Alemanha Ocidental 1970 – 1976 Parte Final

CONTINUAÇÃO….Quem ganhou enorme destaque e foi um dos principais responsáveis pelo sucesso da seleção alemã nesse período foi Sepp Maier. O cara é simplesmente o maior goleiro que a Alemanha já teve e facilmente um dos 10 melhores que já existiram até hoje. Eu já contei bastante sobre ele quando fiz sua biografia aqui na página, mas para aqueles que não leram, não custa nada repetir que seu apelido era “gato”, uma vez que suas pernas eram levemente curvadas e seus reflexos estavam bem acima da média. De 1965 até 1979, Sepp colecionou os principais e mais importantes títulos do futebol, seja vestindo a camisa do Bayern de Munique, seja com a camisa da seleção alemã. Em uma lateral ficava Vogts, que jogava pelo Borussia Mönchengladbach e na outra Breitner. Também já fiz a biografia de Breitner aqui na página, mas para quem não leu, saibam que ele é um dos maiores ídolos da história do Bayern e que foi ele o responsável por empatar o jogo contra a Holanda na final da Copa de 1974. Na zaga ficavam Schwarzenbeck e Beckenbauer, fazendo uma das duplas de zagueiros mais eficientes da história do futebol. Beckenbauer dispensa apresentações por se tratar de um dos 10 maiores jogadores que já existiram em todos os tempos. Um dia vou fazer alguns posts exclusivos com a biografia completa desse mito. No meio-campo a seleção tinha Overath e Bonhof. No ataque Hölzenbein jogou de 1973 até 1978 e contribuiu muito na conquista da Copa de 1974 e no vice da Euro de 1976, depois acabou brilhando no Frankfurt. Por fim, mas não menos importante, Müller era a referência lá na frente e o homem responsável por meter a bola para dentro do gol. O jogador foi um dos maiores artilheiros da história do futebol mundial e o segundo maior da história, só ultrapassado recentemente por Klose. Müller marcou 68 gols em 62 partidas pela Alemanha, um número simplesmente absurdo. O técnico desse esquadrão, responsável por anular o carrossel holandês na Copa de 74, foi Helmut Schön. Depois do título da Copa de 1974, a Alemanha só foi ficar forte novamente na década de 90, quando levou a Copa de 90 e a Eurocopa de 96. Muita sorte de quem teve o privilégio de assistir esse esquadrão jogar.

Alemanha Ocidental 1970-1976 Parte I

TIME: Seleção Alemanha Ocidental 🇩🇪
LOCAL: Berlim, Alemanha
PERÍODO: 1970-1976
CONQUISTAS: Campeã da Eurocopa de 1972 e da Copa do Mundo de 1974
.
.
TIME BASE: Sepp Maier; Vogts, Schwarzenbeck, Beckenbauer e Breitner; Hoeneß, Bonhof e Overath; Grabowski, Gerd Müller, Hölzenbein Técnicos: Helmut Schön
.
.
Geralmente grandes times, grandes esquadrões, acabam por conta do envelhecimento natural dos atletas, mas a seleção da Alemanha é campeã ao longo da história em se reinventar e se recompor em curtos espaços de tempo. Os jogadores que participaram da final da Copa de 1966 não participaram da Euro de 1968 (a Alemanha não se classificou). Na Copa de 1970 a seleção alemã tinha oito novos atletas em relação ao mundial de 66. Na Eurocopa de 1972, a seleção foi campeã com um esquadrão composto por 18 atletas, sendo 12 deles estreantes. Para a Copa de 1974, disputada em solo alemão, o esquadrão campeão do mundo tinha mais 8 novos rostos e para finalizar, a Alemanha da Euro de 76 (vice-campeã) mais 13 novatos. Resumindo, o país sempre foi muito forte nesse trabalho de renovação e lançamento de atletas extremamente habilidosos e completos. Coloquem em mente, que muitos desses atletas novos que entravam ano após anos, eram jogadores de alto calibre, inclusive entre eles Gerd Muller, que com apenas 24 anos de idade já tinha marcado mais de 200 gols em 235 partidas pelo Bayern de Munique. Na Copa de 1970, disputada no México, Muller marcou 10 gols em 5 jogos (incluindo um contra a Inglaterra nas quartas e um na semi-final contra a Itália). Para a Eurocopa de 1972, a seleção ainda ganhou um dos melhores laterais do mundo: Paul Breitner (já fiz a biografia completa dele aqui na página), além de 3 atletas muito técnicos e bons de passe/lançamento: Netzer, Bonhof e Heynckes. Na Copa de 1974 a Alemanha sediou o mundial justo quando o Bayern ganhava a sua primeira de três Ligas dos Campeões de forma consecutiva. Nessa Copa, a seleção alemã distribuiu melhor os gols, que foram anotados por seis jogadores diferentes. Foram 3 finais sucessivas e 2 títulos para o esquadrão de Beckenbauer, em um dos times mais fortes já montados até hoje na história do futebol.
CONTINUA…..

Independiente 1971-1975 Parte Final

CONTINUAÇÃO….A receita para o grande sucesso que esse esquadrão invencível teve, foi monopolizar a posse de bola e utilizar um estilo de jogo bem fluído, onde o time conseguia explorar bem toda a faixa do campo em seus ataques. Com um futebol dominante e com um elenco recheado de atletas talentosos, o Independiente logo ganhou o respeito de todos os outros clubes do continente e criou admiradores daquele estilo de jogo em todos os cantos da América do Sul. Hoje em dia o Independiente perdeu muita força em relação à década de 70, sua década de ouro e auge da história do clube, mas ainda sim é um time que disputa a Libertadores com bastante frequência. O último título veio em 1984, então já estão há 35 anos na fila, embora até hoje seja o clube com mais títulos continentais (sete no total). Se pensarmos que quatro destes sete títulos vieram desse esquadrão, então aí sim conseguimos compreender o peso dessa façanha. Nessas 4 Libertadores conquistadas, o clube argentino derrotou um time peruano, dois chilenos e um brasileiro nas finais. Com um timaço, o Independiente foi mais longe ainda em 1973, ao bater o grande esquadrão da Juventus no Intercontinental de 1973. Um ano antes, haviam perdido a final do mundial para o Ajax (na única exibição de Cruyff no continente). Na ida, um jogo muito duro na Argentina acabou em empate e na volta, vitória do carrossel do Ajax por 3 a 0. Em 1974 perderam o mundial para o Atlético de Madrid e em 1975, tanto Bayern de Munique quanto Leeds United, campeão e vice da UEFA Champions League, recusaram-se a disputar a competição. Esse foi, na minha avaliação, um dos 20 maiores times de futebol já montados até hoje. Um time que transformou as vitórias e conquistas continentais em algo rotineiro para seus torcedores e que também colocou o Independiente, como o maior campeão de nosso continente até os dias de hoje. Destaque final para Bochini, que é até hoje o maior ídolo da história do Independiente, que foi o camisa 10, o garçom, o jogador mais decisivo, mais imponente desse esquadrão e que é também até hoje o jogador argentino que mais vestiu a camisa do mesmo clube na história: foram mais de 700 partidas e 108 gols marcados.

Independiente 1971-1975

TIME: Independiente 🇦🇷
LOCAL: Buenos Aires, Argentina
PERÍODO: 1971-1975
CONQUISTAS: Campeão Mundial Interclubes (1973), Tetracampeão da Copa Libertadores da América (1972,1973, 1974 e 1975), Tricampeão da Copa Interamericana (72,74,75) e Campeão Argentino (1971). É o único clube da história a vencer a Libertadores 4 vezes consecutivas. .
.
TIME BASE: Santoro; Commisso, López, Sá (Pastoriza) e Pavoni; Galván, Semenewicz (Raimondo) e Bochini; Balbuena, Maglioni e Bertoni. Técnicos: Pedro Dellacha (70-72/75), Humberto Maschio (73) e Roberto Ferreiro (73-74)
.
.
Era início da década de 70 e depois de ganhar duas edições da Libertadores no meio da década de 60 (inclusive como primeiro clube argentino campeão da América do Sul), o Independiente estava novamente obcecado pela principal competição do continente. O que ninguém no planeta poderia prever, é que o colorado iria fazer novamente história ao vencer quatro edições de forma consecutiva da Libertadores (recorde que nunca foi e dificilmente será quebrado por qualquer outro clube). Apelidado de o Rei das Copas durante esse período, o clube encantava a todos e fazia qualquer apaixonado por futebol se curvar à forma com que atuavam dentro de campo. Assim como os outros esquadrões invencíveis, o Independiente também tinha um craque que se destacava mais e que roubava à cena dentro de campo: Ricardo Bochini. Para vocês terem uma ideia do impacto que esse meia causava, saibam que ele se tornou ídolo e inspiração do herói da Copa de 1986 (um dos cinco maiores jogadores que já existiram na história do futebol), Diego Maradona.
Maradona já afirmou várias vezes que na época assistia as partidas do Independiente, só para ver as belíssimas e impecáveis atuações de Bochini. O zagueiro Pancho Sa definiu bem o que era esse time na época: “Nós formamos um time que foi feito para vencer finais, baseado em uma defesa sólida como o ferro e um ataque mágico e avassalador”. O sistema tático mudou nesses 5 anos, os técnicos mudaram, até alguns jogadores mudaram, mas mesmo assim os resultados não eram alterados, ou seja, no final das contas o Independiente era simplismente imbatível na Libertadores. A receita CONTINUA…

JUVENTUS 1980 – 1986 Parte Final

#esquadroesinvenciveisCONTINUAÇÃO. O meia francês começou devagar, mas depois se tornou um monstro, inclusive conquistando 3 Bolas de Ouro de forma consecutiva e inspirando seus colegas de time a conquistarem mais três campeonatos italianos, uma Copa da Itália e uma Recopa. Em 1983 a Juventus mesmo com um timaço, acabou perdendo a decisão da Liga dos Campeões para o também fortíssimo Hamburgo de Felix Magath. O principal título continental veio dois anos depois, em 1985, quando bateram o Liverpool por 1 a 0. Naquele fatídico dia 29 de maio de 1985, além da Juve ter conquistado o título mais importante da Europa, infelizmente uma grande tragédia ocorreu: a Tragédia de Heysel (que para quem não conhece eu já contei aqui na minha página no quadro das grandes tragédias), que matou mais de 39 torcedores da Juventus e fez com que o Liverpool fosse banidos por 6 anos de competições da UEFA. A partir daquele ano o futebol inglês entraria em uma grande crise e só voltaria a despontar a partir da década de 90. Depois de conquistar a Europa, faltava conquistar o planeta e foi isso que fizeram no Mundial daquele ano ao vencerem o Argentino Juniors nos pênaltis por 4 a 2. No ano de 1985 a Juventus recebeu da UEFA, uma placa como tributo pela conquista de todas as principais competições da entidade naquela temporada. Até hoje a Juventus é o único time a ter conquistado todos os títulos continentais e intercontinentais no mesmo ano (Mundial, Liga dos Campeões, Recopa, Intertoto, Supercopa da UEFA, Copa da UEFA). Em 1986 o esquadrão chegava ao seu final e começaria um processo de enfraquecimento. Foi nesse ano que Trapattoni foi embora e foi no ano na seguinte que Platini resolveu se aposentar do futebol, para choro e muita tristeza de todos amantes do futebol. Só no início da década de 90 é que a Juventus voltaria a brilhar novamente (com Zidane e o esquadrão que já foi apresentado nesse mesmo quadro aqui na minha página). Após o declínio do time de Trapattoni, foi o Milan que passou a ser a potência na Itália e no velho continente. Ao lado de Udo Lattek, Trapattoni é o único treinador da história a ter vencido a Liga dos Campeões, a Copa da UEFA e a Recopa da UEFA.

JUVENTUS 1980 – 1986

TIME: Juventus 🇮🇹
LOCAL: Torino, Itália
PERÍODO: 1980-1986
CONQUISTAS: Campeã do Mundial Interclubes (1985), Campeã da Copa dos Campeões (1984-1985), Campeã da Supercopa da Uefa (1984), Campeã da Recopa Europeia (1983-1984), Tetracampeã Italiana (1980-1981, 1981-1982, 1983-1984 e 1985-1986) e Campeã da Copa da Itália (1982-1983). .
.
TIME BASE: Tacconi (Bodini/Zoff); Favero, Gentile (Caricola/Brio), Scirea e Cabrini; Briaschi (Vignola), Bonini e Tardelli; Platini, Boniek e Rossi (M. Laudrup). Técnico: Giovanni Trapattoni
.
.
Este timaço, este verdadeiro e legítimo esquadrão invencível entra para essa série especial como um dos vinte maiores que já existiram na história do futebol até hoje. A façanha mais importante dessa geração dos bianconeros, além da conquista do mundial é claro, foi sem dúvida terem se tornado o primeiro clube da Europa a vencer os três principais torneios da Uefa (Liga dos Campeões, Recopa e Copa Uefa). Esse é o segundo time da Juventus a participar da nossa série, já que o time de 1994-1997, também foi um dos maiores e melhores da história do clube italiano. Quem quiser ler a matéria, basta procurar a postagem usando a hashtag #esquadroesinvenciveis . São raros os casos dos técnicos que ganham tempo de sobra para montar um time de futebol competitivo, mais raro ainda se o clube é um dos gigantes do futebol. Giovanni Trapattoni foi um destes sortudos e teve tempo para montar três times em dez anos como treinador da Juventus. Apesar de ser indiscutível que Trapattoni foi um dos maiores treinadores que já existiram (conquistou 6 títulos domésticos e diversos títulos continentais em 6 anos), ele demorou 5 anos para fazer a montagem e todo processo de evolução de um simples time até se tornarem de fato um esquadrão invencível. Para realizar tal feito, Trapattoni confiou muito em atletas italianos que fizeram parte da espinha dorsal da seleção da Itália, campeã do mundo na Copa de 1982. Se Trapattoni foi o verdadeiro responsável por essas conquistas fora de campo, então Michel Platini foi o grande responsável pelas conquistas dentro de campo. O meia francês começou devagar, mas depois se tornou um monstro CONTINUA

HOLANDA 1974 – Parte Final

A final do mundial de 1974 envolveu duas grandes seleções, com dois times recheados de craques e jogadores de alto nível: de um lado a Laranja Mecânica de Michels, com Cruyff, Ruud Krol, Neeskens e Rensenbrink, e do outro a Alemanha com Beckenbauer, Breitner, Hoeneb e Müller. A grande verdade é que um dos principais motivos para a Holanda não vencer essa decisão, foi o fato de Cruyff não ter jogado tão bem quanto vinha jogando nas partidas daquele ano. O gênio holandês foi muito bem marcado por Berti Vogts e apesar de ter sofrido um pênalti, fazendo a Holanda abrir o placar, acabou vendo a virada alemã acontecer ao longo do restante da partida. Foi nessa Copa, que Beckenbauer levou à Alemanha ao bicampeonato e se sagrou um dos maiores jogadores de todos os tempos, no entanto a Copa de 1974 sempre será lembrada pela genialidade do sistema de jogo implantado por Michels, pela nova forma de se jogar futebol que ele havia acabado de criar, ou seja, o famoso “carrossel holandês”. Cruyff, que dispensa comentários, foi um dos 10 maiores jogadores da história do futebol e sem dúvida terá uma extensa e completa homenagem aqui em minha página mais para frente. Ele era acompanhado no ataque por Johnny Rep na direita e Rensenbrink na esquerda. Rep era um dos jogadores mais rápidos e oportunistas do time e tinha excelente entrosamento com os jogadores que vinham do Ajax. Resenbrink jogava na Bélgica e era um exímio driblador, um jogador que gostava de atormentar os defensores adversários. No meio campo e coração do carrossel, tínhamos 3 atletas: Wim Jansen, van Hanegen e Neeskens. Jansen, era mais voltado para os desarmes, mas também tinha muita qualidade quando resolvia avançar. Hanegen era muito equilibrado e um meia clássico, sabia quando acelerar o jogo e servir os atacantes e quando desacelerar, cadenciando mais a bola. Neeskens por sua vez era o meia mais avançado e em muitas ocasiões era quase um atacante, tanto que foi o artilheiro da Holanda na Copa de 1974 marcando cinco gols. Neeskens podia jogar praticamente em qualquer setor do campo e tinha excelente entrosamento com Cruyff. Destaque também para Krol, que era lateral esquerdo e capitão do time.

HOLANDA 1974 – PARTE II

CONTINUAÇÃO…que englobava craques de diversos times da Holanda (PSV, Feyenoord e Ajax principalmente). Portanto, para ficar mais claro o tamanho da importância de Rinus, pensem que ele foi o mentor de Cruyff no Barcelona de 1988-1994, que por sua vez foi o mentor de Guardiola no mesmo Barcelona de 2008-2012. O principal segredo da seleção holandesa de 1974 era a movimentação excessiva e sem precedentes, que foi implantada no sistema de jogo de Michels. Essa movimentação era realizada por jogadores com extremo talento, com destaque absoluto para Cruyff, que exercia função semelhante ao que conhecemos como falso 9. Vamos agora entrar em mais detalhes sobre como foi a campanha da Laranja Mecânica no mundial de 1974, campanha essa que lembra muito a seleção da Hungria de 1954 (que também foi uma das maiores que já existiram e que também não conquistou o mundial). Para carimbar seu passaporte e ir para a Alemanha disputar a Copa de 1974, a Holanda caiu em um grupo nas eliminatórias ao lado da Bélgica, Islândia e Noruega. No final das 6 rodadas, quatro vitórias e dois empates garantiram a seleção no mundial (a Bélgica fez o mesmo número de pontos mais com saldo de gols inferior). O grupo 3 na Copa era bem complicado: Holanda, Uruguai, Suécia e Bulgária. Depois de vencer os sul-americanos, não conseguiram sair do 0 a 0 com uma dura e fechada Suécia, mas garantiram a vaga ao golear a Bulgária por 4 a 1. Na segunda fase, a situação era ainda mais difícil: tinham Argentina, Alemanha Oriental e Brasil em seu grupo, onde só o primeiro colocado iria para a grande final. Para aqueles que comentaram na primeira parte que essa seleção não era uma das melhores que já existiram, aqui vai alguns números para refletirem mais sobre o assunto: o carrossel holandês despachou a Argentina ao vencê-los por 4 a 0, depois bateu a Alemanha Oriental por 2 a 0 e encerrou os massacres com uma terceira vitória, dessa vez em cima do Brasil também por 2 a 0. Portanto resumindo, foram 3 jogos, contra 3 países de tradição, com 8 gols marcados e nenhum sequer concedido. A seleção holandesa deixava seus adversários perdidos em campo e os deixava desorientados do começo ao fim da partida. CONTINUA

Holanda 1974

TIME: Seleção Holanda
LOCAL: Amsterdã, 🇳🇱
PERÍODO: 1974
CONQUISTAS: Nenhuma .
.
TIME BASE: Jongbloed; Suurbier, Haan, Rijsbergen, Krol; van Hanegen, Jansen, Neeskens; Rep, Cruyff e Rensenbrink. Técnico: Rinus Michels .
.
Esse é um dos esquadrões mais famosos de todos os tempos, se não o mais famoso, na história do futebol. E não, eu não estou exagerando pessoal. Estamos falando aqui do time que ficou conhecido como o “carrossel holandês” e “a laranja mecânica”. Okay, eles podem até não terem conquistado um título de expressão, mas isso não deixa de ser uma das maiores injustiças do futebol. No mundo todo a opinião de quem entende de futebol é a mesma: se existe uma seleção que merecia ter sido campeã do mundo e não foi, então essa seleção é a Holanda de 1974. E por quê essa é provavelmente a seleção mais famosa do mundo? Porque eles simplesmente revolucionaram o esporte que amamos, mudaram conceitos e moldaram o futebol mundial para sempre. Se na história passada do #esquadroesinvenciveis conhecemos tudo sobre o gênio Cruyff, que era o técnico do Barcelona (1988-1994), então agora vamos voltar no tempo e recordar a época em que o Pelé holandês ainda jogava por seu país. No começo da década de 70, o futebol holandês era a potência no continente europeu: foram diversos títulos importantes de clubes holandês em competições da UEFA, como por exemplo 4 títulos da Liga dos Campeões (3 do Ajax e 1 do Feyenoord). Se os clubes dos países baixos já demonstravam tamanha força, era fácil de se prever que uma hora essa qualidade iria despontar na seleção holandesa. Os jogadores da Holanda naquela época eram jovens, leves, rápidos, inteligentes, com incrível movimentação em campo e juntos criaram o conceito de “Futebol Total”. Um dos maiores responsáveis por fazer o carrossel holandês nascer foi Rinus Michels, técnico da Laranja Mecânica nesse período. Só um parênteses aqui, Rinus é considerado por muitos o maior técnico de futebol que já existiu até hoje, inclusive tendo ganhado o prêmio da FIFA de Melhor Treinador do Século XX. O ex-jogador e treinador do Ajax conseguiu montar um time que englobava craques de diversos times CONTINUA….

Barcelona 1988-1994 Parte Final

Com o baixinho em campo o ataque do Barcelona que já era muito forte, ficou ainda melhor e o holandês teve que começar a fazer rodizio entre Laudrup, Stoichkov, Begiristain e o brasileiro. Além de vencer o campeonato espanhol com Romário terminando na artilharia, o Barça ainda levou a Supercopa da Espanha em 1994. Infelizmente, os catalães novamente não foram felizes na campanha da Liga dos Campeões (temporada 1993/94). Mesmo com Romário e com amplo favoritismo, acabaram perdendo na grande final para o Milan. A partida aconteceu na Grécia e apesar do favoritismo estar do lado dos espanhóis, os rossoneros tinham um time sólido e bem competitivo, treinado pelo ótimo Fabio Capello. Os italianos massacraram o Dream Team e enfiaram uma sonora goleada de 4 a 0 no time de Cruyff. Foi um verdadeiro apagão. Depois desse novo vexame, o esquadrão invencível estava desfeito e o Dream Team chegava ao seu fim. Entre 1994 e 1995, as principais estrelas arrumaram as malas e foram para outros clubes (Stoichkov, Romário e Koeman entre eles). A segunda geração do Barça montada por Pep Guardiola, foi na minha opinião superior ao Dream Team de Cruyff, mas nunca será o embrião dessa maneira de jogar e de toda a magia de um dos clubes mais famosos do mundo. Esse é sem dúvida o time que mais da saudade a qualquer torcedor do Barcelona, um time que conquistou 14 campeonatos em 6 temporadas, um time que fez o Real Madrid virar coadjuvante e “sumir” de 1988 até 1994. Meu destaque vai para Zubizarreta, que foi na minha opinião um dos 50 maiores goleiros que já existiram até hoje. A muralha, jogou por mais de 120 partidas, conquistou muitos títulos de 1986 até 1994 e foi muito importante para a seleção espanhola. Outro monstro foi Koeman, que além de ser um excelente defensor, se tornou o maior zagueiro artilheiro de todos os tempos, ou seja, ele era o Pelé da zaga. Pelo Barcelon, Koeman marcou 102 gols, sendo um desses, o mais importante da história do clube (gol do primeiro título da Liga dos Campeões da história do Barcelona). Por último eu destaco o volante Pep Guardiola, que jogou de 1990 até 2001, disputando 470 partidas pelo barça. #barcelona#esquadroesinvenciveis