O Futebol Feminino

O futebol feminino ainda é um tabu em diversos países do mundo. É indiscutível que a modalidade evoluiu demais após o Mundial da França, realizado e disputado em julho de 2019. O futebol feminino no Brasil, assim como acontece com os homens, sofre demais com o péssimo planejamento do calendário, só que ao mesmo tempo também enfrenta dificuldades por dispor de menos recursos financeiros. Com relação ao calendário a principal reclamação é sobre a distribuição do número de partidas disputadas ao longo do ano. Os clubes disputam partidas e campeonatos por sete meses e meio, ficando quatro meses e meio ociosos. Na parte financeira o problema segue sendo o gap gigantesco em comparação com os homens. Para entendermos melhor o tamanho desse gap vou dar um exemplo: o Campeonato Brasileiro Feminino conquistado pela Ferroviária, clube consolidado como um dos mais tradicionais do Brasil, rendeu o prêmio de R$120 mil , enquanto no masculino a premiação passou brincando a marca dos R$20 milhões. O que mais preocupa no Brasil é que nos últimos anos os valores praticados na premiação do futebol feminino não evoluem significadamente, mesmo com a inserção inédita de patrocinadores e também com a transmissão das partidas pela TV aberta (Band e Rede Vida). Apesar da cobertura televisiva, as emissoras não pagam direitos aos clubes como acontece no masculino e mesmo um clube grande como o Corinthians ainda fica no prejuízo quando se trata do seu time feminino. Nos Estados Unidos e no Canadá a modalidade feminina é mais incentivada que a categoria masculina, tanto que as americanas se tornaram a melhor seleção do mundo (4 Copas do Mundo e 4 Ouros Olímpicos). Por lá o futebol é considerado um esporte mais voltado para as mulheres, enquanto o futebol americano e o basquete são voltados aos homens. Algo que chama demais a atenção, é a média de público que encontramos nas partidas de futebol feminino, muitas vezes inclusive sendo bem maior que médias de público de times das primeiras divisões do futebol masculino no Brasil e na Europa. Por falar em futebol europeu, o Barcelona pretende investir e montar um time feminino dentro dos Estados Unidos nos próximos anos. #futebolfeminino

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