Hamburgo 1981-1983 Parte Final

Vamos agora, contar um pouco sobre alguns dos personagens deste imponente time do Hamburgo, que conquistou a Europa em 1983. A começar pelo goleiro, Uli Stein, que foi reserva da seleção alemã na Copa de 82 e que levava muita segurança ao time de Ernst Happel. Até hoje, ele é considerado um dos maiores goleiros que o Hamburgo já teve e era bem polêmico dentro de campo, com um temperamento bem explosivo. Por um momento o clube chegou a ter o monstro Beckenbauer em seu elenco, porém como ele já estava em final de carreira e ainda tentava uma possível convocação para a Copa de 82, que não veio, ele acabou retornando aos Estados Unidos onde já estava jogando. O miolo da zaga, era composto por Jakobs e Hieronymus, jogadores que apesar de atuarem no sistema defensivo, eram muito habilidosos e por isso atuavam como liberos e volantes ajudando demais nas saídas de bola. Lamentavelmente, ambos encerraram suas carreiras de forma bem infeliz: Jakobs, foi tentar salvar um gol na linha, escorregou para dentro do gol e se chocou com uma parte da peça que sustentava uma das traves, ele sofreu uma gravíssima lesão na coluna e inclusive, quase perdeu seus movimentos. Hieronymus, sofreu grave lesão no joelho e rompeu vários ligamentos. Os volantes, Hartwig e Rolff, estavam quase mais para atacantes, de tanto que subiam ao ataque como elemento surpresa para marcar gols. Hartwig, foi um dos primeiros jogadores negros a atuar dentro do futebol alemão e chegou a marcar mais de 10 gols em 81-82. No meio-campo, ficava von Heesen, que jogou mais de 13 anos pelo clube alemão. Na criação de jogadas, o melhor do time, Felix Magath, que até hoje é o maior ídolo da história do Hamburgo, autor do gol da final da Champions contra a Juve e que simplismente estava em todos os cantos do campo, sempre sendo um pesadelo para qualquer sistema defensivo. No comando de ataque, Hrubesch, com 1,88m de altura e bastante força física, era um exímio goleador, excelente com a cabeça e fornecia muitas assistências a Milewski e Bastrup. Dificilmente o Hamburgo, terá condições de montar um time tão forte quanto este e sem dúvidas, resta aos fãs do clube alemão rezarem para a chegada de um novo Felix Magath.

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