Real Madrid 1983-1990 Parte IV

O Real podia ter fracassado pela segunda vez na tentativa de conquistar a Liga dos Campeões, só que na Espanha eles ainda eram invencíveis. Na temporada 88-89 eles ganharam mais uma vez tanto o campeonato espanhol, quanto a Copa do Rei, além da Supercopa da Espanha em cima do Barça. Esse era o tetracampeonato consecutivo, foram 25 vitórias, 12 empates e apenas 1 única derrota em 38 partidas. Finalmente Sánchez deixou o posto de artilheiro do espanhol e acabou ficando atrás do brazuka Baltazar, que na época jogava no Atlético de Madrid. Que eles haviam vencido tudo que podiam na Espanha e estavam no seu auge naquela temporada, disso ninguém duvidava. Todos acreditavam que a Liga dos Campeões seria finalmente conquistada novamente pelo Real em 88-89, afinal o time era estrondoso e já vinha ganhando tudo em seu país a 4 anos seguidos. Depois de passarem pelo Moss da Noruega, Górnik Zabrze da Polônia e o PSV, mais uma semifinal de Liga dos Campeões era alcançada pelos merengues. Era a terceira semifinal seguida e eles prometeram que dessa vez a história seria diferente e que chegariam na grande final. Lembra na primeira parte dessa história quando eu disse que essa era a história do terceiro esquadrão de um total de cinco? Pois é galera, o quarto esquadrão invencível daquele período era exatamente esse Milan que o Real teria pela frente. Um Milan que tinha Maldini, Costacurta, Ancelotti, Rijkaard e Van Basten. No jogo de ida realizado no Santiago Bernabeu, deu empate por 1 a 1 e na volta aconteceu um dos maiores pesadelos da história do Real Madrid até hoje: uma derrota para os rossoneros por 5 a 0. O Milan colocou os merengues na roda e simplesmente humilhou um dos maiores times que a Espanha já teve em toda sua história. Na final os italianos venceriam o Steaua Bucareste por 4 a 0. Não preciso nem dizer que sobrou para Beenhakker, imediatamente demitido após o revés. Parecia que aquele seria o fim desse glorioso time, mas não foi. Na temporada 1989-90 venceram pela quinta vez seguida o espanhol, com apenas 2 derrotas em 38 jogos e mais de 107 gols marcados (recorde na época). Não preciso nem dizer que a artilharia ficou com Sánchez mais uma vez, preciso? CONTINUA

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