A História do Futebol – temporada 2 – Capítulo I

Para você que é novo na página ou que acabou não lendo os 4 capítulos da primeira temporada, eu recomendo que pare agora de ler aqui e vá para o link #historiadofutebolcdf dar uma lida, para só então retomar. Vamos começar essa segunda temporada com um assunto que é bem desconhecido por muitos: a política por trás da história do futebol e a origem da regulamentação do esporte. As “Leis do Jogo” ou “Regras do Futebol”, não são regulamentadas pela FIFA como a maioria pensa, mas sim pela International Football Association Board (IFAB). Essa associação é tão importante quanto a FIFA e eu aposto que muitos de vocês sequer tinham escutado falar sobre ela. A IFAB foi fundada no dia 6 de dezembro de 1883, após uma reunião feita em Manchester entre as quatro nações da Grã-Bretanha e suas respectivas associações de futebol. O encontro entre as associações da Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales definiu e padronizou as “Regras do Futebol”, que seriam utilizadas nos confrontos entre os times dos quatro países. Também foi definido, que a IFAB se reuniria de tempos em tempos para realizar fóruns e debates entre seus participantes, sempre com o objetivo de regularizar as regras do futebol na Grã-Bretanha. Foi durante este encontro de Manchester, que a primeira competição internacional envolvendo seleções, a Copa Britânica, foi criada. Desde a sua criação em 1904, a FIFA (órgão supremo do esporte) aderiu as regras do jogo criadas pela IFAB e reconhece que a jurisdição sobre as regras do esporte pertence a eles. É importante destacar que a IFAB e a FIFA são órgãos independentes, apesar da FIFA ser representante dentro do conselho da IFAB e portanto, detentora de 50% do poder nas votações. Os outros 50% são distribuídos entre as associações de futebol dos quatro países que fazem parte do Reino Unido. A IFAB é reconhecida mundialmente por ser extremamente conservadora em modificar, eliminar ou criar qualquer regra do futebol, porém caso isso seja necessário é necessário três quartos de aprovação na votação do conselho, significando que o apoio da FIFA é necessário, mas não auto-suficiente para passar uma proposta de mudança nas regras. CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO…

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