país e do velho continente, somente com jogadores romenos. Vamos contar um pouco sobre os principais jogadores: Duckadam, é o maior herói e ídolo da história deste clube e muito dificilmente será tirado deste posto. Mas por quê ele? Porque ele pegou 4 pênaltis seguidos em uma final de Champions, serve este motivo? Nem Buffon, Schmeichel ou Dida fizeram algo do tipo. Stângaciu, foi o goleiro que substituiu o Herói de Sevilha, quando o mesmo se aposentou precocemente devido a problemas de saúde. Boloni, era o cérebro do time até o Hagi chegar e até hoje é um dos jogadores que mais atuaram pela seleção romena. Hagi, é o Pelé da Romênia e ponto final. O cara jogava uma barbaridade, marcava cada golaço, ganhou o apelido de “Maradona dos Cárpatos” e levou a Romênia as quartas de final da Copa de 94. Lacatus, era um “Tevez” do time, o cara simplismente não desistia de uma bola, jogava com uma raça impressionante e junto com Piturca, fez uma das mais mortais duplas de ataque da história do futebol mundial. Ele foi vice-artilheiro da Champions de 88-89. Piturca, fez 137 gols em 174 partidas pelo campeonato romeno e é um dos maiores artilheiros da história do clube. Os técnicos Jenei e Iordanescu, foram os generais que comandaram este esquadrão invencível. Ambos conseguiram façanhas históricas: o primeiro conquistou a Europa ao vencer a Champions e o segundo, ao ficar três anos sem saber o que é perder, tanto no campeonato nacional, quanto na Copa da Romênia. Sem dúvida, este clube mereceu seu espaço aqui.