Feyenoord 1968-1971 Parte II

CONTINUAÇÃO. Um dos pontos que chamam a atenção nesse time que Happel montou, é que aquela época no final da década de 60, era um momento de transição no clube. O treinador austríaco acabou tendo que montar um time que fazia uma mistura de atletas de diferentes gerações, mas que mesmo assim conseguia ser extremamente eficiente quando tinha a posse de bola. O sistema defensivo era o setor mais limitado do time, mas mesmo assim cumpria com todas as suas funções básicas. Essa “fraqueza” do sistema defensivo era compensada com o meio-campo, que era muito criativo e também com o ataque, que era excelente. No início da década de 60, o Feyernood conquistou 3 campeonatos holandeses e também chegou a semifinal da Liga dos Campeões, por isso o foco do clube para a segunda metade daquela década era conquistar a Europa e se tornar o primeiro clube holandês a conseguir tal feito. Desde 1967 sob o comando do técnico Ben Peeters, o clube de Roterdã mostrou bastante força. Já dava para saber que este time tinha tudo para ser o próximo esquadrão invencível, quando eles levaram o campeonato holandês de 1968-69 com 26 vitórias e apenas 3 derrotas em 34 jogos (inclusive com a melhor defesa da competição), além de terem conquistado a Copa da Holanda em cima do PSV. Foi em 1969 que o Feyenoord optou pela contratação de Ernst Happel, deixando Peeters no comando da divisão de base do clube. Com uma base de time sólida, graças ao bom trabalho de Peeters e jogadores muito talentosos, Happel conseguiu montar um esquadrão invencível, que sabia como e quando atacar, além de ser muito sólido na hora de defender. Como o clube definiu que a meta para a temporada seria o título europeu, acabaram ficando com o vice-campeonato nacional (o título daquele ano ficou com o rival Ajax). Happel gostava de jogar no 4-3-3 e seu clube começou a Liga dos Campeões com tudo: vitória por 12 a 2 na ida e 4 a 0 na volta contra o fraquíssimo KR Reykjavík, da Islândia. Uma humilhação para o time islandês e a maior goleada na história da competição para os holandeses. Nas oitavas de final pagariam o poderoso e super perigoso Milan, atual campeão europeu e do mundo. CONTINUA

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