A História do Futebol – temporada 2 – Capítulo II

Continuando a nossa viagem no tempo e nosso aprendizado sobre a história desse esporte tão perfeito, vamos abordar no capítulo 2 dessa segunda temporada de #historiadofutebolcdf um pouco sobre como foi a mudança do amadorismo para o profissionalismo. Quem está acompanhando está serie desde o começo já percebeu que o futebol foi organizado e criou forças a partir da Inglaterra, mas também já entendeu que a verdadeira origem desde esporte veio muito mais da Escócia, do que da própria Terra da Rainha. Portanto, não há muita surpresa quando digo que os primeiros profissionais do futebol eram escoceses contratados para atuar na Inglaterra. O que aconteceu foi o seguinte: por volta de 1881 os clubes de futebol do norte da Inglaterra, que eram compostos principalmente de classes mais baixas da população, começaram a pagar jogadores para poder enfrentar os clubes mais “nobres” do sul. O primeiro clube do norte a chegar na final da FA CUP foi o Blackburn Rovers em 1882, quando perderam para o Old Etonians, último clube amador a vencer a competição. Depois de muita pressão em cima da Federação Inglesa de Futebol, durante o verão de 1885, foi anunciado que a partir daquela ano estava regularizado o uso de jogadores profissionais, ou seja, jogadores pagos para jogar. A regra dizia que os clubes poderiam pagar apenas jogadores que nasceram ou viveram pelo menos 2 anos em um raio de 6 milhas da sede do clube. Existiam também outras regras, como por exemplo, uma que impedia um mesmo jogador de atuar por mais de um clube na mesma temporada, além de todos os jogadores profissionais terem que ser registrados pela F.A. O primeiro jogo feminino que se tem registro, ocorreu no dia 23 de março de 1895 e estas partidas eram populares na época, inclusive com grandes arrecadações de dinheiro. A F.A começou a implementar valores máximos de pagamento aos jogadores, que ameaçaram a entrar em greve em 1909. Só por volta de 1945, é que esta questão de valores máximos foi de fato 100% extinta da F.A, que já tinha sido bem polêmica quando proibiu o jogo entre mulheres a partir de 1921. A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL ESTAVA BATENDO NA PORTA ENTÃO CONTINUAREI A HISTÓRIA NO PRÓXIMO CAPÍTULO.

A História do Futebol – temporada 2 – Capítulo I

Para você que é novo na página ou que acabou não lendo os 4 capítulos da primeira temporada, eu recomendo que pare agora de ler aqui e vá para o link #historiadofutebolcdf dar uma lida, para só então retomar. Vamos começar essa segunda temporada com um assunto que é bem desconhecido por muitos: a política por trás da história do futebol e a origem da regulamentação do esporte. As “Leis do Jogo” ou “Regras do Futebol”, não são regulamentadas pela FIFA como a maioria pensa, mas sim pela International Football Association Board (IFAB). Essa associação é tão importante quanto a FIFA e eu aposto que muitos de vocês sequer tinham escutado falar sobre ela. A IFAB foi fundada no dia 6 de dezembro de 1883, após uma reunião feita em Manchester entre as quatro nações da Grã-Bretanha e suas respectivas associações de futebol. O encontro entre as associações da Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales definiu e padronizou as “Regras do Futebol”, que seriam utilizadas nos confrontos entre os times dos quatro países. Também foi definido, que a IFAB se reuniria de tempos em tempos para realizar fóruns e debates entre seus participantes, sempre com o objetivo de regularizar as regras do futebol na Grã-Bretanha. Foi durante este encontro de Manchester, que a primeira competição internacional envolvendo seleções, a Copa Britânica, foi criada. Desde a sua criação em 1904, a FIFA (órgão supremo do esporte) aderiu as regras do jogo criadas pela IFAB e reconhece que a jurisdição sobre as regras do esporte pertence a eles. É importante destacar que a IFAB e a FIFA são órgãos independentes, apesar da FIFA ser representante dentro do conselho da IFAB e portanto, detentora de 50% do poder nas votações. Os outros 50% são distribuídos entre as associações de futebol dos quatro países que fazem parte do Reino Unido. A IFAB é reconhecida mundialmente por ser extremamente conservadora em modificar, eliminar ou criar qualquer regra do futebol, porém caso isso seja necessário é necessário três quartos de aprovação na votação do conselho, significando que o apoio da FIFA é necessário, mas não auto-suficiente para passar uma proposta de mudança nas regras. CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO…

A História do Futebol – Capítulo IV

PARTE FINAL: Em 1871, um homem chamado Charles Alcok, que fazia parte da Associação do Futebol, influenciou bastante o esporte ao criar o torneio mais antigo do mundo: a FA Cup (Copa da Inglaterra). As regras do torneio, eram baseadas no código dos jogos internos, disputados pela universidade de Harrow. Uma dessas regras, estipulava a eliminação de um dos times no caso de derrota e essa regra foi um tremendo avanço no futebol, fazendo com que sua base de adeptos aumentasse ainda mais, além de fazer com que os espectadores também se interessasem muito mais pelo futebol. Nesse período inicial, as partidas só eram disputadas entre os times que faziam parte da Associação. Depois da criação da FA Cup o esporte deu uma bela guinada, começou a fazer muito sucesso e isso fez com quem Charles Alcok, repensasse sobre organizar um eventual jogo internacional, algo que ele era contrário até então. Em 1872, diante de um público de 4 mil pessoas, foi realizado o primeiro jogo internacional da história: disputado entre a Inglaterra e a Escócia. Naquela época, os dois países tinham maneiras diferentes na aplicação do recém criado esporte: o futebol inglês se utilizava mais das jogadas individuais e das corridas, enquanto o futebol escocês era mais técnico e funcionava em torno de passes e lançamentos de bola. O resultado da partida? Empate em 0 a 0. Porém, no resultado das duas escolas, vitória dos escoceses, já que a técnica e os passes iriam se sobressair sobre jogadas individuais, no longo prazo. Naquela época, o futebol era entretenimento para toda a classe operária e por isso em algumas partidas importantes realizadas no final do século 19, o público podia chegar a até 30 mil espectadores, número bem significativo naqueles tempos. Em breve, o futebol seria difundido para outras culturas, através de ingleses e escoceses, que viajavam para todos os quatro cantos do planeta. O interesse pelo futebol foi especial e maior, especialmente na Índia e na América do Sul, mas isso é algo para explorarmos mais na próxima temporada dessa serie. Em breve vamos continuar contando mais sobre a história do futebol e como ele chegou aqui no Brasil.

A História do Futebol – Capítulo III

CONTINUAÇÃO: e duas dessas escolas, se destacavam muito: a primeira escola, chamada Rugby, possuía regras de uma modalidade disputada que permitia aos jogadores pegar a bola com as mãos, sendo que foi dessa versão do jogo, que o Rugby nasceu. A segunda escola, chamada Eton, já acreditava em um jogo um pouco diferente e com algumas mudanças: uma delas, dizia que os jogadores tinham que movimentar a bola exclusivamente com os pés, portanto nascia ali, a modalidade do jogo que precederia o futebol moderno. O jogo na escola Rugby, ficou popularmente conhecido como ” O Jogo da Corrida” e o jogo na escola Eton, ficou conhecido como “O Jogo do Drible”. É importante ressaltar, que durante essa época na Inglaterra, o esporte era praticado em sua maioria por estudantes e filhos da nobreza inglesa. Em 1848 na famosa Universidade de Cambridge, visando a padronização das várias regras e formas do futebol, foi organizado um evento por membros de diversas escolas, que se tornou bastante significativo para a história do futebol. As “Regras de Cambridge”, como ficaram conhecidas, eram bem semelhantes as do futebol moderno, tanto que lá nessa reunião eles criaram algo parecido com a regra de impedimento atual, mas a principal delas, estabelecia que os jogadores não podiam mais tocar a bola com as mãos. Os documentos gerados ao final dessa reunião, infelizmente foram perdidos, mas existem registros das regras de 1856, as quais eram bem similares. Sem dúvida, a contribuição dos ingleses, foi vital para o avanço desse esporte e também para que sus popularidade aumentasse ainda mais. Depois do episódio de Cambridge, várias regras foram alteradas, excluídas e inseridas nos anos seguintes. Entre 1857 e 1891 foram criadas novas regras importantes, que resultaram em mudanças que acompanham o futebol até os dias atuais. Entre elas estavam: a criação do goleiro, único a poder encostar na bola com as mãos, além de tiros livres, laterais e escanteios para reposição de bola em jogo, tempo de jogo com duração de 90 minutos (criada em 1875), poste horizontal (travessão) em substituição a linha que era utilizada até então e os pênaltis para punir as faltas que ocorriam dentro da área (1891).

A História do Futebol – Capítulo II

CONTINUAÇÃO: Esta nova modalidade, era disputada entre dois times, compostos por 27 jogadores cada e o objetivo era conseguir a vitória por meio de pura violência, se necessário. Ainda na Idade Média, outro jogo chamado “Gioco del Calcio” ou “Calcio Fiorentino”, nasceu nas ruas italianas da cidade de Florença. O esporte ainda tinha aspectos violentos do Soule e contava com a participação de 27 jogadores em cada time. Era praticado em locais públicos, como praças e nas extremidades delas eram colocados dois postes paralelos, sendo o objetivo do jogo levar a bola até eles. Como muitos jogadores levavam para campo seus problemas, principalmente os causados por questões sociais tipicas daquele período, o jogo ainda permanecia bem violento. Essa versão mais violenta do esporte, já era praticada na Inglaterra, desde o século 12 em áreas rurais, estradas e envolvia socos na bola com os punhos. Era tanta violência produzida, que o resultado não poderia ter sido outro: mortes durante as partidas e a proibição dessa modalidade pelo rei Eduardo II (Inglaterra), com a prisão como forma de punição, para aqueles que descumprissem a lei. No entanto, isso não funcionou tão bem assim na prática, já que os nobres italianos em 1580 (liderados por Giovanni di Bardi), criaram uma nova versão do jogo, com regras que não permitiam o uso da violência, quando o jogo fosse praticado em praças. Eram necessários juízes (entre 8 e 12), para fazer essa nova regra valer e o futebol para os italianos, recebeu o nome de calcio. Depois de ficar proibido por alguns séculos na Inglaterra, as novas modalidades de futebol (gioco de calcio), saíram da Itália e voltaram para as ruas do país durante o século 17. Demorou muito tempo, para que as características do futebol moderno, fossem colocadas em prática. Por muito tempo, não se tinha muita distinção entre o Rugby e o Futebol, por exemplo. Haviam muitas variações, modalidades e regras diferentes em cada uma delas, com relação ao tamanho e forma da bola, número de jogadores e duração da partida, mas, isso estava para mudar. Na Inglaterra daquela época, os jogos aconteciam em sua grande maioria nas escolas públicas e duas delas CONTÍNUA….

A História do Futebol – Capítulo I

Futebol: essa palavra tem muito poder e através dessa série, iremos aprender um pouco mais sobre a história desse glorioso e magnífico esporte. Esporte esse, que é sem dúvida o mais popular do mundo e que está presente em quase todos os países. Não existe uma certeza clara e uma comprovação, sobre a real origem do futebol. Isso porque, historiadores já encontraram evidências de jogos envolvendo uma bola em diversas culturas antigas. Por se tratar de um esporte simplista, foi fácil fazer o futebol se tornar um esporte tão popular. Bastava: jogadores, traves e uma bola, para que o jogo ocorresse e isso permitia que as partidas fossem disputadas em praticamente qualquer local, terreno e a qualquer momento, mundo afora. É claro que na China de 3000 a.C, país onde muitos acreditam que o futebol se originou, seja lá o que fosse jogado, ainda não era o futebol, mas sim um tipo de protótipo desse esporte, que conquistaria o mundo no futuro e que era até então, utilizado como treino militar. Existem evidências encontradas por lá, que apontam para o uso de crânios dos inimigos decapitados, utilizados como bola. Macabro, não? Também existem registros de jogos semelhantes no Japão, porém sem a parte dos crânios. Lá, a bola era feita com fibras de bambu e o Kemari (nome do jogo), disputado entre 8 jogadores de cada lado. Mas foi na Grécia, por volta do século I a.C, que o jogo mais parecido com o futebol atual, foi criado. O nome era: Episkiros e era disputado entre 9 jogadores de cada lado, em um terreno de formato retangular e com uma bola feita de bexiga de boi, que era preenchida com areia. Em Esparta, o jogo era disputado por 15 jogadores, pois os campos eram maiores. Esse esporte, foi então assimilado pelos romanos, que estavam dominando os gregos na época e que acharam o jogo bem interessante. Só que os romanos, que apelidaram o jogo de Harpastum, fizeram algumas mudanças e transformaram o jogo em uma disputa bem mais violenta. O Soule ou Herpastum, popularizou bastante na Idade Média principalmente entre militares, que se dividiam em 2 equipes: atacantes e defensores. Nessa nova modalidade, um tipo de UFC, estava liberado: socos, chutes e golpes violentos. CONTINUA