Budapest Honvéd 1950-1955 Parte Final

O setor mais forte desse grande esquadrão era o ataque. Budai na ponta direita e Czibor na ponta esquerda, eram peças fundamentais na parte ofensiva do time e contribuíam demais em assistências e cruzamentos perfeitos para Balbocsay e Kocsis. Czibor inclusive teve enorme destaque no Barcelona depois que deixou o Honvéd. Por falar em Kocsis, o atacante húngaro era sinônimo de gol e sua média por partida era maior que um, ou seja, era quase certeza que independente do jogo que o Honvéd teria pela frente, Kocsis iria fazer seu gol. No total ele marcou 154 gols em 144 partidas (um número realmente absurdo) e depois assim como Czibor, acabou indo parar no Barcelona. Balbocsay fazia sua parte e não foi para outro clube, jogando sua carreira inteira como meia-atacante do Honvéd. Deixei o melhor para o final e vou contar apenas o essencial sobre Puskás, que obviamente terá toda a sua biografia contada nos mínimos detalhes aqui na página uma hora. O maior jogador da história da Hungria e um dos maiores que já existiram na história do futebol, marcou 355 gols com a camisa do Honvéd e é portanto, o maior artilheiro da história do clube. Aliás, vai ser bem difícil, para não falar impossível, dele perder essa posição. Puskás era rapido como um raio e quando dava uma de suas explosões, raramente era alcançado pelos adversários. Além disso ele era extremamente técnico como Zidane e tinha faro de gol como o Fenômeno, ou seja, um jogador mais que completo. Depois do Honvéd foi se juntar ao Real Madrid e por lá conquistou quase que de imediato os espanhóis. Ele fez uma dupla mais que mortal ao lado de Di Stéfano. Muitos de vocês devem agora entender o porquê desde 2009, a FIFA conceder ao jogador que marcar o gol mais bonito do ano, um prêmio que leva o nome desse grande jogador. No total, foram 12 anos de serviços prestados pelo clube húngaro, em mais de 340 partidas disputadas. Pelo Real ele jogou por 8 anos e pela seleção húngara jogou 84 partidas marcando 85 gols, inclusive esteve na final da Copa do Mundo de 1954 quando a Hungria foi vice-campeã. Eu só fico imaginando o tamanho da saudades que os húngaros devem ter dessa época, quando eram uma verdadeira potência no futebol.

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