Torino Football Club 1942-1949 Parte I,II e Parte Final

TIME: Torino Football Club
LOCAL: Turim, Itália 🇮🇹
PERÍODO: 1942-1949
CONQUISTAS: Pentacampeão italiano de forma consecutiva (1942-43, 1945-46, 1946-47, 1947-48 e 1948-49) Campeão da Copa da Itália 1942-43
APELIDO: O Touro Indomável .
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TIME BASE: Bacigalupo; Ballarin, Maroso; Grezar, Rigamonti, Castigliano; Loik, Mazzola; Menti, Gabetto, Ossola. Técs.: András Kuttik, Luigi Ferrero, Mario Sperone, Roberto Copernico, Leslie Lievesley e Ernest Erbstein.
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Depois de contar tudo sobre o acidente de Superga, chegou a hora de entrarmos em mais detalhes sobre o incrível esquadrão invencível do Torino. Essa é a história de um dos três maiores times que a Itália já produziu em sua história, chegou a vez do Torino FC ganhar seu espaço na série #esquadroesinvenciveis
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Começo dizendo que na minha opinião só existiram na história do futebol doze times mais competentes que o Torino de 1942-1949. Infelizmente o final da história desse fantástico esquadrão invencível foi muito trágica, mas estou aqui apenas para contar a parte boa da história. Aproveito o momento, para dizer à aqueles que quiserem ler e saber literalmente cada detalhe sobre o acidente de Superga, que procurem no meu feed pelo primeiro episódio da série que eu estou fazendo sobre tragédias aéreas envolvendo times de futebol. Em sete anos esse esquadrão do Torino foi simplesmente imbatível na Itália e por isso se tornou basicamente a espinha dorsal da seleção italiana daquele período. O acidente aéreo do dia 6 de maio de 1949 jamais será esquecido pelos torcedores do Torino e todos aqueles que morreram na tragédia estão no hall dos maiores atletas que já vestiram a camisa do clube de Turim. Muitos especialistas afirmam que se o acidente não tivesse ocorrido, esse muito provavelmente teria sido o maior time de futebol que já existiu na história do futebol italiano. Como as temporadas de 1943/1944 e 1944/1945 nunca ocorreram por conta da II Guerra Mundial, o Torino foi considerado pentacampeão italiano de forma consecutiva, além de ter levado o título da Copa da Itália em 1942/1943. Para aqueles que acham que eu estou exagerando quando aponto que esse foi o décimo terceiro maior time já montado, saibam que em cinco temporadas esse time obteve o registro impressionante de 483 gols anotados contra 165 sofridos. Era a coisa mais comum do mundo: o Torino jogava contra grandes times italianos da época fora de seus domínios e voltava para Turim com expressivas goleadas aplicadas como visitante. Em um ano por exemplo, o time aplicou uma sonora goleada de 7 a 0 na Roma em plena capital italiana e ao invés da torcida adversária se retirar do estádio vaiando seu time, acabou se levantando e ovacionando o time do Torino. O fato é inquestionável: qualquer clube italiano desse período morria de medo de ter quer enfrentar o Torino. O time era tão monstruoso que acabou virando a seleção italiana, tanto que como maior exemplo disso, no ano de 1947 a Itália realizou um amistoso contra a Hungria e o técnico Vittorio Pozzo colocou 10 atletas do Torino no time titular, só deixando o goleiro de fora (exatamente para não escalar o time inteiro deles). Uma curiosidade sobre o acidente de Superga que eu esqueci de contar na série sobre as tragédias: ele jamais teria ocorrido se o time do Torino não fosse tão espetacular, isso porque o clube só viajou para Lisboa por ter sido declarado campeão italiano matematicamente com 4 rodadas de antecedência. Quando o Torino sobrou em campo na temporada 1942/43 e ganhou o campeonato Italiano, muitos acharam que isso iria ficar por isso mesmo, já que a Segunda Guerra tinha estourado e o haveria uma pausa na competição. Porém quando a guerra terminou, para surpresa de muitos, o Torino na verdade tinha voltado mais forte ainda (tanto que conquistou mais 4 títulos consecutivos do Campeonato Italiano). Outra ponto importante que vale muito a pena destacar, é que esse esquadrão só não venceu mais porque a guerra não deixou, porque nao existiam competições continentais e porque o acidente ocorreu, ou seja, é como eu disse anteriormente, esse time poderia estar facilmente entre os top 5 da história do futebol. Dentre todas as fantásticas temporadas desse esquadrão, eu certamente destaco a de 1947/48. Naquela ocasião a campanha foi de 29 vitórias, 7 empates e apenas 4 derrotas em 40 jogos, além de 125 gols marcados e apenas 33 sofridos. Nessa mesma temporada o clube ainda bateu 7 recordes que demorariam bastante para serem alcançados. Depois do acidente de Superga, o Torino foi decretado campeão e a equipe da base do clube jogou as últimas quatro rodada do Campeonato Italiano de 1948/1949. Para demonstrar a força do Torino, o time venceu as quatro últimas partidas (contra Genova, Palermo, Sampdoria e Fiorentina), contra adversários que também utilizaram jogadores da base. É claro que depois disso o Torino nunca mais foi o mesmo, mas mais do que isso, a Itália demorou muito tempo para ter um time tão grandioso como esse ser formado (me refiro ao Milan de 1987 a 1991). Se essa tragédia terrível não tivesse ocorrido, seria espetacular assistir as partidas do Torino contra o fortíssimo Real Madrid de Puskas e Di Stéfano. Vamos agora conhecer um pouco mais sobre os membros do Grande Torino que faleceram na tragédia: (não esqueçam que eu vou contar tudo sobre cada um deles, ao longo das biografias de jogadores que faço ocasionalmente). Começando sempre pelo jovem goleiro de 25 anos Valerio Bacigalupo, que atuou por mais de 135 partidas e foi inclusive convocado para defender a seleção italiana em cinco oportunidades. Na defesa a dupla de zaga Aldo Ballarin e Virgílio Maroso era responsável por boa parte do paredão. Aldo jogou por quase 150 partidas, enquanto Maroso jogou por 103 partidas e também defendia a seleção italiana. No meio campo os responsáveis pela construção de jogo ficava a cargo de Grezar e Castigliano. Na frente deles ficavam Loik e Mazzola, que atuavam mais como meias mais ofensivos, sendo responsáveis pela criatividade do trio de ataque. Por falar em ataque, não havia nada mais mortal que a combinação ponta Franco Ossola (esquerda), Romeo Menti (direita) e o artilheiro e matador Gugliemo Gabetto. O destaque e melhor jogador do time era o capitão Valentino Mazzola, que é até hoje um dos maiores jogadores que a Itália já produziu. Nesse período o Torino teve diversos treinadores e não teve um que tenha se destacado mais. Muitos acreditam que a Itália teria de fato vencido a Copa do Mundo de 1950 caso o acidente aéreo não tivesse ocorrido. #torinofc

CELTIC 1965-1974

TIME: The Celtic Football Club
LOCAL: Glasgow, Escócia 🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿
PERÍODO: 1965-1974
CONQUISTAS: Campeão da Liga dos Campeões 1966-67, sendo o primeiro clube britânico a conseguir tal feito, eneacampeão (9 vezes) consecutivo do campeonato escocês, 6 vezes campeão da Copa da Escócia e 6 vezes campeão da Copa da Liga Escocesa
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TIME BASE: Simpson (Evan Willians); Jim Craig, Billy McNeill, John Clark e Tommy Gemmell; Bobby Murdoch, Bertie Auld; Jimmy Johnstone, Stevie Chalmers, Willie Wallace, Bobby Lennox. Técnico: Jock Stein .
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Depois de contar sobre o maior time que o Manchester United já produziu em sua história, chegou a vez de um clube escocês ganhar seu espaço na série #esquadroesinvenciveis .
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Na minha opinião, esse time está entre os 15 melhores já montados até hoje na história do futebol. Além de ter conquistado uma quantidade inimaginável de títulos em uma década, esse também foi o primeiro time da ilha britânica a se tornar campeão europeu. Isso mesmo. Não foi Manchester, não foi Liverpool e nem qualquer outro clube inglês. O primeiro campeão britânico da Liga dos Campeões era um clube simples, humilde, sem muitas pretensões e com alguns jogadores que sequer tinham todos os dentes. Por outro lado, era um clube com todos seus principais jogadores tendo nascido nos arredores de Glasgow, um clube muito aguerrido, muito unido, onde os atletas se viam como “irmãos”. Na época, antes do título europeu, o custo do time todo não passava de 42 mil libras. Os “Leões de Lisboa”, como ficaram conhecidos após vencerem a Internazionale em Portugal, devem ser prestigiados e homenageados por muito mais que a conquista continental. Naquela época, o futebol escocês era muito mais competitivo do que nas últimas décadas, tanto que quando o treinador escocês Jock Stein assumiu o cargo de técnico em 1965, o Celtic não vencia o campeonato fazia doze temporadas (Aberdeen, Hearts, Dundee, Kilmarnock e o Rangers dividiram a glória nesse período) e só tinha alcançado o feito duas vezes desde 1938. Não apenas Stein (um tipo de predecessor de Sir Alex Ferguson) foi o responsável por ter montado um dos maiores times de todos os tempos, como realizou um dos maiores feitos da história dos esportes, ao conquistar nove títulos do campeonato escocês de forma consecutiva. O comandante Stein, costumava encorajar seus atletas sempre lembrando eles, de que eram muito mais fortes como um time, do que individualmente. O futebol que o Celtic desempenhou nesses 9 anos foi extremamente ofensivo e dava a impressão de que a cada nova partida os jogadores atuavam como se não houvesse amanhã, como se aquela fosse a última partida da vida deles. Criando um clima descontraído, sem nenhum tipo de pressão e bastante familiar, o time funcionava do goleiro até o atacante com a precisão de um relógio suíço. Era impressionante. Começaram a entender agora porque Stein se tornou a inspiração de Sir Alex Ferguson? Stein não era apenas um mestre das táticas, mas um treinador que sabia o peso e a importância da parte psicológica dentro futebol. Com os resultados obtidos, John se tornou um dos maiores treinadores da história e imortalizou seu nome e o Celtic F.C para sempre. Uma curiosidade sobre Stein, é que ele era um protestante comandando uma equipe católica. Na campanha para o título inédito da Liga dos Campeões, o Celtic deixou o FC Zurich, o Nantes, o Vojvodina, o Dukla Praga e, por fim, a bicampeã Inter pelo caminho. Em 1970, o Celtic chegou pela segunda vez na final da competição de clubes mais importante do continente, mas dessa vez acabou sendo derrotado pelo Feyenoord da Holanda. Dificilmente o Celtic irá repetir a façanha realizada de 1965 até 1974 e dificilmente terá uma safra de jogadores como aquela, por isso vamos agora voltar no tempo e conhecer um pouco mais sobre os feitos e os principais personagens desse grande esquadrão invencível, que atropelava quem entrasse em seu caminho. No gol ficava Ronnie Simpson, que chegou ao Celtic com 34 anos e se tornou um dos maiores ídolos desse esquadrão. Ronnie trazia muita experiência, já que tinha passagens pelo Newcastle e pelo Hibernian (onde atuou com Stein, que pediu sua contratação). Apesar de seu pai ter feito carreira no rival Rangers, teve papel fundamental em vários títulos e por isso foi eleito em 2002, pela torcida, o maior goleiro da história do Celtic. No Mundial de Clubes de 1967, o rival foi o Racing e o clube argentino também estava vivendo um momento mágico. Conhecido como “Academia de Avellaneda”, o Racing tinham um elenco com jogadores extremamente talentosos e que jogavam um futebol bastante eficiente e objetivo. Na ida, em Glasgow, o Celtic venceu por 1 a 0 e na volta perdeu por 2 a 1. A decisão foi para a terceira partida (disputada em Montevideo) e o Racing venceu pelo placar mínimo, aplicando a única derrota que o Celtic sofreu no ano todo de 1967. Outro personagem muito importante, além do goleiro Simpson e do técnico Stein, foi o defensor Billy McNeill. Billy foi eleito em 2002, o maior e mais importante capitão que o Celtic já teve e confirmou o que todos já sabiam: está entre os 5 maiores ídolos da história do clube escocês. McNeill vestiu apenas a camisa do Celtic em sua carreira (forma mais de 790 partidas) e era o capitão do time na Liga dos Campeões de 1967. No meio-campo, Bobby Murdoch era o principal armador e um exímio lançador, quase sempre colocando os atacantes na boca do gol (isso quando ele mesmo não ia lá e resolvia a parada). Nessa eleição feita pelos torcedores em 2002, Jimmy Johnstone foi eleito o melhor jogador da história do Celtic (ele disputou 515 partidas e marcou 129 gols) e é até hoje um sinônimo de glórias para os torcedores. Jimmy era um ótimo matador e ao mesmo tempo um excelente driblador, fazendo inúmeras jogadas importantíssimas ao longo da trajetória desse esquadrão. Por fim, Bobby Lennox, que é o segundo maior artilheiro da história do clube escocês (são 273 gols em 571 partidas). Lennox aloprava e atormentava os defensores pelo flanco esquerdo do campo, mas não só pela sua enorme habilidade em driblar e sim por ser muito rápido, muito ágil com a bola nos pés (ele tinha uma das mais rápidas arrancadas em velocidade de toda a Europa na época). Depois de 1974, o Celtic nunca mais foi tão forte nas competições continentais, até 2003, quando quase conquistou a Copa da UEFA. Até hoje, os torcedores mais fanáticos do Celtic esperam por uma nova geração de talentos, que coloque novamente a Escócia no mapa do futebol europeu. #esquadroesinvenciveis

Manchester United 1998-1999 Parte Final

CONTINUAÇÃO. (Sim, o atual técnico do Manchester). Não preciso nem dizer que foram exatamente essas duas alterações, que fizeram com que uma reviravolta no placar ocorresse nos últimos instantes da final. Com um gol de cada um dos suplentes, após os 45 do segundo tempo, o Manchester era campeão da Europa e conquistava pela primeira vez (dentre os clubes ingleses) a tríplice coroa. Assim como Matt Busby recebeu em 1968, Ferguson também ganhou o título de Sir direto da Rainha da Inglaterra. O mundial era agora o objetivo número um dos Red Devils, principalmente porque nunca um clubes inglês havia se tornado campeão do mundo até então. A parada era duríssima, pois o adversário vinha do Brasil: o Palmeiras de Marcos, Arce, Roque Júnior, Alex, Asprilla, Paulo Nunes e Cia (Felipão era o técnico). A partida terminou 1 a 0 no Japão, após Marcos falhar em cruzamento de Giggs (gol de Keane) e o United carimbava assim, seu esquadrão invencível como um dos 15 maiores que já existiram. Naquela temporada 1998-1999, ganhar do time de Ferguson era quase missão impossível. Depois, o time começou a perder força e só voltaria a conquistar a Europa nove anos depois. A maior contribuição desse #esquadroesinvenciveis durante a fase de 1995 até 2001, foi colocar o Manchester United no topo da lista dos mais ricos e famosos clubes de futebol do mundo. Das 63 partidas na temporada, o Manchester só perdeu 5 delas, ou seja, literalmente foi quase um Esquadrão Invencível. Mais para frente vou contar a biografia completa de cada um dos membros desse esquadrão, inclusive do criador dele (Sir Alex Ferguson). O destaque final vai para Schmeichel e Giggs. Peter Schmeichel, era o goleiro dinamarquês que não deixava nada passar e na minha opinião foi o maior goleiro da história do Manchester até hoje. No meio-campo, Ryan Giggs, ou “Mago Galês” como ficou conhecido, dominava aquele setor de campo e se mostrou ser um jogador totalmente diferenciado e fora da curva. Ele era o verdadeiro maestro desse esquadrão e muitas vezes o responsável pelos principais gols e assistências nas partidas mais decisivas. Até hoje Giggs é o jogador com mais partidas disputadas vestindo a camisa do Manchester United.

Manchester United 1998-1999 Parte II

CONTINUAÇÃO…formavam um grupo sólido tanto para defesa, quanto para o ataque. De 1995 até 2001, o Manchester venceu 5 títulos do campeonato inglês em 6 temporadas disputadas, além de conquistar a tríplice coroa em 1998-99 e o mundial de 1999. É indiscutível que essa geração de garotos de ouro do United, é até hoje a leva mais talentosa já extraída das divisões de base do clube inglês. Na época em que Ferguson decidiu carregar toda responsabilidade, sobre a promoção dos garotos para o time principal, foi recebido com muitas críticas da imprensa e questionamentos. A maioria deles era voltada para o fato de ser grande o número de jovens que subiam para o time principal e que não evoluíam como o esperado, principalmente em um clube do peso do Manchester. Só que os garotos que mencionei na primeira parte, junto de atletas mais experientes como Schmeichel e Irwin, simplesmente não sucumbiram a toda essa pressão e mostram ao mundo o verdadeiro potencial de cada um dentro desse grupo. Um fato importante na história dessas conquistas do Manchester, é que desde 1985 que um clube inglês não sabia o que era vencer a principal competição do continente. Como se isso não bastasse, nenhum clube inglês havia sido campeão do mundo até então e muito menos vencido a tríplice coroa, portanto o #esquadroesinvenciveis de Ferguson entrou para a história ao se tornar o primeiro em ambos os quesitos. A Copa da Inglaterra foi vencida em cima do Newcastle (do matador Alan Shearer), o campeonato inglês foi vencido em cima do Arsenal (por um ponto a mais) e a Liga dos Campeões foi vencida em cima do Bayern de Munique (em um dos jogos mais dramáticos da história da competição). A final foi em Barcelona, para um público de mais 90 mil pessoas, os alemães já buscavam seu quarto título europeu e ainda contavam com uma verdadeira seleção: Kahn, Matthäus, Babbel, Linke, Kuffour, Tarnat, Effenberg, Jeremies, Basler, Jancker e Zickler. Até os 22 minutos do segundo tempo o placar seguia 1 a 0 para o Bayern, mas aí Ferguson resolveu que era hora de ligar o modo “ultra-ofensivo”: ele trocou o sueco Blomqvist por Teddy Sheringham e aos 36 minutos trocou Cole por Solskjaer (sim o atual técnico CONTINUA

Manchester United 1998-1999 Parte I

TIME: Manchester United 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
LOCAL: Manchester, Inglaterra
PERÍODO: 1998-1999
CONQUISTAS: Primeiro time da história da Inglaterra a conquistar o Campeonato Inglês, Liga dos Campeões e FA Cup na mesma temporada (1998-1999). Primeiro time da Inglaterra a ser campeão do mundo (1999). .
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TIME BASE: Schmeichel (Bosnich); Gary Neville, Johnsen, Stam e Irwin (Silvestre); Roy Keane, Nicky Butt, David Beckham e Paul Scholes (Teddy Sheringham); Ryan Giggs; Dwight York (Solskjaer /Andy Cole). Técnico: Sir Alex Ferfuson
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Estamos chegando no auge da série #esquadroesinvenciveis e agora vou contar a história de um dos 15 melhores times que já existiram. Tudo começou em 1986, quando um tal de Alex Ferguson chegou ao Old Trafford. Mais tarde em 95, o Manchester escolheu por vender três dos seus mais importantes atletas, Mark Hughes, Paul Ince e Andrei Kanchelskis, mas o que mais chamou a atenção de todos foi o que veio a seguir. Ferguson resolveu promover vários garotos das divisões de base dos Red Devils, garotos que haviam sido campeões da Copa da Inglaterra de juniores da última temporada e que haviam jogado em algumas partidas do time principal. Na estreia o Manchester perdeu e um dos comentaristas de uma TV britânica chegou a comentar que Ferguson tinha escolhido errado e que jamais ganharia alguma coisa com “crianças” em seu time. Deu no que deu. Depois de alguns anos, Ferguson seria pai de um dos mais inacreditáveis times de futebol já montados na história, um time que raramente perdia e que venceu todos os principais torneios disputados na mesma temporada (feito inédito até então na terra da rainha). Na verdade, em 1996 tudo começou com o retorno de Eric Cantona e só foi terminar lá em 2001 na contratação de Veron por 28 milhões de Libras. Nesse meio tempo grandes jogadores vieram e foram embora, como exemplo: Peter Schmeichel, Jaap Stam e Dwight Yorke. Agora, o que realmente era uma constante no time de Ferguson? Sua formação preferida 4-4-2 e os jogadores que compunham o meio-campo: Beckham, Giggs, Scholes e Keane. Esses 5 atletas juntos, entregavam liderança, ritmo, movimentação, drible, visão, marcação e contra-ataque, ou seja, formavam uma CONTINUA..

Alemanha Ocidental 1970 – 1976 Parte Final

CONTINUAÇÃO….Quem ganhou enorme destaque e foi um dos principais responsáveis pelo sucesso da seleção alemã nesse período foi Sepp Maier. O cara é simplesmente o maior goleiro que a Alemanha já teve e facilmente um dos 10 melhores que já existiram até hoje. Eu já contei bastante sobre ele quando fiz sua biografia aqui na página, mas para aqueles que não leram, não custa nada repetir que seu apelido era “gato”, uma vez que suas pernas eram levemente curvadas e seus reflexos estavam bem acima da média. De 1965 até 1979, Sepp colecionou os principais e mais importantes títulos do futebol, seja vestindo a camisa do Bayern de Munique, seja com a camisa da seleção alemã. Em uma lateral ficava Vogts, que jogava pelo Borussia Mönchengladbach e na outra Breitner. Também já fiz a biografia de Breitner aqui na página, mas para quem não leu, saibam que ele é um dos maiores ídolos da história do Bayern e que foi ele o responsável por empatar o jogo contra a Holanda na final da Copa de 1974. Na zaga ficavam Schwarzenbeck e Beckenbauer, fazendo uma das duplas de zagueiros mais eficientes da história do futebol. Beckenbauer dispensa apresentações por se tratar de um dos 10 maiores jogadores que já existiram em todos os tempos. Um dia vou fazer alguns posts exclusivos com a biografia completa desse mito. No meio-campo a seleção tinha Overath e Bonhof. No ataque Hölzenbein jogou de 1973 até 1978 e contribuiu muito na conquista da Copa de 1974 e no vice da Euro de 1976, depois acabou brilhando no Frankfurt. Por fim, mas não menos importante, Müller era a referência lá na frente e o homem responsável por meter a bola para dentro do gol. O jogador foi um dos maiores artilheiros da história do futebol mundial e o segundo maior da história, só ultrapassado recentemente por Klose. Müller marcou 68 gols em 62 partidas pela Alemanha, um número simplesmente absurdo. O técnico desse esquadrão, responsável por anular o carrossel holandês na Copa de 74, foi Helmut Schön. Depois do título da Copa de 1974, a Alemanha só foi ficar forte novamente na década de 90, quando levou a Copa de 90 e a Eurocopa de 96. Muita sorte de quem teve o privilégio de assistir esse esquadrão jogar.

Alemanha Ocidental 1970-1976 Parte I

TIME: Seleção Alemanha Ocidental 🇩🇪
LOCAL: Berlim, Alemanha
PERÍODO: 1970-1976
CONQUISTAS: Campeã da Eurocopa de 1972 e da Copa do Mundo de 1974
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TIME BASE: Sepp Maier; Vogts, Schwarzenbeck, Beckenbauer e Breitner; Hoeneß, Bonhof e Overath; Grabowski, Gerd Müller, Hölzenbein Técnicos: Helmut Schön
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Geralmente grandes times, grandes esquadrões, acabam por conta do envelhecimento natural dos atletas, mas a seleção da Alemanha é campeã ao longo da história em se reinventar e se recompor em curtos espaços de tempo. Os jogadores que participaram da final da Copa de 1966 não participaram da Euro de 1968 (a Alemanha não se classificou). Na Copa de 1970 a seleção alemã tinha oito novos atletas em relação ao mundial de 66. Na Eurocopa de 1972, a seleção foi campeã com um esquadrão composto por 18 atletas, sendo 12 deles estreantes. Para a Copa de 1974, disputada em solo alemão, o esquadrão campeão do mundo tinha mais 8 novos rostos e para finalizar, a Alemanha da Euro de 76 (vice-campeã) mais 13 novatos. Resumindo, o país sempre foi muito forte nesse trabalho de renovação e lançamento de atletas extremamente habilidosos e completos. Coloquem em mente, que muitos desses atletas novos que entravam ano após anos, eram jogadores de alto calibre, inclusive entre eles Gerd Muller, que com apenas 24 anos de idade já tinha marcado mais de 200 gols em 235 partidas pelo Bayern de Munique. Na Copa de 1970, disputada no México, Muller marcou 10 gols em 5 jogos (incluindo um contra a Inglaterra nas quartas e um na semi-final contra a Itália). Para a Eurocopa de 1972, a seleção ainda ganhou um dos melhores laterais do mundo: Paul Breitner (já fiz a biografia completa dele aqui na página), além de 3 atletas muito técnicos e bons de passe/lançamento: Netzer, Bonhof e Heynckes. Na Copa de 1974 a Alemanha sediou o mundial justo quando o Bayern ganhava a sua primeira de três Ligas dos Campeões de forma consecutiva. Nessa Copa, a seleção alemã distribuiu melhor os gols, que foram anotados por seis jogadores diferentes. Foram 3 finais sucessivas e 2 títulos para o esquadrão de Beckenbauer, em um dos times mais fortes já montados até hoje na história do futebol.
CONTINUA…..

Independiente 1971-1975 Parte Final

CONTINUAÇÃO….A receita para o grande sucesso que esse esquadrão invencível teve, foi monopolizar a posse de bola e utilizar um estilo de jogo bem fluído, onde o time conseguia explorar bem toda a faixa do campo em seus ataques. Com um futebol dominante e com um elenco recheado de atletas talentosos, o Independiente logo ganhou o respeito de todos os outros clubes do continente e criou admiradores daquele estilo de jogo em todos os cantos da América do Sul. Hoje em dia o Independiente perdeu muita força em relação à década de 70, sua década de ouro e auge da história do clube, mas ainda sim é um time que disputa a Libertadores com bastante frequência. O último título veio em 1984, então já estão há 35 anos na fila, embora até hoje seja o clube com mais títulos continentais (sete no total). Se pensarmos que quatro destes sete títulos vieram desse esquadrão, então aí sim conseguimos compreender o peso dessa façanha. Nessas 4 Libertadores conquistadas, o clube argentino derrotou um time peruano, dois chilenos e um brasileiro nas finais. Com um timaço, o Independiente foi mais longe ainda em 1973, ao bater o grande esquadrão da Juventus no Intercontinental de 1973. Um ano antes, haviam perdido a final do mundial para o Ajax (na única exibição de Cruyff no continente). Na ida, um jogo muito duro na Argentina acabou em empate e na volta, vitória do carrossel do Ajax por 3 a 0. Em 1974 perderam o mundial para o Atlético de Madrid e em 1975, tanto Bayern de Munique quanto Leeds United, campeão e vice da UEFA Champions League, recusaram-se a disputar a competição. Esse foi, na minha avaliação, um dos 20 maiores times de futebol já montados até hoje. Um time que transformou as vitórias e conquistas continentais em algo rotineiro para seus torcedores e que também colocou o Independiente, como o maior campeão de nosso continente até os dias de hoje. Destaque final para Bochini, que é até hoje o maior ídolo da história do Independiente, que foi o camisa 10, o garçom, o jogador mais decisivo, mais imponente desse esquadrão e que é também até hoje o jogador argentino que mais vestiu a camisa do mesmo clube na história: foram mais de 700 partidas e 108 gols marcados.

Independiente 1971-1975

TIME: Independiente 🇦🇷
LOCAL: Buenos Aires, Argentina
PERÍODO: 1971-1975
CONQUISTAS: Campeão Mundial Interclubes (1973), Tetracampeão da Copa Libertadores da América (1972,1973, 1974 e 1975), Tricampeão da Copa Interamericana (72,74,75) e Campeão Argentino (1971). É o único clube da história a vencer a Libertadores 4 vezes consecutivas. .
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TIME BASE: Santoro; Commisso, López, Sá (Pastoriza) e Pavoni; Galván, Semenewicz (Raimondo) e Bochini; Balbuena, Maglioni e Bertoni. Técnicos: Pedro Dellacha (70-72/75), Humberto Maschio (73) e Roberto Ferreiro (73-74)
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Era início da década de 70 e depois de ganhar duas edições da Libertadores no meio da década de 60 (inclusive como primeiro clube argentino campeão da América do Sul), o Independiente estava novamente obcecado pela principal competição do continente. O que ninguém no planeta poderia prever, é que o colorado iria fazer novamente história ao vencer quatro edições de forma consecutiva da Libertadores (recorde que nunca foi e dificilmente será quebrado por qualquer outro clube). Apelidado de o Rei das Copas durante esse período, o clube encantava a todos e fazia qualquer apaixonado por futebol se curvar à forma com que atuavam dentro de campo. Assim como os outros esquadrões invencíveis, o Independiente também tinha um craque que se destacava mais e que roubava à cena dentro de campo: Ricardo Bochini. Para vocês terem uma ideia do impacto que esse meia causava, saibam que ele se tornou ídolo e inspiração do herói da Copa de 1986 (um dos cinco maiores jogadores que já existiram na história do futebol), Diego Maradona.
Maradona já afirmou várias vezes que na época assistia as partidas do Independiente, só para ver as belíssimas e impecáveis atuações de Bochini. O zagueiro Pancho Sa definiu bem o que era esse time na época: “Nós formamos um time que foi feito para vencer finais, baseado em uma defesa sólida como o ferro e um ataque mágico e avassalador”. O sistema tático mudou nesses 5 anos, os técnicos mudaram, até alguns jogadores mudaram, mas mesmo assim os resultados não eram alterados, ou seja, no final das contas o Independiente era simplismente imbatível na Libertadores. A receita CONTINUA…

JUVENTUS 1980 – 1986 Parte Final

#esquadroesinvenciveisCONTINUAÇÃO. O meia francês começou devagar, mas depois se tornou um monstro, inclusive conquistando 3 Bolas de Ouro de forma consecutiva e inspirando seus colegas de time a conquistarem mais três campeonatos italianos, uma Copa da Itália e uma Recopa. Em 1983 a Juventus mesmo com um timaço, acabou perdendo a decisão da Liga dos Campeões para o também fortíssimo Hamburgo de Felix Magath. O principal título continental veio dois anos depois, em 1985, quando bateram o Liverpool por 1 a 0. Naquele fatídico dia 29 de maio de 1985, além da Juve ter conquistado o título mais importante da Europa, infelizmente uma grande tragédia ocorreu: a Tragédia de Heysel (que para quem não conhece eu já contei aqui na minha página no quadro das grandes tragédias), que matou mais de 39 torcedores da Juventus e fez com que o Liverpool fosse banidos por 6 anos de competições da UEFA. A partir daquele ano o futebol inglês entraria em uma grande crise e só voltaria a despontar a partir da década de 90. Depois de conquistar a Europa, faltava conquistar o planeta e foi isso que fizeram no Mundial daquele ano ao vencerem o Argentino Juniors nos pênaltis por 4 a 2. No ano de 1985 a Juventus recebeu da UEFA, uma placa como tributo pela conquista de todas as principais competições da entidade naquela temporada. Até hoje a Juventus é o único time a ter conquistado todos os títulos continentais e intercontinentais no mesmo ano (Mundial, Liga dos Campeões, Recopa, Intertoto, Supercopa da UEFA, Copa da UEFA). Em 1986 o esquadrão chegava ao seu final e começaria um processo de enfraquecimento. Foi nesse ano que Trapattoni foi embora e foi no ano na seguinte que Platini resolveu se aposentar do futebol, para choro e muita tristeza de todos amantes do futebol. Só no início da década de 90 é que a Juventus voltaria a brilhar novamente (com Zidane e o esquadrão que já foi apresentado nesse mesmo quadro aqui na minha página). Após o declínio do time de Trapattoni, foi o Milan que passou a ser a potência na Itália e no velho continente. Ao lado de Udo Lattek, Trapattoni é o único treinador da história a ter vencido a Liga dos Campeões, a Copa da UEFA e a Recopa da UEFA.