Benfica 1960-1964

TIME: Sport Lisboa e Benfica
LOCAL: Lisboa, Portugal 🇵🇹
PERÍODO: 1960-1964
CONQUISTAS: Bicampeão da Liga dos Campeões (1960-61 e 1961-62), Tetracampeão do Campeonato Português (1959-60, 1960-61, 1962-63 e 1963-64) e Bicampeão da Copa de Portugal (1961-62 e 1963-64)
APELIDO: O Soberano Português .
TIME BASE: Costa Pereira, Mário João, Fernando Cruz, Germano de Figueiredo e Ângelo Martins; Mário Coluna e Domiciano Cavém; Antonio Simões, José Águas (José Torres), Eusébio e Joaquim Santana (José Augusto). TÉCNICOS: Bélla Guttmann (1960-62), Fernando Riera (1962-63) e Lajos Czeizler (1963-64)
.
.
Depois de contar tudo sobre o timaço do Bayern de Munique chegou a hora de irmos até Lisboa, contar em mais detalhes sobre o incrível esquadrão invencível do Benfica. Essa é a história do maior e melhor time português já montado até hoje na história. Essa é a história do esquadrão de Eusébio, um legítimo esquadrão invencível que assombrou a Europa de 1960 até 1964. Quem não conhece e nunca ouviu as façanhas desse time histórico, irá certamente começar a respeitar bem mais a camisa e a história do Benfica, um dos maiores e mais tradicionais clubes do mundo. Vem comigo em mais um episódio de #esquadroesinvenciveis
.
.
Imaginem um treinador que pensa da seguinte forma: “Se eu sou técnico, então devo vencer, mas não vencer de qualquer modo, eu preciso que meu time de um verdadeiro espetáculo e demonstre porque valeu a pena cada centavo gasto pelos torcedores que vieram ao estádio”. Pois esse treinador existiu e seu nome era Bélla Guttmann, um húngaro que fez história ao se tornar o responsável por montar o décimo primeiro maior time da história do futebol mundial e o maior time de Portugal em 1960. Essa filosofia dele, aplicada com um sistema de jogo no 4-4-2 ou na formação 5-5 (cinco atacantes) fez as águias alcançarem quatro finais européias em 7 anos (1959-1968) vencendo as edições de 1961 e 1962. Se dominaram a Europa com facilidade imaginem o seu país: foram sete títulos do campeonato português entre 1960 and 1968. Isso sem contar mais 2 Copas de Portugal. Esse foi certamente o auge do Benfica na história e tudo isso graças a um tal de Eusébio. O sucesso do time nos dois primeiros anos fizeram o clube ganhar o apelido de “Glorioso Benfica” e o jogador escolhido para representar todas as conquistas desse esquadrão era sem dúvida Eusébio. Além de Eusébio, o jogador mais influente do time, Mario Coluna, também era de Moçambique. Conhecido por “monstro sagrado”, Coluna se tornou um meia moderno completo, um estrategista mestre com chute de perna esquerda explosivo e fatal. Por maior que Eusébio fosse, ele não conseguiu ajudar o seu clube a conquistar a Liga dos Campeões de 1963, quando o Benfica perdeu a final para o Milan de Gino Pivatelli que lesionou Coluna. Eusébio era espetacular, um jogador absolutamente fora da curva, um perna direita que mais parecia um martelo, uma técnica impecável e movimentos extremamente inteligentes com e sem as bolas nos pés. Com todo esse brilhantismo é claro que ele ganhou diversos apelidos: Pantera Negra, O Pelé da Europa e O Rei para citar alguns exemplos. Quem analisa futebol e quem teve o privilégio de assistir esse time jogar, sabe que mesmo com Eusébio e Coluna o time não teria alcançado toda essa glória se não fosse pela qualidade do goleiro Costa Pereira, ponta Joaquim Santana e atacante José Aguas. Foi utilizando a espinha dorsal desse grande time que Portugal conseguiu montar a seleção que terminaria a Copa do Mundo de 1966 em terceiro lugar. Também foi esse time que acabou com o domínio do Real Madrid, que desde 1955 conquistava todos os anos o campeonato continental recém criado (Liga dos Campeões da UEFA). Na Liga dos Campeões de 1960-61 o Benfica estreou contra o Hearts da Escócia e venceu o Ujpest da Hungria na segunda fase. Nas quartas de final venceu o AGF da Dinamarca e na semifinal despachou o Rapid Viena da Áustria. A final da Liga dos Campeões foi jogada na Suíça contra o Barcelona, que na época tinha grandes jogadores como por exemplo Kubala, Evaristo de Macedo e Luís Suarez. Essa foi a primeira final da Liga dos Campeões sem a presença do Real e o mundo ansiava para saber se o título permaneceria na Espanha ou se iria para um clube de outro país. Depois de 5 gols o placar final mostrava 3 para o Benfica e 2 para o Barça. Com a vitória o título europeu finalmente deixava a Espanha e agora era português, era do Benfica. Esse importantíssimo título era reflexo do amplo domínio do clube no campeonato português das últimas temporadas e também do primoroso trabalho do técnico Béla Guttmann. Durante todas essas temporadas o Benfica literalmente não se importava em tomar gols, isso graças ao seu imenso poderio ofensivo e a facilidade que os atacantes tinham em marcar gols, tanto que na conquista do velho continente o artilheiro da competição foi José Águas com 11 gols. Agora que o título europeu estava na mão o objetivo era o Mundial. O adversário? Os uruguaios do Peñarol. Na época o Uruguai era uma verdadeira potência e os atuais vice-campeões do mundo. No jogo de ida em Portugal vitória dos mandantes por 1 a 0 e na volta um verdadeiro massacre imposto pelos sul-americanos: 5 a 0. Na 3 partida, também realizada no Uruguai nova vitória do Penarol por 2 a 1. A derrota doeu bastante, mas não abalou o time por muito tempo. A resposta veio com novas conquistas na temporada seguinte. Só um detalhe importante: por conta de burocracia referente a sua contratação, Eusébio não disputou a maior parte das partidas nessa temporada, inclusive só tendo atuado na terceira e decisiva partida da decisão da Champions. Na Liga dos Campeões seguinte o Benfica estreou contra o Áustria Vienna nas oitavas e tomou um grande susto quando perderam por 3 a 1 para o Nuremberg no jogo de ida das quartas. Na volta um resultado que mostrou o tamanho do potencial desse esquadrão: 6 a 0! Na semifinal o adversário foi o Tottenham e o clube conseguiu alcançar sua segunda final de Champions seguida. A final seria contra ninguém menos que o Real em partida a ser realizada em Amsterdã. Essa foi uma das melhores finais da competição até hoje. O Real contava com remanescentes do pentacampeonato europeu (Puskas e Di Stefano entre eles). A partida foi 5 a 3 para o Benfica que consquistava assim seu bicampeonato europeu. O treinador Guttmann com todas essas conquistas pediu um aumento, que foi prontamente negado fazendo-o abandonar o clube. Antes de ir ele proferiu: “nos próximos 100 o Benfica não voltará a ser campeão europeu”. Na verdade a frase de Guttmann acabou sendo vista como uma “maldição” jogada ao clube, uma maldição que ninguém na época levou a sério. O problema é que daquele dia até hoje o Benfica de fato nunca mais conquistou uma competição continental. Depois da frase foram oito finais mas também oito derrotas (cinco da Liga dos Campeões e três da Copa da UEFA). Em 1962 todas as atenções estavam voltadas para a disputa de mais um Mundial e dessa vez o adversário não viria do Uruguai, mas do Brasil. O Santos tinha na época um time tão forte quanto o próprio Benfica e se os portugueses contavam com Eusébio então os brasileiro tinham “só” o Pelé. O jogo de ida foi disputado em um Maracanã com público estimado em mais de 90 mil torcedores e o placar no final da partida mostrava 3 para os mandantes e 2 para os visitantes. Os portugueses estavam bem confiantes para a partida de volta no Estádio da Luz em Lisboa, tanto que os ingressos acabaram quase que instantaneamente, além dos ingressos da terceira partida já estarem prontos para comercialização (sendo que só haveria terceira partida em caso de vitória deles). Só esqueceram de combinar com o Santos. Com Pelé, Pepe, Coutinho e companhia o time da Vila não deu a menor chance para os portugueses e impuseram um ritmo de jogo inacreditável. O resultado só poderia ter sido um novo massacre e a segunda goleada em mundiais que o Benfica tomava, ou seja, um novo 5 a 2 dessa vez para o Santos. Nunca mais o Benfica disputaria o Mundial. O clube continuou seu amplo domínio em Portugal, inclusive conquistando o campeonato português de 1962-63 e também chegou mais uma vez na final da Liga dos Campeões. Essa era a terceira final seguida do principal torneio europeu para eles e deveria significar o tricampeonato europeu nessa altura, mas o adversário era o Milan e a maldição imposta por Guttmann. Resultado: mais uma derrotada dessa vez de virada. Acabava assim mais um esquadrão invencível. O time ainda fechou a série com uma campanha excepcional no campeonato português de 1963-64, quando venceram 21 vezes, empataram 4 e só perderam 1 jogo (marcando mais de 100 gols), além de terem conquistado a Copa de Portugal aplicando 6 a 2 no Porto.

BAYERN DE MUNIQUE 1972-1976

TIME: Bayern de Munique
LOCAL: Munique, Alemanha 🇩🇪
PERÍODO: 1972-1976
CONQUISTAS: Tricampeão da Liga dos Campeões (73-74;74-75;75,76), Campeão Mundial Interclubes (76) e Tricampeão Alemão (71-72;72-73;73-74)
APELIDO: Os Bávaros .
.
TIME BASE: Sepp Maier; Johnny Hansen, Schwarzenbeck, Beckenbauer, Paul Breitner (Udo Horsmann); Franz Roth, Jupp Kapellmann, Bernd Dürnberger; Karl-Heinz Rummenigge, Gerd Müller e Uli Hoeness. Téc. Udo Latek e Dettmar Cramer
.
.
Depois de contar tudo sobre um dos maiores times que a Itália já formou e de aprendermos sobre o estrago que “O Grande Torino” fez na Europa, chegou a hora de entrarmos em mais detalhes sobre o incrível esquadrão invencível do Bayern de Munich. Essa é a história de um dos três maiores times que a Alemanha já produziu em sua história, chegou a vez do Bayern ganhar seu espaço na série #esquadroesinvenciveis
.
.
Se um único time, se um único elenco pode criar um clube inteiro e fazer ele entrar para a história e ser conhecido por todos, então os jogadores do Bayern de Munique do inicio da década de 70 fundaram o império “Bayern” que existe até hoje na Alemanha. Quando Franz Beckenbauer e Sepp Maier, ambos ainda bem jovens, se juntaram as divisões de base em 1959, o Bayern não era nem o maior clube da própria cidade (era o 1860 Munich). Por isso, não preciso nem dizer que ele não frequentava a Bundesliga quando ela foi fundada em 1963. Na verdade, o fato deles não disputarem a liga alemã colaborou bastante para que o time de jovens atletas tivessem tempo de amadurecer seu futebol fora dos holofotes. Em 1964 um jovem atacante com o nome de Gerd Muller assinou com o Bayern, porque não conseguia acreditar que iria ter espaço no estrelado 1860 Munique. No final da sua primeira temporada, o Bayern já havia sido promovido e a partir daquele ponto não havia limites para o clube alemão, que começou a ganhar de todos que apareciam em seu caminho. Em 1967 o Bayern ganhou seu primeiro título europeu (Taça das Taças) em cima do Rangers, com a garotada (que depois ganharia reforços importantes como Paul Breitner e Uli Hoeness) que ficaria junta pelos próximos dez anos. Juntos esses jogadores transformaram o ato de levantar troféus em um hábito. Surpreendentemente esse timaço não dominou a Bundesliga o tempo todo, mas sempre achou uma forma de conquistar os torneios continentais, além de ter formado a espinha dorsal da vencedora seleção da Alemanha ocidental. Em 1977 Franz Beckenbauer deixou o clube e foi se juntar ao New York Cosmos, e aí a história desse grande esquadrão invencível terminou. É claro que existiram outros grandes times do Bayern depois disso, mas essa foi a geração que começou tudo. Muitos até hoje, eu sou um deles, consideram esse o melhor time do Bayern já montado, principalmente pelo fato de terem conquistado três títulos europeus consecutivos. É claro que ultimamente quem deu as cartas no futebol alemão foi o Bayern de Manuel Neuer, Arjen Robben, Frank Ribery, Bastian Schweinsteiger e Philipp Lahm, mas acreditem em mim quando digo que esse time montado a cerca de 40 anos atrás era bem melhor. Se até hoje o Bayern está no rol dos maiores clubes da Europa e do Mundo, então é graças a Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Paul Breitner, Karl-Heinz Rummenigge e Gerd Müller. O grande diferencial desse timaço para qualquer outro nesse período era a consistência, a regularidade no padrão de jogo que apresentavam. O defesa era muito sólida e dificilmente levava gols, ao mesmo tempo em que o meio-campo e o ataque eram uma perfeita máquina de marcar gols. Um dos pontos mais interessantes desse esquadrão invencível, é que boa parte dos atletas titulares eram provenientes das divisões de base do clube bávaro. Antes de vencer a Bundesliga em 1972/1973, o Bayern só havia conquistado o campeonato alemão em duas ocasiões e precisava se firmar em seu país antes de sair tentando conquistar o continente. Em 34 partidas o clube só soube o que era perder em três ocasiões e chegou a marcar 101 gols contra apenas 38 tomados, inclusive aplicando a maior goleada em cima do Borussia Dortmund (11 a 1), jogando em casa. Visando receber a Copa de 1974, o Bayern inaugurava seu novo estádio (Estádio Olímpico de Munique) naquela temporada e se preparava para jogar a Liga dos Campeões da temporada seguinte. As coisas não deram certo no torneio continental e os alemães acabaram eliminados pelo Ajax, que se sagrava tricampeão europeu. Depois de conquistar o bicampeonato alemão em 1972/1973, com 25 vitórias e apenas 5 derrotas em 34 partidas, o Bayern estava de volta à Liga dos Campeões na temporada seguinte. Depois de passarem pelo Åtvidabergs da Suécia, o Dynamo Dresden da Alemanha Oriental, o CSKA Sofia na quartas e o Újpest da Hungria na semi, o Bayern finalmente estava na final do campeonato de clubes mais importante da Europa. A final foi contra o Atlético de Madrid e o Bayern conquistou seu primeiro título europeu. O clube bávaro recusou participar do Interclubes de 1974 e repetiu excelente performance na próxima edição da Liga dos Campeões. Depois de eliminar o Magdeburg da Alemanha Oriental, o Ararat Yerevan da União Soviética e o Saint-Éttiene da França na semi, mais uma vez se encontravam na final. A conquista do bicampeonato veio em cima do Leeds United, em um dos jogos mais polêmicos da história da competição, devido a violência aplicada pelo clube inglês e a um lance onde o juiz anulou um gol do time inglês após conversar com Beckenbauer. Assim como já havia ocorrido em 1974, o clube manteve a opção de se recusar a disputar o Mundial. No tricampeonato o título veio em cima dos franceses do Saint-Éttiene, em jogo disputado na Escócia. O Bayern igualava assim o tricampeonato que o Ajax tinha acabado de conquistar e se firmava como um dos gigantes do velho continente. Quando decidiu finalmente disputar o Interclubes, o Bayern finalmente se sagrou campeão do mundo ao bater o Cruzeiro: na ida 2 a 0 e na volta, em pleno mineirão com 120 mil torcedores, empate sem gols garantiram a façanha do time de Beckenbauer, que estava de saída. Em 1977 o craque alemão decidiu oficializar sua transferência para o New York Cosmos (sim, o mesmo clube que Pelé foi jogar) e esse fato culminou no término desse esquadrão invencível. Até hoje esse é considerado o maior time que o Bayern já montou em toda sua história e sem dúvida um dos 12 maiores já montados em toda história do futebol mundial. Um clube que se dava ao luxo de não participar de mundiais e que ganhou 3 títulos continentais com facilidade.

Torino Football Club 1942-1949 Parte I,II e Parte Final

TIME: Torino Football Club
LOCAL: Turim, Itália 🇮🇹
PERÍODO: 1942-1949
CONQUISTAS: Pentacampeão italiano de forma consecutiva (1942-43, 1945-46, 1946-47, 1947-48 e 1948-49) Campeão da Copa da Itália 1942-43
APELIDO: O Touro Indomável .
.
TIME BASE: Bacigalupo; Ballarin, Maroso; Grezar, Rigamonti, Castigliano; Loik, Mazzola; Menti, Gabetto, Ossola. Técs.: András Kuttik, Luigi Ferrero, Mario Sperone, Roberto Copernico, Leslie Lievesley e Ernest Erbstein.
.
.
Depois de contar tudo sobre o acidente de Superga, chegou a hora de entrarmos em mais detalhes sobre o incrível esquadrão invencível do Torino. Essa é a história de um dos três maiores times que a Itália já produziu em sua história, chegou a vez do Torino FC ganhar seu espaço na série #esquadroesinvenciveis
.
.
Começo dizendo que na minha opinião só existiram na história do futebol doze times mais competentes que o Torino de 1942-1949. Infelizmente o final da história desse fantástico esquadrão invencível foi muito trágica, mas estou aqui apenas para contar a parte boa da história. Aproveito o momento, para dizer à aqueles que quiserem ler e saber literalmente cada detalhe sobre o acidente de Superga, que procurem no meu feed pelo primeiro episódio da série que eu estou fazendo sobre tragédias aéreas envolvendo times de futebol. Em sete anos esse esquadrão do Torino foi simplesmente imbatível na Itália e por isso se tornou basicamente a espinha dorsal da seleção italiana daquele período. O acidente aéreo do dia 6 de maio de 1949 jamais será esquecido pelos torcedores do Torino e todos aqueles que morreram na tragédia estão no hall dos maiores atletas que já vestiram a camisa do clube de Turim. Muitos especialistas afirmam que se o acidente não tivesse ocorrido, esse muito provavelmente teria sido o maior time de futebol que já existiu na história do futebol italiano. Como as temporadas de 1943/1944 e 1944/1945 nunca ocorreram por conta da II Guerra Mundial, o Torino foi considerado pentacampeão italiano de forma consecutiva, além de ter levado o título da Copa da Itália em 1942/1943. Para aqueles que acham que eu estou exagerando quando aponto que esse foi o décimo terceiro maior time já montado, saibam que em cinco temporadas esse time obteve o registro impressionante de 483 gols anotados contra 165 sofridos. Era a coisa mais comum do mundo: o Torino jogava contra grandes times italianos da época fora de seus domínios e voltava para Turim com expressivas goleadas aplicadas como visitante. Em um ano por exemplo, o time aplicou uma sonora goleada de 7 a 0 na Roma em plena capital italiana e ao invés da torcida adversária se retirar do estádio vaiando seu time, acabou se levantando e ovacionando o time do Torino. O fato é inquestionável: qualquer clube italiano desse período morria de medo de ter quer enfrentar o Torino. O time era tão monstruoso que acabou virando a seleção italiana, tanto que como maior exemplo disso, no ano de 1947 a Itália realizou um amistoso contra a Hungria e o técnico Vittorio Pozzo colocou 10 atletas do Torino no time titular, só deixando o goleiro de fora (exatamente para não escalar o time inteiro deles). Uma curiosidade sobre o acidente de Superga que eu esqueci de contar na série sobre as tragédias: ele jamais teria ocorrido se o time do Torino não fosse tão espetacular, isso porque o clube só viajou para Lisboa por ter sido declarado campeão italiano matematicamente com 4 rodadas de antecedência. Quando o Torino sobrou em campo na temporada 1942/43 e ganhou o campeonato Italiano, muitos acharam que isso iria ficar por isso mesmo, já que a Segunda Guerra tinha estourado e o haveria uma pausa na competição. Porém quando a guerra terminou, para surpresa de muitos, o Torino na verdade tinha voltado mais forte ainda (tanto que conquistou mais 4 títulos consecutivos do Campeonato Italiano). Outra ponto importante que vale muito a pena destacar, é que esse esquadrão só não venceu mais porque a guerra não deixou, porque nao existiam competições continentais e porque o acidente ocorreu, ou seja, é como eu disse anteriormente, esse time poderia estar facilmente entre os top 5 da história do futebol. Dentre todas as fantásticas temporadas desse esquadrão, eu certamente destaco a de 1947/48. Naquela ocasião a campanha foi de 29 vitórias, 7 empates e apenas 4 derrotas em 40 jogos, além de 125 gols marcados e apenas 33 sofridos. Nessa mesma temporada o clube ainda bateu 7 recordes que demorariam bastante para serem alcançados. Depois do acidente de Superga, o Torino foi decretado campeão e a equipe da base do clube jogou as últimas quatro rodada do Campeonato Italiano de 1948/1949. Para demonstrar a força do Torino, o time venceu as quatro últimas partidas (contra Genova, Palermo, Sampdoria e Fiorentina), contra adversários que também utilizaram jogadores da base. É claro que depois disso o Torino nunca mais foi o mesmo, mas mais do que isso, a Itália demorou muito tempo para ter um time tão grandioso como esse ser formado (me refiro ao Milan de 1987 a 1991). Se essa tragédia terrível não tivesse ocorrido, seria espetacular assistir as partidas do Torino contra o fortíssimo Real Madrid de Puskas e Di Stéfano. Vamos agora conhecer um pouco mais sobre os membros do Grande Torino que faleceram na tragédia: (não esqueçam que eu vou contar tudo sobre cada um deles, ao longo das biografias de jogadores que faço ocasionalmente). Começando sempre pelo jovem goleiro de 25 anos Valerio Bacigalupo, que atuou por mais de 135 partidas e foi inclusive convocado para defender a seleção italiana em cinco oportunidades. Na defesa a dupla de zaga Aldo Ballarin e Virgílio Maroso era responsável por boa parte do paredão. Aldo jogou por quase 150 partidas, enquanto Maroso jogou por 103 partidas e também defendia a seleção italiana. No meio campo os responsáveis pela construção de jogo ficava a cargo de Grezar e Castigliano. Na frente deles ficavam Loik e Mazzola, que atuavam mais como meias mais ofensivos, sendo responsáveis pela criatividade do trio de ataque. Por falar em ataque, não havia nada mais mortal que a combinação ponta Franco Ossola (esquerda), Romeo Menti (direita) e o artilheiro e matador Gugliemo Gabetto. O destaque e melhor jogador do time era o capitão Valentino Mazzola, que é até hoje um dos maiores jogadores que a Itália já produziu. Nesse período o Torino teve diversos treinadores e não teve um que tenha se destacado mais. Muitos acreditam que a Itália teria de fato vencido a Copa do Mundo de 1950 caso o acidente aéreo não tivesse ocorrido. #torinofc

CELTIC 1965-1974

TIME: The Celtic Football Club
LOCAL: Glasgow, Escócia 🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿
PERÍODO: 1965-1974
CONQUISTAS: Campeão da Liga dos Campeões 1966-67, sendo o primeiro clube britânico a conseguir tal feito, eneacampeão (9 vezes) consecutivo do campeonato escocês, 6 vezes campeão da Copa da Escócia e 6 vezes campeão da Copa da Liga Escocesa
.
.
TIME BASE: Simpson (Evan Willians); Jim Craig, Billy McNeill, John Clark e Tommy Gemmell; Bobby Murdoch, Bertie Auld; Jimmy Johnstone, Stevie Chalmers, Willie Wallace, Bobby Lennox. Técnico: Jock Stein .
.
Depois de contar sobre o maior time que o Manchester United já produziu em sua história, chegou a vez de um clube escocês ganhar seu espaço na série #esquadroesinvenciveis .
.
Na minha opinião, esse time está entre os 15 melhores já montados até hoje na história do futebol. Além de ter conquistado uma quantidade inimaginável de títulos em uma década, esse também foi o primeiro time da ilha britânica a se tornar campeão europeu. Isso mesmo. Não foi Manchester, não foi Liverpool e nem qualquer outro clube inglês. O primeiro campeão britânico da Liga dos Campeões era um clube simples, humilde, sem muitas pretensões e com alguns jogadores que sequer tinham todos os dentes. Por outro lado, era um clube com todos seus principais jogadores tendo nascido nos arredores de Glasgow, um clube muito aguerrido, muito unido, onde os atletas se viam como “irmãos”. Na época, antes do título europeu, o custo do time todo não passava de 42 mil libras. Os “Leões de Lisboa”, como ficaram conhecidos após vencerem a Internazionale em Portugal, devem ser prestigiados e homenageados por muito mais que a conquista continental. Naquela época, o futebol escocês era muito mais competitivo do que nas últimas décadas, tanto que quando o treinador escocês Jock Stein assumiu o cargo de técnico em 1965, o Celtic não vencia o campeonato fazia doze temporadas (Aberdeen, Hearts, Dundee, Kilmarnock e o Rangers dividiram a glória nesse período) e só tinha alcançado o feito duas vezes desde 1938. Não apenas Stein (um tipo de predecessor de Sir Alex Ferguson) foi o responsável por ter montado um dos maiores times de todos os tempos, como realizou um dos maiores feitos da história dos esportes, ao conquistar nove títulos do campeonato escocês de forma consecutiva. O comandante Stein, costumava encorajar seus atletas sempre lembrando eles, de que eram muito mais fortes como um time, do que individualmente. O futebol que o Celtic desempenhou nesses 9 anos foi extremamente ofensivo e dava a impressão de que a cada nova partida os jogadores atuavam como se não houvesse amanhã, como se aquela fosse a última partida da vida deles. Criando um clima descontraído, sem nenhum tipo de pressão e bastante familiar, o time funcionava do goleiro até o atacante com a precisão de um relógio suíço. Era impressionante. Começaram a entender agora porque Stein se tornou a inspiração de Sir Alex Ferguson? Stein não era apenas um mestre das táticas, mas um treinador que sabia o peso e a importância da parte psicológica dentro futebol. Com os resultados obtidos, John se tornou um dos maiores treinadores da história e imortalizou seu nome e o Celtic F.C para sempre. Uma curiosidade sobre Stein, é que ele era um protestante comandando uma equipe católica. Na campanha para o título inédito da Liga dos Campeões, o Celtic deixou o FC Zurich, o Nantes, o Vojvodina, o Dukla Praga e, por fim, a bicampeã Inter pelo caminho. Em 1970, o Celtic chegou pela segunda vez na final da competição de clubes mais importante do continente, mas dessa vez acabou sendo derrotado pelo Feyenoord da Holanda. Dificilmente o Celtic irá repetir a façanha realizada de 1965 até 1974 e dificilmente terá uma safra de jogadores como aquela, por isso vamos agora voltar no tempo e conhecer um pouco mais sobre os feitos e os principais personagens desse grande esquadrão invencível, que atropelava quem entrasse em seu caminho. No gol ficava Ronnie Simpson, que chegou ao Celtic com 34 anos e se tornou um dos maiores ídolos desse esquadrão. Ronnie trazia muita experiência, já que tinha passagens pelo Newcastle e pelo Hibernian (onde atuou com Stein, que pediu sua contratação). Apesar de seu pai ter feito carreira no rival Rangers, teve papel fundamental em vários títulos e por isso foi eleito em 2002, pela torcida, o maior goleiro da história do Celtic. No Mundial de Clubes de 1967, o rival foi o Racing e o clube argentino também estava vivendo um momento mágico. Conhecido como “Academia de Avellaneda”, o Racing tinham um elenco com jogadores extremamente talentosos e que jogavam um futebol bastante eficiente e objetivo. Na ida, em Glasgow, o Celtic venceu por 1 a 0 e na volta perdeu por 2 a 1. A decisão foi para a terceira partida (disputada em Montevideo) e o Racing venceu pelo placar mínimo, aplicando a única derrota que o Celtic sofreu no ano todo de 1967. Outro personagem muito importante, além do goleiro Simpson e do técnico Stein, foi o defensor Billy McNeill. Billy foi eleito em 2002, o maior e mais importante capitão que o Celtic já teve e confirmou o que todos já sabiam: está entre os 5 maiores ídolos da história do clube escocês. McNeill vestiu apenas a camisa do Celtic em sua carreira (forma mais de 790 partidas) e era o capitão do time na Liga dos Campeões de 1967. No meio-campo, Bobby Murdoch era o principal armador e um exímio lançador, quase sempre colocando os atacantes na boca do gol (isso quando ele mesmo não ia lá e resolvia a parada). Nessa eleição feita pelos torcedores em 2002, Jimmy Johnstone foi eleito o melhor jogador da história do Celtic (ele disputou 515 partidas e marcou 129 gols) e é até hoje um sinônimo de glórias para os torcedores. Jimmy era um ótimo matador e ao mesmo tempo um excelente driblador, fazendo inúmeras jogadas importantíssimas ao longo da trajetória desse esquadrão. Por fim, Bobby Lennox, que é o segundo maior artilheiro da história do clube escocês (são 273 gols em 571 partidas). Lennox aloprava e atormentava os defensores pelo flanco esquerdo do campo, mas não só pela sua enorme habilidade em driblar e sim por ser muito rápido, muito ágil com a bola nos pés (ele tinha uma das mais rápidas arrancadas em velocidade de toda a Europa na época). Depois de 1974, o Celtic nunca mais foi tão forte nas competições continentais, até 2003, quando quase conquistou a Copa da UEFA. Até hoje, os torcedores mais fanáticos do Celtic esperam por uma nova geração de talentos, que coloque novamente a Escócia no mapa do futebol europeu. #esquadroesinvenciveis

Manchester United 1998-1999 Parte Final

CONTINUAÇÃO. (Sim, o atual técnico do Manchester). Não preciso nem dizer que foram exatamente essas duas alterações, que fizeram com que uma reviravolta no placar ocorresse nos últimos instantes da final. Com um gol de cada um dos suplentes, após os 45 do segundo tempo, o Manchester era campeão da Europa e conquistava pela primeira vez (dentre os clubes ingleses) a tríplice coroa. Assim como Matt Busby recebeu em 1968, Ferguson também ganhou o título de Sir direto da Rainha da Inglaterra. O mundial era agora o objetivo número um dos Red Devils, principalmente porque nunca um clubes inglês havia se tornado campeão do mundo até então. A parada era duríssima, pois o adversário vinha do Brasil: o Palmeiras de Marcos, Arce, Roque Júnior, Alex, Asprilla, Paulo Nunes e Cia (Felipão era o técnico). A partida terminou 1 a 0 no Japão, após Marcos falhar em cruzamento de Giggs (gol de Keane) e o United carimbava assim, seu esquadrão invencível como um dos 15 maiores que já existiram. Naquela temporada 1998-1999, ganhar do time de Ferguson era quase missão impossível. Depois, o time começou a perder força e só voltaria a conquistar a Europa nove anos depois. A maior contribuição desse #esquadroesinvenciveis durante a fase de 1995 até 2001, foi colocar o Manchester United no topo da lista dos mais ricos e famosos clubes de futebol do mundo. Das 63 partidas na temporada, o Manchester só perdeu 5 delas, ou seja, literalmente foi quase um Esquadrão Invencível. Mais para frente vou contar a biografia completa de cada um dos membros desse esquadrão, inclusive do criador dele (Sir Alex Ferguson). O destaque final vai para Schmeichel e Giggs. Peter Schmeichel, era o goleiro dinamarquês que não deixava nada passar e na minha opinião foi o maior goleiro da história do Manchester até hoje. No meio-campo, Ryan Giggs, ou “Mago Galês” como ficou conhecido, dominava aquele setor de campo e se mostrou ser um jogador totalmente diferenciado e fora da curva. Ele era o verdadeiro maestro desse esquadrão e muitas vezes o responsável pelos principais gols e assistências nas partidas mais decisivas. Até hoje Giggs é o jogador com mais partidas disputadas vestindo a camisa do Manchester United.

Manchester United 1998-1999 Parte II

CONTINUAÇÃO…formavam um grupo sólido tanto para defesa, quanto para o ataque. De 1995 até 2001, o Manchester venceu 5 títulos do campeonato inglês em 6 temporadas disputadas, além de conquistar a tríplice coroa em 1998-99 e o mundial de 1999. É indiscutível que essa geração de garotos de ouro do United, é até hoje a leva mais talentosa já extraída das divisões de base do clube inglês. Na época em que Ferguson decidiu carregar toda responsabilidade, sobre a promoção dos garotos para o time principal, foi recebido com muitas críticas da imprensa e questionamentos. A maioria deles era voltada para o fato de ser grande o número de jovens que subiam para o time principal e que não evoluíam como o esperado, principalmente em um clube do peso do Manchester. Só que os garotos que mencionei na primeira parte, junto de atletas mais experientes como Schmeichel e Irwin, simplesmente não sucumbiram a toda essa pressão e mostram ao mundo o verdadeiro potencial de cada um dentro desse grupo. Um fato importante na história dessas conquistas do Manchester, é que desde 1985 que um clube inglês não sabia o que era vencer a principal competição do continente. Como se isso não bastasse, nenhum clube inglês havia sido campeão do mundo até então e muito menos vencido a tríplice coroa, portanto o #esquadroesinvenciveis de Ferguson entrou para a história ao se tornar o primeiro em ambos os quesitos. A Copa da Inglaterra foi vencida em cima do Newcastle (do matador Alan Shearer), o campeonato inglês foi vencido em cima do Arsenal (por um ponto a mais) e a Liga dos Campeões foi vencida em cima do Bayern de Munique (em um dos jogos mais dramáticos da história da competição). A final foi em Barcelona, para um público de mais 90 mil pessoas, os alemães já buscavam seu quarto título europeu e ainda contavam com uma verdadeira seleção: Kahn, Matthäus, Babbel, Linke, Kuffour, Tarnat, Effenberg, Jeremies, Basler, Jancker e Zickler. Até os 22 minutos do segundo tempo o placar seguia 1 a 0 para o Bayern, mas aí Ferguson resolveu que era hora de ligar o modo “ultra-ofensivo”: ele trocou o sueco Blomqvist por Teddy Sheringham e aos 36 minutos trocou Cole por Solskjaer (sim o atual técnico CONTINUA

Manchester United 1998-1999 Parte I

TIME: Manchester United 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
LOCAL: Manchester, Inglaterra
PERÍODO: 1998-1999
CONQUISTAS: Primeiro time da história da Inglaterra a conquistar o Campeonato Inglês, Liga dos Campeões e FA Cup na mesma temporada (1998-1999). Primeiro time da Inglaterra a ser campeão do mundo (1999). .
.
TIME BASE: Schmeichel (Bosnich); Gary Neville, Johnsen, Stam e Irwin (Silvestre); Roy Keane, Nicky Butt, David Beckham e Paul Scholes (Teddy Sheringham); Ryan Giggs; Dwight York (Solskjaer /Andy Cole). Técnico: Sir Alex Ferfuson
.
.
Estamos chegando no auge da série #esquadroesinvenciveis e agora vou contar a história de um dos 15 melhores times que já existiram. Tudo começou em 1986, quando um tal de Alex Ferguson chegou ao Old Trafford. Mais tarde em 95, o Manchester escolheu por vender três dos seus mais importantes atletas, Mark Hughes, Paul Ince e Andrei Kanchelskis, mas o que mais chamou a atenção de todos foi o que veio a seguir. Ferguson resolveu promover vários garotos das divisões de base dos Red Devils, garotos que haviam sido campeões da Copa da Inglaterra de juniores da última temporada e que haviam jogado em algumas partidas do time principal. Na estreia o Manchester perdeu e um dos comentaristas de uma TV britânica chegou a comentar que Ferguson tinha escolhido errado e que jamais ganharia alguma coisa com “crianças” em seu time. Deu no que deu. Depois de alguns anos, Ferguson seria pai de um dos mais inacreditáveis times de futebol já montados na história, um time que raramente perdia e que venceu todos os principais torneios disputados na mesma temporada (feito inédito até então na terra da rainha). Na verdade, em 1996 tudo começou com o retorno de Eric Cantona e só foi terminar lá em 2001 na contratação de Veron por 28 milhões de Libras. Nesse meio tempo grandes jogadores vieram e foram embora, como exemplo: Peter Schmeichel, Jaap Stam e Dwight Yorke. Agora, o que realmente era uma constante no time de Ferguson? Sua formação preferida 4-4-2 e os jogadores que compunham o meio-campo: Beckham, Giggs, Scholes e Keane. Esses 5 atletas juntos, entregavam liderança, ritmo, movimentação, drible, visão, marcação e contra-ataque, ou seja, formavam uma CONTINUA..

Alemanha Ocidental 1970 – 1976 Parte Final

CONTINUAÇÃO….Quem ganhou enorme destaque e foi um dos principais responsáveis pelo sucesso da seleção alemã nesse período foi Sepp Maier. O cara é simplesmente o maior goleiro que a Alemanha já teve e facilmente um dos 10 melhores que já existiram até hoje. Eu já contei bastante sobre ele quando fiz sua biografia aqui na página, mas para aqueles que não leram, não custa nada repetir que seu apelido era “gato”, uma vez que suas pernas eram levemente curvadas e seus reflexos estavam bem acima da média. De 1965 até 1979, Sepp colecionou os principais e mais importantes títulos do futebol, seja vestindo a camisa do Bayern de Munique, seja com a camisa da seleção alemã. Em uma lateral ficava Vogts, que jogava pelo Borussia Mönchengladbach e na outra Breitner. Também já fiz a biografia de Breitner aqui na página, mas para quem não leu, saibam que ele é um dos maiores ídolos da história do Bayern e que foi ele o responsável por empatar o jogo contra a Holanda na final da Copa de 1974. Na zaga ficavam Schwarzenbeck e Beckenbauer, fazendo uma das duplas de zagueiros mais eficientes da história do futebol. Beckenbauer dispensa apresentações por se tratar de um dos 10 maiores jogadores que já existiram em todos os tempos. Um dia vou fazer alguns posts exclusivos com a biografia completa desse mito. No meio-campo a seleção tinha Overath e Bonhof. No ataque Hölzenbein jogou de 1973 até 1978 e contribuiu muito na conquista da Copa de 1974 e no vice da Euro de 1976, depois acabou brilhando no Frankfurt. Por fim, mas não menos importante, Müller era a referência lá na frente e o homem responsável por meter a bola para dentro do gol. O jogador foi um dos maiores artilheiros da história do futebol mundial e o segundo maior da história, só ultrapassado recentemente por Klose. Müller marcou 68 gols em 62 partidas pela Alemanha, um número simplesmente absurdo. O técnico desse esquadrão, responsável por anular o carrossel holandês na Copa de 74, foi Helmut Schön. Depois do título da Copa de 1974, a Alemanha só foi ficar forte novamente na década de 90, quando levou a Copa de 90 e a Eurocopa de 96. Muita sorte de quem teve o privilégio de assistir esse esquadrão jogar.

Alemanha Ocidental 1970-1976 Parte I

TIME: Seleção Alemanha Ocidental 🇩🇪
LOCAL: Berlim, Alemanha
PERÍODO: 1970-1976
CONQUISTAS: Campeã da Eurocopa de 1972 e da Copa do Mundo de 1974
.
.
TIME BASE: Sepp Maier; Vogts, Schwarzenbeck, Beckenbauer e Breitner; Hoeneß, Bonhof e Overath; Grabowski, Gerd Müller, Hölzenbein Técnicos: Helmut Schön
.
.
Geralmente grandes times, grandes esquadrões, acabam por conta do envelhecimento natural dos atletas, mas a seleção da Alemanha é campeã ao longo da história em se reinventar e se recompor em curtos espaços de tempo. Os jogadores que participaram da final da Copa de 1966 não participaram da Euro de 1968 (a Alemanha não se classificou). Na Copa de 1970 a seleção alemã tinha oito novos atletas em relação ao mundial de 66. Na Eurocopa de 1972, a seleção foi campeã com um esquadrão composto por 18 atletas, sendo 12 deles estreantes. Para a Copa de 1974, disputada em solo alemão, o esquadrão campeão do mundo tinha mais 8 novos rostos e para finalizar, a Alemanha da Euro de 76 (vice-campeã) mais 13 novatos. Resumindo, o país sempre foi muito forte nesse trabalho de renovação e lançamento de atletas extremamente habilidosos e completos. Coloquem em mente, que muitos desses atletas novos que entravam ano após anos, eram jogadores de alto calibre, inclusive entre eles Gerd Muller, que com apenas 24 anos de idade já tinha marcado mais de 200 gols em 235 partidas pelo Bayern de Munique. Na Copa de 1970, disputada no México, Muller marcou 10 gols em 5 jogos (incluindo um contra a Inglaterra nas quartas e um na semi-final contra a Itália). Para a Eurocopa de 1972, a seleção ainda ganhou um dos melhores laterais do mundo: Paul Breitner (já fiz a biografia completa dele aqui na página), além de 3 atletas muito técnicos e bons de passe/lançamento: Netzer, Bonhof e Heynckes. Na Copa de 1974 a Alemanha sediou o mundial justo quando o Bayern ganhava a sua primeira de três Ligas dos Campeões de forma consecutiva. Nessa Copa, a seleção alemã distribuiu melhor os gols, que foram anotados por seis jogadores diferentes. Foram 3 finais sucessivas e 2 títulos para o esquadrão de Beckenbauer, em um dos times mais fortes já montados até hoje na história do futebol.
CONTINUA…..

Independiente 1971-1975 Parte Final

CONTINUAÇÃO….A receita para o grande sucesso que esse esquadrão invencível teve, foi monopolizar a posse de bola e utilizar um estilo de jogo bem fluído, onde o time conseguia explorar bem toda a faixa do campo em seus ataques. Com um futebol dominante e com um elenco recheado de atletas talentosos, o Independiente logo ganhou o respeito de todos os outros clubes do continente e criou admiradores daquele estilo de jogo em todos os cantos da América do Sul. Hoje em dia o Independiente perdeu muita força em relação à década de 70, sua década de ouro e auge da história do clube, mas ainda sim é um time que disputa a Libertadores com bastante frequência. O último título veio em 1984, então já estão há 35 anos na fila, embora até hoje seja o clube com mais títulos continentais (sete no total). Se pensarmos que quatro destes sete títulos vieram desse esquadrão, então aí sim conseguimos compreender o peso dessa façanha. Nessas 4 Libertadores conquistadas, o clube argentino derrotou um time peruano, dois chilenos e um brasileiro nas finais. Com um timaço, o Independiente foi mais longe ainda em 1973, ao bater o grande esquadrão da Juventus no Intercontinental de 1973. Um ano antes, haviam perdido a final do mundial para o Ajax (na única exibição de Cruyff no continente). Na ida, um jogo muito duro na Argentina acabou em empate e na volta, vitória do carrossel do Ajax por 3 a 0. Em 1974 perderam o mundial para o Atlético de Madrid e em 1975, tanto Bayern de Munique quanto Leeds United, campeão e vice da UEFA Champions League, recusaram-se a disputar a competição. Esse foi, na minha avaliação, um dos 20 maiores times de futebol já montados até hoje. Um time que transformou as vitórias e conquistas continentais em algo rotineiro para seus torcedores e que também colocou o Independiente, como o maior campeão de nosso continente até os dias de hoje. Destaque final para Bochini, que é até hoje o maior ídolo da história do Independiente, que foi o camisa 10, o garçom, o jogador mais decisivo, mais imponente desse esquadrão e que é também até hoje o jogador argentino que mais vestiu a camisa do mesmo clube na história: foram mais de 700 partidas e 108 gols marcados.