Estudiantes 1967-1970 Parte II

mas o principal protagonista foi o já falecido Zubeldía, que desenvolveu novos e importantes conceitos futebolísticos. O que mais chamava a atenção no Estudiantes era a solidez defensiva e a entrega, a famosa “raça”, que os meio-campistas e os atacantes davam. Tudo começou em 1965, quando o clube contratou o treinador Zubeldía para afastar de vez o risco do rebaixamento (que foi uma realidade na década de 50). Como o clube havia passado a última década alternando entre primeira e segunda divisão, a estratégia do clube acabou sendo a de apostar em jogadores baratos e também em investir pesado nas categorias de base. Em 1966 o clube não só escapou do rebaixamento como terminou o Campeonato Argentino na sétima posição. No ano seguinte, conquistaram o campeonato nacional depois de virar uma partida da semifinal, em que perdiam por 3 a 1 com um jogador a menos e de golear o Racing (atual campeão continental) por 3 a 0 fora de casa na grande final (com direto a gol de bicicleta de Verón). A filosofia do técnico Zubeldía era “defender primeiro e atacar depois” e foi com essa máxima que o clube despontou na Libertadores de 1968 como favoritos ao título. Jogando de maneira inteligente e trazendo inovações como jogadas ensaiadas, linha de impedimento e muita catimba, o Estudiantes eliminou o Racing na semifinal e teria o Palmeiras de Ademir da Guia e Tupãzinho, como adversário na grande final do torneio continental. Com cada clube vencendo em seu país, uma terceira partida foi marcada para ser disputada em campo neutro e o local escolhido foi Montevidéu, Uruguai. Com vitória em 2 a 0 o Estudiantes finalmente conquistava a América, título quem bem Boca, River e San Lorenzo haviam conquistado até então. O estilo de jogo do clube argentino foi amplamente criticado naquele ano de 1968, pois o time tinha uma postura extremamente defensiva e não jogava aquele futebol bonito que a grande maioria estava acostumada até então. Estava cada vez mais claro, que para Zubeldía o que importava era o resultado e não o espetáculo. No Mundial Interclubes o adversário seria o Manchester United das lendas Bobby Charlton, Denis Law e George Best. Esse time do Manchester era o verdadeiro……

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