Independiente 1971-1975 Parte Final

CONTINUAÇÃO….A receita para o grande sucesso que esse esquadrão invencível teve, foi monopolizar a posse de bola e utilizar um estilo de jogo bem fluído, onde o time conseguia explorar bem toda a faixa do campo em seus ataques. Com um futebol dominante e com um elenco recheado de atletas talentosos, o Independiente logo ganhou o respeito de todos os outros clubes do continente e criou admiradores daquele estilo de jogo em todos os cantos da América do Sul. Hoje em dia o Independiente perdeu muita força em relação à década de 70, sua década de ouro e auge da história do clube, mas ainda sim é um time que disputa a Libertadores com bastante frequência. O último título veio em 1984, então já estão há 35 anos na fila, embora até hoje seja o clube com mais títulos continentais (sete no total). Se pensarmos que quatro destes sete títulos vieram desse esquadrão, então aí sim conseguimos compreender o peso dessa façanha. Nessas 4 Libertadores conquistadas, o clube argentino derrotou um time peruano, dois chilenos e um brasileiro nas finais. Com um timaço, o Independiente foi mais longe ainda em 1973, ao bater o grande esquadrão da Juventus no Intercontinental de 1973. Um ano antes, haviam perdido a final do mundial para o Ajax (na única exibição de Cruyff no continente). Na ida, um jogo muito duro na Argentina acabou em empate e na volta, vitória do carrossel do Ajax por 3 a 0. Em 1974 perderam o mundial para o Atlético de Madrid e em 1975, tanto Bayern de Munique quanto Leeds United, campeão e vice da UEFA Champions League, recusaram-se a disputar a competição. Esse foi, na minha avaliação, um dos 20 maiores times de futebol já montados até hoje. Um time que transformou as vitórias e conquistas continentais em algo rotineiro para seus torcedores e que também colocou o Independiente, como o maior campeão de nosso continente até os dias de hoje. Destaque final para Bochini, que é até hoje o maior ídolo da história do Independiente, que foi o camisa 10, o garçom, o jogador mais decisivo, mais imponente desse esquadrão e que é também até hoje o jogador argentino que mais vestiu a camisa do mesmo clube na história: foram mais de 700 partidas e 108 gols marcados.

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