Steaua Bucareste 1984-1989 Parte Final

CONTINUAÇÃO….A final da Champions de 88-89, foi disputada no Camp Nou, em Barcelona. O Milan tinha um time descomunal: Tassotti, Baresi, Rijkaard, Van Basten, Gullit, Costacurta e Maldini. Além disso, não preciso nem falar que igual em 95-96, novamente a maioria do estádio era ocupada por torcedores rossoneros. Resultado final: 4 a 0 Milan e fim do sonho do bicampeonato europeu. Em dezembro de 89, com o início de uma revolução na Romênia, o fim de um time mágico estava decretado. A abertura do mercado, consequência do final do regime comunista no país do leste europeu, significou um desmanche total e completo do Steaua. Um time que se manteve no topo de seu país e do velho continente, somente com jogadores romenos. Vamos contar um pouco sobre os principais jogadores: Duckadam, é o maior herói e ídolo da história deste clube e muito dificilmente será tirado deste posto. Mas por quê ele? Porque ele pegou 4 pênaltis seguidos em uma final de Champions, serve este motivo? Nem Buffon, Schmeichel ou Dida fizeram algo do tipo. Stângaciu, foi o goleiro que substituiu o Herói de Sevilha, quando o mesmo se aposentou precocemente devido a problemas de saúde. Boloni, era o cérebro do time até o Hagi chegar e até hoje é um dos jogadores que mais atuaram pela seleção romena. Hagi, é o Pelé da Romênia e ponto final. O cara jogava uma barbaridade, marcava cada golaço, ganhou o apelido de “Maradona dos Cárpatos” e levou a Romênia as quartas de final da Copa de 94. Lacatus, era um “Tevez” do time, o cara simplismente não desistia de uma bola, jogava com uma raça impressionante e junto com Piturca, fez uma das mais mortais duplas de ataque da história do futebol mundial. Ele foi vice-artilheiro da Champions de 88-89. Piturca, fez 137 gols em 174 partidas pelo campeonato romeno e é um dos maiores artilheiros da história do clube. Os técnicos Jenei e Iordanescu, foram os generais que comandaram este esquadrão invencível. Ambos conseguiram façanhas históricas: o primeiro conquistou a Europa ao vencer a Champions e o segundo, ao ficar três anos sem saber o que é perder, tanto no campeonato nacional, quanto na Copa da Romênia. Sem dúvida, este clube mereceu seu espaço aqui.

Steaua Bucareste 1984-1989 Parte III

CONTINUAÇÃO…Como eu expliquei anteriormente, Jenei foi embora dirigir a seleção romena. O clube agora campeão europeu, era o centro das atenções e logo de cara tratou de contratar um jogador que muitos de vocês vão recordar: Hagi, sim o Hagi que levou a Romênia as quarta de final da Copa de 94 e que contribuiu demais, para a eliminação da Argentina nas oitavas. O goleiro Duckadam, que havia sido o herói da final contra o Barça, teve que se aposentar precocemente devido a um problema de saúde. O ex-jogador Anghel Iordanescu, foi efetivado como técnico e dentro da Romênia, até 1989 nenhum clube saberia o que é derrotar o Steaua Bucareste, tanto no campeonato nacional quanto na Copa da Romênia. A, esqueci de contar que no mundial de clubes de 86, eles perderam para o River por 1 a 0. Em 87, venceram a Supercopa da UEFA em cima do Dínamo de Kiev, exatamente com gol dele: Hagi. Portanto, em 86-87 venceram seu tricampeonato consecutivo e o primeiro de três, de maneira invicta. Ainda em 86-87, foram eliminados na segunda fase da Champions pelo Anderlecht, da Bélgica e campeões da Copa da Romênia. Em 87-88, só alegria de novo, mais um título invicto e diversas goleadas aplicadas no campeonato, destaque para Piturca que foi artilheiro e Hagi, terceiro colocado. Perderam na semi-final da Champions para o Benfica. Em 88-89 pentacampeonato consecutivo e tri invicto nacional e da Copa da Romênia. Era simplismente inacreditável, a façanha que o Steaua estava alcançando, algo de outro mundo, eles eram um time simplismente impossível de se vencer dentro da Romênia. Só em setembro de 1989, que foram perder para os rivais do Dínamo Bucareste por 3 a 0. Para coroar toda esta campanha impecável dos últimos anos, ainda teria o vice-campeonato da Champions de 88-89. Na campanha passaram pelo: Sparta Praga, Spartak Moscou, Göteborg (Suécia) e Galatasaray na semi-final. A final seria disputada contra o Milan e ela era uma resposta, a todos aqueles que ficaram achando que o título europeu de 85-86 havia sido um golpe de sorte e que eles eram apenas uma “zebra”. Na próxima e última parte vamos contar da final contra os italianos e dos principais personagens deste ESQUADRÃO INVENCÍVEL

Steaua Bucareste 1984-1989 Parte II

CONTINUAÇÃO….O feito deste time serviu para mostrar ao mundo, que o futebol romeno podia, sim, brigar de igual para igual com as tradicionais ligas da europa ocidental. Bom, toda história tem um começo e esta se inicia em 1984, quando o técnico Emerich Jenei, que foi jogador do Steaua nas décadas de 50 e 60, assumiu o comando da equipe. Logo no primeiro ano, conquistou o campeonato romeno, com o atacante Piturca sendo o artilheiro (19 gols) e garantindo assim, uma vaga na Champions de 85-86. A equipe era sólida, regular e literalmente, não se intimidava diante de nenhum adversário. Na principal competição européia, passou pelo Vejle da Suiça na primeira fase, depois pelo Honvéd da Hungria nas oitavas (aquele mesmo da história do Wolverhampton, contada anteriormente aqui na minha página), pelo Kuusysi da Finlândia nas quartas e pelo Anderlecht da Bélgica nas semi-finais. Até o jogo da final, eles haviam dado diversas goleadas e em todas as fases, tiveram gols marcados por Piturca. Só que a final era contra ninguém menos que o Barcelona e este seria o jogo mais importante da história do Steaua e da Romênia. No dia 7 de maio de 86, em Sevilha, os 90 minutos passaram e o placar ainda mostrava 0 a 0. No estádio Ramon Sanchez Pijuan, a divisão no número de torcedores era: 50 mil espanhóis e 20 mil romenos. O Barcelona tinha toda a responsabilidade e pressão de vencer a partida, que muitos torcedores acreditavam que seria moleza, pelo menos até a bola começar a rolar. Depois de 30 minutos de prorrogação, pênaltis. Um jogador sozinho estava para fazer história e se tornar o “Herói de Sevilha”, como seria idolatrado e apelidado pela torcida do Steaua: ele era Duckadam. O goleiro pegou 4 cobranças seguidas e deu o título ao país do leste europeu, se tornando o primeiro e único até hoje a defender 4 cobranças de pênaltis em uma decisão européia. O técnico Emerich, que ainda venceria mais 1 campeonato nacional antes de assumir a seleção romena, foi tratado como um Rei ao retornar país e mais de 30 mil pessoas estavam lá para recepcionar os campeões, parecia feriado nacional. Na próxima parte, vamos contar sobre a era invicta do clube que estava para começar.

Steaua Bucareste 1984-1989 Parte I

TIME: Steaua Bucareste
LOCAL: Bucareste, Romênia
PERÍODO: 1984-1989
CONQUISTAS: 10 (1 Liga dos Campeões, 1 Supercopa da UEFA, 5 campeonatos romenos – 4 deles de forma invicta e 3 copas da Romênia, todas também de forma invicta)
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TIME BASE:  Duckadam (Stângaciu / Lung); Iovan (Petrescu), Belodedici (Ungureanu), Bumbescu e Barbulescu (Stoica); Balan (Minea), Boloni (Rotariu), Balint e Majearu (Gheorge Hagi); Lacatus e Piturca.
Técnicos: Emerich Jenei (1985-1986) e Anghel Iordanescu (1986-1989).
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Eu nasci em 89 e por isso, infelizmente, não tive a oportunidade de assistir grandes times atuarem. Porém, se me dessem a oportunidade de voltar no tempo, este sem dúvida alguma seria um dos times que eu faria questão de ver jogar. Ao fazer a pesquisa, para a publicação desta sequência de postagens, acabei ficando bastante impressionado com os feitos alcançados pelo clube romeno e com o tamanho do respeito, que todos tinham por eles. Vamos agora, contar a história de mais um ESQUADRÃO INVENCÍVEL. Quem leu o currículo deste time ali em cima, ou seja, as conquistas que conseguiram durante estes 6 anos, já tem uma boa noção do estrago que esta equipe do leste europeu, causou no continente durante a década de 80. Duas marcas atingidas por este time chamam muita atenção: a primeira, é o simples fato deles terem sido o primeiro clube do leste europeu a conquistar uma Liga dos Campeões da Europa e a segunda, é o recorde mais difícil do mundo (na minha opinião) de ser quebrado. E qual seria este recorde? O de maior número de partidas invictas em uma liga nacional: 104 jogos. Se considerarmos a Copa da Romênia então, o número sobe para 119 partidas. A sequência de jogos invicto, começou em junho de 86 e durou até setembro de 1989. O Brasil ficou impressionado em 2017, com a campanha do Corinthians no primeiro turno (ficaram invictos por 19 rodadas), então imaginem o que é vencer uma Liga dos Campeões pela primeira vez e logo depois, ficar invicto por 3 temporadas inteiras e não só no campeonato nacional, mas também na Copa doméstica. Pois é, esta é a história que vou contar para vocês a partir de agora. Uma história, que não sai da cabeça de cada um dos torcedores do Steaua

Hamburgo 1981-1983 Parte Final

Vamos agora, contar um pouco sobre alguns dos personagens deste imponente time do Hamburgo, que conquistou a Europa em 1983. A começar pelo goleiro, Uli Stein, que foi reserva da seleção alemã na Copa de 82 e que levava muita segurança ao time de Ernst Happel. Até hoje, ele é considerado um dos maiores goleiros que o Hamburgo já teve e era bem polêmico dentro de campo, com um temperamento bem explosivo. Por um momento o clube chegou a ter o monstro Beckenbauer em seu elenco, porém como ele já estava em final de carreira e ainda tentava uma possível convocação para a Copa de 82, que não veio, ele acabou retornando aos Estados Unidos onde já estava jogando. O miolo da zaga, era composto por Jakobs e Hieronymus, jogadores que apesar de atuarem no sistema defensivo, eram muito habilidosos e por isso atuavam como liberos e volantes ajudando demais nas saídas de bola. Lamentavelmente, ambos encerraram suas carreiras de forma bem infeliz: Jakobs, foi tentar salvar um gol na linha, escorregou para dentro do gol e se chocou com uma parte da peça que sustentava uma das traves, ele sofreu uma gravíssima lesão na coluna e inclusive, quase perdeu seus movimentos. Hieronymus, sofreu grave lesão no joelho e rompeu vários ligamentos. Os volantes, Hartwig e Rolff, estavam quase mais para atacantes, de tanto que subiam ao ataque como elemento surpresa para marcar gols. Hartwig, foi um dos primeiros jogadores negros a atuar dentro do futebol alemão e chegou a marcar mais de 10 gols em 81-82. No meio-campo, ficava von Heesen, que jogou mais de 13 anos pelo clube alemão. Na criação de jogadas, o melhor do time, Felix Magath, que até hoje é o maior ídolo da história do Hamburgo, autor do gol da final da Champions contra a Juve e que simplismente estava em todos os cantos do campo, sempre sendo um pesadelo para qualquer sistema defensivo. No comando de ataque, Hrubesch, com 1,88m de altura e bastante força física, era um exímio goleador, excelente com a cabeça e fornecia muitas assistências a Milewski e Bastrup. Dificilmente o Hamburgo, terá condições de montar um time tão forte quanto este e sem dúvidas, resta aos fãs do clube alemão rezarem para a chegada de um novo Felix Magath.

Hamburgo 1981-1983

TIME: Hamburgo SV
LOCAL: Hamburgo, Alemanha
PERÍODO: 1981-1983
CONQUISTAS: 3 (2 campeonatos alemães e a UEFA Champions League)
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TIME BASE: Stein; Kaltz, Jacobs, Hieronymus (Beckenbauer), Wehmayer, Hartwig, Rolff (Groh), von Heesen, Felix Magath, Hrubesch, Milewski (Bastrup). Técnico: Ernst Happel
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HISTÓRIA: Faz tempo que o Hamburgo não desponta na Alemanha, na verdade, a última vez que levantaram o caneco foi exatamente na temporada 82-83, quando mais um esquadrão invencível deixaria de existir. Está na hora de aprendermos mais sobre este grande clube, que é o quinto mais bem sucedido dentro da Alemanha, com seis títulos conquistados ao longo de seus 98 anos de existência. A principal pista de que um grande time estava sendo formado, apareceu na temporada 1978-79, quando o Hamburgo se tornou tetracampeão alemão, depois de um jejum de 18 anos e voltou a ser o centro das atenções do país bávaro. Com grandes jogadores e um ótimo técnico, conseguiram levar mais 2 campeonatos alemães de forma consecutiva, em 1981-82 e 82-83. O time era tão bom e tão forte, que acabou extrapolando as fronteiras. Em 1982, foram vice-campeões da Europa League e em 1983, foram campeões da principal competição de clubes da Europa: a Champions League. A final daquela edição, disputada na Grécia entre Juventus e Hamburgo, iria quebrar um tabu: desde 1976, os troféus iam para clubes ingleses. A “Velha Senhora” tinha em seu elenco um time tão poderoso e talentoso, quanto o dos alemães. Faziam parte do time italiano: Dino Zoff, Michel Platini, Zbigniew Boniek e Paolo Rossi. A vitória foi magra, 1 a 0 gol de Magath, mas o suficiente para colocar o time alemão em outro patamar. O único clube que conseguiu parar este time do Hamburgo, foi um brasileiro. Isto mesmo, o Grêmio foi campeão do mundo de 83 em cima deles. Os líderes do time durante este período, foram claramente Felix Magath e o capitão Horst Hrubesch. Com o título europeu de 83, o treinador Ernst Happel conseguiu se tornar o primeiro treinador a conquistar a Liga dos Campeões por dois clubes diferentes. Ele já havia sido campeão com o Feyernood da Holanda. Na próxima parte, vamos contar mais sobre os principais jogadores.

Wolwerhampton Parte Final

No dia 13 de dezembro de 1954, sabe qual foi a grande jogada de Cullis? Ele pediu que o gramado fosse encharcado. Isso mesmo, já havia chovido muito nas vésperas do amistoso, mas mesmo assim o técnico do Wolverhampton pediu mais água no gramado. E sabem por quê ele fez isto? Porque na Copa de 54, o campo molhado havia favorecido os alemães, já que a água anulava as maiores armas dos húngaros: toques, passes rápidos na bola e a ótima fluidez deles em campo. Tirando o goleiro do Honvéd que havia sido afastado por suspeita de espionagem e traição ao governo comunista, o time deles entrou com força máxima. O jogo foi 3 a 2 para o Wolverhampton e a última coisa que parecia quando o juíz apitou, era que aquilo era uma partida amistosa. Estava mais para comemoração de clube campeão do mundo e foi exatamente isto, que os principais jornais europeus estamparam na primeira página no dia seguinte. Agora, graças a este clube, todos os ingleses voltariam a se gabar do resto do mundo. Sabem por quê dei tenta ênfase na história desta partida? Porque ela foi o ápice, foi a razão e a inspiração da criação dos campeonatos europeus (Champions League inclusa), que depois seriam a prioridade máxima de todos os clubes do velho continente. Depois o Wolver, ainda seria campeão inglês mais duas vezes (57-58 e 58-59) sob o comando de Cullis e da Copa da Inglaterra em 1960. Em 64/65, foram rebaixados da primeira divisão e Cullis demitido. Claro que depois desta fase, eles nunca mais foram os mesmos e perderam muito espaço dentro do futebol inglês, mas não dá para pensarmos no Wolverhampton como um clube pequeno ou médio.Eles simplismente, mesmo que por um breve espaço de tempo, já foram o melhor clube e time de futebol do mundo. Então, a partir de hoje, sempre lembrem desta história quando o Wolverhampton jogar diante de vocês na TV ou ao vivo e se lembrem que por quase 1 década, ganhar deste time era uma das tarefas mais árduas que qualquer clube enfrentava. Um esquadrão invencível, um esquadrão imortal. #wolverhampton#wolverhamptonfc #england #english#football #footballclubs

Wolwerhampton parte II

O primeiro claro sinal, de que o Wolverhampton iria fazer história veio em 46/47, quando perderam o título do campeonato inglês na última rodada para o Liverpool. Logo em 1948, quando Cullis assumiu o comando do clube, os resultados já começaram a aparecer e eles conquistaram a terceira Copa da Inglaterra, depois de um jejum de quatro décadas. A vitória veio em cima do Leicester em Wembley por 3 a 1. O goleiro Bart Williams, que havia servido a aeronáutica durante a segunda guerra mundial, era realmente muito bom e colaborou muito para a longa série de invencibilidade do clube inglês. O orgulho ainda era profundo dentro da escola inglesa de futebol, já que eles haviam criado o esporte e portanto, se tornarem fregueses dos húngaros, que jogavam uma barbaridade naquela época pós-guerra, era inadmissível. Foi Cullis no comando do Wolverhampton, que pôde dar aos ingleses o sabor da vingança, quando fez o clube da cidade de Wolverhampton se tornar a referência no futebol europeu daquela época. Durante a guerra, ele era instrutor de treinos físicos e isto o ajudou muito na hora de treinar seu time (ou exército). Foi com uma estratégia de implementação de fortes treinos físicos, que ele conseguiu obter o máximo de seu elenco. Hancocks e Mullen, que atuavam pelas pontas, deitavam e rolavam sobre seus marcadores e isto contribuia demais na parte ofensiva do time. Na temporada 53-54, a que foram campeões ingleses pela primeira vez, também foram instalados refletores em seu estádio, algo que nem sequer era ainda regulamentado no campeoanto inglês. Os amistosos vencidos contra clubes do mundo inteiro, inclusive o Honvéd, foram disputados para ajudar na arrecadação de fundos para pagar as novas instalações. Falando um pouco sobre o clube húngaro, o time da lenda Puskás, era um time muito estrelado, principalmente no ataque com um trio mortal: Kocsis, Czibor e Budai. O Honvéd, também representava o exército e estava acostumado a enfiar uma goleada em cima da outra em seus adversários, tanto que o maior medo dos ingleses na época, sendo torcedores do Wolverhampton ou não, era que o clube inglês seria humilhado, assim como aconteceu a seleção inglesa, no ano anterior.

Wolverhampton 1953-1960

TIME: Wolverhampton Wanderers Football Club
LOCAL: Wolverhampton, Inglaterra 🇬🇧
PERÍODO: 1953-1960
CONQUISTAS: 4 (3 campeonatos ingleses e 1 copa da Inglaterra)
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TIME BASE: Williams; Shorthouse (Pritchard), Stuart (Crook), Wright, Flowers, Slater, Wilshaw, Swinbourne(Mullen), Hancokes, Smith e Peter Broadbent Téc. Stan Cullis
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HISTÓRIA: A última vez que o Wolverhampton esteve na Premier League, foi há 6 anos (temporada 2011-12) e muitos podem achar, que eles são apenas um clube mediano, quando na verdade, estão classificados como o décimo segundo clube inglês mais bem sucedido de toda a Inglaterra. Durante a década de 50, este era o time a ser batido na “Terra da Rainha”. Foram três títulos da divisão de elite inglesa, todos conquistados entre 1953 e 1960, além da conquista da quarta Copa da Inglaterra em 1960 (já tinham 3 anteriormente). Na década de 50, logo após o término da segunda guerra mundial, ninguém no mundo duvidava que os melhores no futebol eram os húngaros. Em 54 a seleção alemã bateu os húngaros na Copa e foi assim decretada campeã do mundo, o mesmo aconteceu ao Wolverhampton quando eles venceram o Honvéd da Hungria. A estrela aqui, era o inglês Stan Cullis, um meia que jogou a sua carreira inteira pelo clube inglês e que após a aposentadoria como jogador, se tornou técnico do clube por 16 anos (48 até 64). Billy Wright, que se profissionalizou no clube com apenas 15 anos, era o capitão, xerife do sistema defensivo e peça central do time na época. Cullis que serviu a aeronáutica, foi a solução da Inglaterra para enfrentar seu maior algoz na época: a Hungria. Os húngaros haviam batido os ingleses em Belo Horizonte na Copa de 50 e também vencido eles dentro do Wembely (quando pediram revanche perderam em Budapeste por 7 a 1). Em 53-54, venceram o campeonato inglês pela primeira vez, um combinado da África do Sul, o Celtic, o Maccabi Tel Aviv e o Racing (que vinha de um tricampeonato recente). Além disso, também venceram o Spartak Moscou (bicampeão soviético nos anos anteriores) e finalmente o Honvéd da Hungria. Com isso se sagraram de forma não-oficial, um dos “primeiros clubes campeões do mundo”. Um esquadrão, simplismente IMBATÍVEL.

CHELSEA 2004-2006

TIME: Chelsea
LOCALIZAÇÃO: Londres, Inglaterra
PERÍODO: 2004-2006
CONQUISTAS: 2 campeonatos ingleses, 1 copa da liga inglesa e uma community shield .
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TIME BASE: Petr Cech; Paulo Ferreira (G. Johnson), Ricardo Carvalho, John Terry, William Gallas (W.Bridge/ Del Horno); Claude Makelele, Tiago (Essien), Frank Lampard; Joe Cole, D. Drogba (Gudjohnsen/ Crespo) e Damien Duff (A.Robben). Téc. José Mourinho .
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HISTÓRIA: Depois de recordarmos, o incrível time alviverde do Saint-Éttienne de 73 a 77, que muitos de vocês (inclusive eu) não estavam vivos para ver, vamos agora a Londres, contar a história de um time que eu acredito que a maioria, aí sim viu atuar. O russo Roman Abramovich, bateu na porta do Chelsea e ofereceu um caminhão de dinheiro para comprar o clube inglês. A partir daí, uma nova era estava começando para os “Blues” e assim como uma boa orquestra, tudo começou pela escolha do maestro. O escolhido? O português, José Mourinho, que havia acabado de conquistar a Europa com o Porto. Na primeira temporada, ele tirou o Chelsea de um jejum de 50 anos e conquistou o segundo campeonato inglês da história do clube, além de vencer também a copa da liga inglesa e ter alcançado as semifinais da Liga dos Campeões da Europa. Na segunda temporada, foi a vez de levar a Community Shield e ganhar novamente a Premier League, gravando seu nome eternamente na história do clube e transformando alguns de seus jogadores como: Cech, Terry, Lampard e Drogba em ídolos supremos. Em 111 jogos sob o comando do português, foram 80 vitórias, ou seja, venceu 72% das partidas que disputou nestes dois anos. Destaques para: Cech, contratado junto ao Rennes e que permaneceu no clube por mais de 10 anos, Makelele (já fizemos a biografia dele em nossa página), que era um pesadelo para seus adversários e não deixava eles respirarem, Lampard, que foi o principal jogador desse período e levou o prêmio de segundo melhor jogador do mundo em 2005, Essien, o volante ganês que marcava tão bem quanto atacava e por fim Drogba, que marcava gols com qualquer parte do corpo, em qualquer situação e contra qualquer adversário. Esse foi e certamente será, o melhor Chelsea que já existiu até hoje.