O CASO ANDRÉS ESCOBAR

No dia 17 de janeiro de 2018 as autoridades da Colômbia prenderam um suposto traficante de drogas chamado Juan Santiago Gallón. Juan está diretamente ligado ao assassinato do jogador colombiano Andrés Escobar, ocorrido no ano de 1994 e foi detido na cidade de Cúcuta (cidade próxima da fronteira com a Venezuela). A investigação que levou as autoridades até Juan estão ligadas a um caso sobre tráfico de drogas para a Europa. No ano de 1995, Juan já havia sido preso pelo suposto envolvimento na morte de Andrés. Mas por quê Escobar foi assassinado? Porque ele marcou um gol contra na partida frente os EUA, válida pela segunda rodada da fase de grupos do mundial de 1994. Naquele ano a Colômbia estava com sua melhor geração da história até então: eram capitaneados por Valderrama e tinham ainda no elenco Fred Rincón e Asprilla. O grupo era relativamente fácil e apesar de perderem para a Romênia na estréia, ainda tinham grandes chances de classificação. Por isso, a derrota para os americanos significava a eliminação do país sul-americano naquele mundial. Andrés jogava na época pelo Atlético Nacional e foi morto no dia 2 de julho de 1994, ou seja, apenas dez dias após a derrota da Colômbia para a seleção americana. Logo depois que a Copa acabou, Escobar que na época tinha 27 anos, estava em seu carro no estacionamento de uma discoteca nos arredores de Medellín, quando foi hostilizado e agredido verbalmente por Juan e seu irmão Pedro. Testemunhas apontam que após a discussão, o motorista de Juan, Humberto Muñoz, disparou inúmeras vezes contra o atleta que acabou não resistindo, vindo a falecer no hospital poucas horas depois. O zagueiro foi baleado doze vezes. Existem duas teorias envolvendo os motivos que levaram Escobar a ser assassinado: a primeira diz que o crime estava relacionado a perda de dinheiro em apostas, ou seja, por conta da derrota para os EUA dez dias antes, alguns apostadores perderam muito dinheiro e a segunda indica que o crime ocorreu por conta do clima pesado e de grande violência que a Colômbia vivia na década de 90. Seu funeral foi assistido por mais de 120 mil pessoas e em 2002 a cidade de Medellín inaugurou uma estátua em honra a sua memória.

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