Steaua Bucareste 1984-1989 Parte II

CONTINUAÇÃO….O feito deste time serviu para mostrar ao mundo, que o futebol romeno podia, sim, brigar de igual para igual com as tradicionais ligas da europa ocidental. Bom, toda história tem um começo e esta se inicia em 1984, quando o técnico Emerich Jenei, que foi jogador do Steaua nas décadas de 50 e 60, assumiu o comando da equipe. Logo no primeiro ano, conquistou o campeonato romeno, com o atacante Piturca sendo o artilheiro (19 gols) e garantindo assim, uma vaga na Champions de 85-86. A equipe era sólida, regular e literalmente, não se intimidava diante de nenhum adversário. Na principal competição européia, passou pelo Vejle da Suiça na primeira fase, depois pelo Honvéd da Hungria nas oitavas (aquele mesmo da história do Wolverhampton, contada anteriormente aqui na minha página), pelo Kuusysi da Finlândia nas quartas e pelo Anderlecht da Bélgica nas semi-finais. Até o jogo da final, eles haviam dado diversas goleadas e em todas as fases, tiveram gols marcados por Piturca. Só que a final era contra ninguém menos que o Barcelona e este seria o jogo mais importante da história do Steaua e da Romênia. No dia 7 de maio de 86, em Sevilha, os 90 minutos passaram e o placar ainda mostrava 0 a 0. No estádio Ramon Sanchez Pijuan, a divisão no número de torcedores era: 50 mil espanhóis e 20 mil romenos. O Barcelona tinha toda a responsabilidade e pressão de vencer a partida, que muitos torcedores acreditavam que seria moleza, pelo menos até a bola começar a rolar. Depois de 30 minutos de prorrogação, pênaltis. Um jogador sozinho estava para fazer história e se tornar o “Herói de Sevilha”, como seria idolatrado e apelidado pela torcida do Steaua: ele era Duckadam. O goleiro pegou 4 cobranças seguidas e deu o título ao país do leste europeu, se tornando o primeiro e único até hoje a defender 4 cobranças de pênaltis em uma decisão européia. O técnico Emerich, que ainda venceria mais 1 campeonato nacional antes de assumir a seleção romena, foi tratado como um Rei ao retornar país e mais de 30 mil pessoas estavam lá para recepcionar os campeões, parecia feriado nacional. Na próxima parte, vamos contar sobre a era invicta do clube que estava para começar.

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