Benfica 1960-1964

TIME: Sport Lisboa e Benfica
LOCAL: Lisboa, Portugal 🇵🇹
PERÍODO: 1960-1964
CONQUISTAS: Bicampeão da Liga dos Campeões (1960-61 e 1961-62), Tetracampeão do Campeonato Português (1959-60, 1960-61, 1962-63 e 1963-64) e Bicampeão da Copa de Portugal (1961-62 e 1963-64)
APELIDO: O Soberano Português .
TIME BASE: Costa Pereira, Mário João, Fernando Cruz, Germano de Figueiredo e Ângelo Martins; Mário Coluna e Domiciano Cavém; Antonio Simões, José Águas (José Torres), Eusébio e Joaquim Santana (José Augusto). TÉCNICOS: Bélla Guttmann (1960-62), Fernando Riera (1962-63) e Lajos Czeizler (1963-64)
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Depois de contar tudo sobre o timaço do Bayern de Munique chegou a hora de irmos até Lisboa, contar em mais detalhes sobre o incrível esquadrão invencível do Benfica. Essa é a história do maior e melhor time português já montado até hoje na história. Essa é a história do esquadrão de Eusébio, um legítimo esquadrão invencível que assombrou a Europa de 1960 até 1964. Quem não conhece e nunca ouviu as façanhas desse time histórico, irá certamente começar a respeitar bem mais a camisa e a história do Benfica, um dos maiores e mais tradicionais clubes do mundo. Vem comigo em mais um episódio de #esquadroesinvenciveis
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Imaginem um treinador que pensa da seguinte forma: “Se eu sou técnico, então devo vencer, mas não vencer de qualquer modo, eu preciso que meu time de um verdadeiro espetáculo e demonstre porque valeu a pena cada centavo gasto pelos torcedores que vieram ao estádio”. Pois esse treinador existiu e seu nome era Bélla Guttmann, um húngaro que fez história ao se tornar o responsável por montar o décimo primeiro maior time da história do futebol mundial e o maior time de Portugal em 1960. Essa filosofia dele, aplicada com um sistema de jogo no 4-4-2 ou na formação 5-5 (cinco atacantes) fez as águias alcançarem quatro finais européias em 7 anos (1959-1968) vencendo as edições de 1961 e 1962. Se dominaram a Europa com facilidade imaginem o seu país: foram sete títulos do campeonato português entre 1960 and 1968. Isso sem contar mais 2 Copas de Portugal. Esse foi certamente o auge do Benfica na história e tudo isso graças a um tal de Eusébio. O sucesso do time nos dois primeiros anos fizeram o clube ganhar o apelido de “Glorioso Benfica” e o jogador escolhido para representar todas as conquistas desse esquadrão era sem dúvida Eusébio. Além de Eusébio, o jogador mais influente do time, Mario Coluna, também era de Moçambique. Conhecido por “monstro sagrado”, Coluna se tornou um meia moderno completo, um estrategista mestre com chute de perna esquerda explosivo e fatal. Por maior que Eusébio fosse, ele não conseguiu ajudar o seu clube a conquistar a Liga dos Campeões de 1963, quando o Benfica perdeu a final para o Milan de Gino Pivatelli que lesionou Coluna. Eusébio era espetacular, um jogador absolutamente fora da curva, um perna direita que mais parecia um martelo, uma técnica impecável e movimentos extremamente inteligentes com e sem as bolas nos pés. Com todo esse brilhantismo é claro que ele ganhou diversos apelidos: Pantera Negra, O Pelé da Europa e O Rei para citar alguns exemplos. Quem analisa futebol e quem teve o privilégio de assistir esse time jogar, sabe que mesmo com Eusébio e Coluna o time não teria alcançado toda essa glória se não fosse pela qualidade do goleiro Costa Pereira, ponta Joaquim Santana e atacante José Aguas. Foi utilizando a espinha dorsal desse grande time que Portugal conseguiu montar a seleção que terminaria a Copa do Mundo de 1966 em terceiro lugar. Também foi esse time que acabou com o domínio do Real Madrid, que desde 1955 conquistava todos os anos o campeonato continental recém criado (Liga dos Campeões da UEFA). Na Liga dos Campeões de 1960-61 o Benfica estreou contra o Hearts da Escócia e venceu o Ujpest da Hungria na segunda fase. Nas quartas de final venceu o AGF da Dinamarca e na semifinal despachou o Rapid Viena da Áustria. A final da Liga dos Campeões foi jogada na Suíça contra o Barcelona, que na época tinha grandes jogadores como por exemplo Kubala, Evaristo de Macedo e Luís Suarez. Essa foi a primeira final da Liga dos Campeões sem a presença do Real e o mundo ansiava para saber se o título permaneceria na Espanha ou se iria para um clube de outro país. Depois de 5 gols o placar final mostrava 3 para o Benfica e 2 para o Barça. Com a vitória o título europeu finalmente deixava a Espanha e agora era português, era do Benfica. Esse importantíssimo título era reflexo do amplo domínio do clube no campeonato português das últimas temporadas e também do primoroso trabalho do técnico Béla Guttmann. Durante todas essas temporadas o Benfica literalmente não se importava em tomar gols, isso graças ao seu imenso poderio ofensivo e a facilidade que os atacantes tinham em marcar gols, tanto que na conquista do velho continente o artilheiro da competição foi José Águas com 11 gols. Agora que o título europeu estava na mão o objetivo era o Mundial. O adversário? Os uruguaios do Peñarol. Na época o Uruguai era uma verdadeira potência e os atuais vice-campeões do mundo. No jogo de ida em Portugal vitória dos mandantes por 1 a 0 e na volta um verdadeiro massacre imposto pelos sul-americanos: 5 a 0. Na 3 partida, também realizada no Uruguai nova vitória do Penarol por 2 a 1. A derrota doeu bastante, mas não abalou o time por muito tempo. A resposta veio com novas conquistas na temporada seguinte. Só um detalhe importante: por conta de burocracia referente a sua contratação, Eusébio não disputou a maior parte das partidas nessa temporada, inclusive só tendo atuado na terceira e decisiva partida da decisão da Champions. Na Liga dos Campeões seguinte o Benfica estreou contra o Áustria Vienna nas oitavas e tomou um grande susto quando perderam por 3 a 1 para o Nuremberg no jogo de ida das quartas. Na volta um resultado que mostrou o tamanho do potencial desse esquadrão: 6 a 0! Na semifinal o adversário foi o Tottenham e o clube conseguiu alcançar sua segunda final de Champions seguida. A final seria contra ninguém menos que o Real em partida a ser realizada em Amsterdã. Essa foi uma das melhores finais da competição até hoje. O Real contava com remanescentes do pentacampeonato europeu (Puskas e Di Stefano entre eles). A partida foi 5 a 3 para o Benfica que consquistava assim seu bicampeonato europeu. O treinador Guttmann com todas essas conquistas pediu um aumento, que foi prontamente negado fazendo-o abandonar o clube. Antes de ir ele proferiu: “nos próximos 100 o Benfica não voltará a ser campeão europeu”. Na verdade a frase de Guttmann acabou sendo vista como uma “maldição” jogada ao clube, uma maldição que ninguém na época levou a sério. O problema é que daquele dia até hoje o Benfica de fato nunca mais conquistou uma competição continental. Depois da frase foram oito finais mas também oito derrotas (cinco da Liga dos Campeões e três da Copa da UEFA). Em 1962 todas as atenções estavam voltadas para a disputa de mais um Mundial e dessa vez o adversário não viria do Uruguai, mas do Brasil. O Santos tinha na época um time tão forte quanto o próprio Benfica e se os portugueses contavam com Eusébio então os brasileiro tinham “só” o Pelé. O jogo de ida foi disputado em um Maracanã com público estimado em mais de 90 mil torcedores e o placar no final da partida mostrava 3 para os mandantes e 2 para os visitantes. Os portugueses estavam bem confiantes para a partida de volta no Estádio da Luz em Lisboa, tanto que os ingressos acabaram quase que instantaneamente, além dos ingressos da terceira partida já estarem prontos para comercialização (sendo que só haveria terceira partida em caso de vitória deles). Só esqueceram de combinar com o Santos. Com Pelé, Pepe, Coutinho e companhia o time da Vila não deu a menor chance para os portugueses e impuseram um ritmo de jogo inacreditável. O resultado só poderia ter sido um novo massacre e a segunda goleada em mundiais que o Benfica tomava, ou seja, um novo 5 a 2 dessa vez para o Santos. Nunca mais o Benfica disputaria o Mundial. O clube continuou seu amplo domínio em Portugal, inclusive conquistando o campeonato português de 1962-63 e também chegou mais uma vez na final da Liga dos Campeões. Essa era a terceira final seguida do principal torneio europeu para eles e deveria significar o tricampeonato europeu nessa altura, mas o adversário era o Milan e a maldição imposta por Guttmann. Resultado: mais uma derrotada dessa vez de virada. Acabava assim mais um esquadrão invencível. O time ainda fechou a série com uma campanha excepcional no campeonato português de 1963-64, quando venceram 21 vezes, empataram 4 e só perderam 1 jogo (marcando mais de 100 gols), além de terem conquistado a Copa de Portugal aplicando 6 a 2 no Porto.

Camisa Especial 1860 Munique 2012-2013

CAMISAS HISTÓRICAS #28
Minha página começou a contar a história das mais importantes camisas de futebol e suas respectivas histórias. Aprenda mais sobre as histórias por trás delas em nossa nova série de postagens. *CADA CAMISA UMA HISTÓRIA* Vamos agora, para a história da vigésima oitava camisa: #camisascdf
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PAÍS: Alemanha
CLUBE: 1860 Munique
MODELO: Camisa Especial Edição Limitada
ANO: 2012-2013
FABRICANTE: Uhlsport
IMPORTÂNCIA HISTÓRICA: Primeira edição de três camisas lançadas até hoje na história do clube que são comemorativas ao Oktoberfest .
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HISTÓRIA: Quando um clube lança uma camisa edição limitada, uma camisa especial e com desenho único a tendência é a maioria dos torcedores ser atraída as lojas para comprá-la. Foi isso que aconteceu com a camisa que o 1860 Munique lançou para a temporada 2012-2013. Acontece que nos últimos anos essa história de camisa “edição limitada” tem sido mais banalizada por clubes ao redor do mundo, consequentemente fica difícil e inviável para os colecionadores e amantes de camisas adquirirem todas. Essa camisa foi a primeira versão de três edições que o clube criou em comemoração ao Oktoberfest. A camisa é composta por um quadriculado branco e azul, as cores da bandeira da Bavária e ocupa toda a extensão da camisa exceto as golas e extremidade das mangas. A gola é o modelo padrão retrô. Acompanhando essa camisa e completando o uniforme, os jogadores ainda usavam shorts e melões na cor marrom. A combinação do marrom com o azul claro chamava muita atenção e fazia o uniforme realmente se tornar “algo a mais”. As versões que vieram nas temporadas seguintes tentaram manter esse estilo mas não chegaram nem perto de conseguir atingir o sucesso que essa alcançou. A camisa foi utilizada pela primeira vez pelo 1860 Munique somente no dia 23 de setembro, quando enfrentaram o Eintracht Braunschweig. Essa camisa foi utilizada pouquíssimas vezes e foi mais voltada para alimentar o caixa do clube com as vendas. Hoje essa camisa ainda é considerada pelos próprios torcedores do clube uma das mais bonitas. A camisa pode ser encontrada hoje por €80 euros, mas a tendência é seu preço subir mais e mais a cada ano que passa.

O Escândalo Italiano de 2011

Itália, 2011, ou seja, não confudam esse caso com o Calciopoli que eu já postei. O escândalo de 2006 envolvia a compra de árbitros por grandes clubes e resultou no rebaixamento e perda de dois títulos para a Juventus, enquanto Lazio, Milan, Reggina e Fiorentina perderam diversos pontos. Esse foi o segundo grande escândalo ligado ao futebol e apostas esportivas dentro da Itália, ocorrendo cinco anos depois. Polícia em pequenas, médias e grandes cidade por toda a Itália, incluindo Roma, Turim, Napoli, Bolonha, Ancona, Cremona e Ferrara e expediram mandatos de prisão para Giuseppe Signori (ex-companheiro de Paul Gascoigne na Lazio da década de 90) e outras quinze pessoas. Dentre os alvos estavam ex-jogadores e também jogadores que ainda atuavam na época pela Serie A, B e C, além de diretores de divisões inferiores, todos suspeitos de fazer parte de uma organização criminosa que “ajustava” resultados de partidas afim de obter lucros com apostas. Juízes em Cremona emitiram sete mandatos de prisão e nove ordens de detenção provisória, sendo uma dessas ordens emitidas para Signori.
No caso, Giuseppe Signori foi um dos atletas que fazia parte da seleção italiana que disputou a Copa do Mundo de 1994 e que perdeu a final para o Brasil em Pasadena. Signori era o foco da mídia na época porque ele era um jogador muito conhecido dentro da Itália, um jogador com grande reputação e que foi um dos maiores artilheiros do país por mais de uma década. Toda a investigação teve início por conta de um incidente ocorrido na partida entre Cremonese e Paganese pela terceira divisão, quando varios jogadores do Cremonese supostamente foram dopados (ingerindo sedativos) pelo goleiro do clube, que tinha laços com o esquema de apostas. No total mais de dezoito jogos ficaram sob investigação, inclusive partidas realizadas por Siena e Atalanta, clubes que foram promovidos da Serie B na temporada. Haviam apostas de mais de 150 mil euros por partida. Depois de meses e mais meses de investigações, julgamentos e apelações nos tribunais italianos, mais de 30 clubes das 4 divisões foram punidos com multas ou deduções de pontos, além de diversos jogadores e dirigintes terem sido demitidos.

LUTON TOWN FOOTBALL CLUB

O Luton Town é um clube profissional de futebol que está sediado na Inglaterra, mais precisamente na cidade de Luton. A cidade fica a cerca de 40 km de Londres e tem uma população de 230 mil habitantes. Atualmente o clube está disputando a Championship, ou seja, a segunda divisão na Inglaterra. Na temporada passada foram campeões da terceira divisão e com isso criaram enormes expectativas em seus torcedores para a temporada 2019-2020. Fundado em 1885, é um clube com mais de 130 anos de história e ficou conhecido como “os chapeleiros” na Inglaterra. Jogam suas partidas no estádio Kenilworth Road desde 1905, um estádio com capacidade para 10 mil torcedores que ferve em dias de jogos. A história do Luton assim como a de diversos outros clubes ingleses é cheia de conquistas, diversas crises financeiras e inúmeras promoções e rebaixamentos. Em várias desses promoções parecia que o Luton se tornaria um gigante na Inglaterra, mas isso infelizmente nunca ocorreu. O melhor momento do clube aconteceu entre 1982 e 1992, quando finalnente chegaram na divisão de elite (primeira divisão) e conquistaram seu título mais valioso que foi a Copa da Liga Inglesa de 1988. O Luton foi um dos primeiros clubes do sul da Inglaterra a se tornar profissional e consequentemente pagar salários aos seus jogadores (1890). O Luton se juntou a Liga de Futebol na temporada 1897-98, deixou ela em 1900 por problemas financeiros e retornou em 1920. Na temporada 1955-1956 o Luton alcançou a primeira divisão e disputou sua primeira grande final em 1959 contra o Nottingham Forest pela Copa da Inglaterra. No ano seguinte foi rebaixado e pelas próximas 5 temporadas cairia mais duas vezes, disputando a quarta divisão em 1965-66. Subindo e descendo como uma gangorra, em 1974-75 estava novamente na primeira divisão. O período mais recente de sucesso do clube começou em 1981-82, quando o clube foi campeão da segunda divisão e consequentemente obteve acesso novamente para a divisão de elite. O maior e mais importante título conquistado pelo Luton em toda sua história veio em 1988, quando o clube venceu o Arsenal por 3 a 2 em jogo válido pela final da Copa da Liga Inglesa. Somente na temporada 1991-1992 a boa fase acabou e o clube voltou a sentir o que era um rebaixamento. Entre os anos de 2007 e 2009 uma gigante crise financiera afetou o clube. A consequência desse problema nos cofres simplismente os levou do céu ao inferno em um piscar de olhos, ou seja, em três temporadas consecutivas o Luton caiu da segunda para a quinta divisão inglesa. É muito difícil acreditar que as coisas poderiam piorar, mas na temporada 2008-09 (o último desses rebaixamentos consecutivos) o Luton foi penalizado com perca de 30 pontos devido a várias irregularidades financeiras. Foram cinco temporadas disputadas em divisões inferiores e de acesso até que em 2013-14 conseguiram vencer a Conferência e voltaram para a Liga de Futebol Inglesa (principais divisões na Inglaterra). O maior rival do Luton é o Watford, clube que também fica em Hertfordshire. Desde o ano de 1997 o Watford tem ficado melhor posicionado e rankeado que o Luton, apesar disso o Luton ainda mantém recorde de superioridade nos confrontos diretos: em 118 partidas são 53 vitórias para o Luton, 36 vitórias para o Watford e 29 empates. Uma pesquisa recente feita em agosto de 2019 mostrou que os torcedores do Luton também tem certo grau de rivalidade com times do Oeste de Londres: Queens Park Rangers, Stevenage e o Cambridge United. O primeiro estádio do clube foi o Dallow Lane. Esse estádio ficava próximo da linha de trem que envolvia as cidades de Dunstable e Luton, por isso os jogadores reclamavam com certa frequência que não conseguiam ver a bola (muita fumaça dos trens). Uma crise financeira grave que afetou o clube em 1896-97 forçou o Luton a vender o estádio para não decretar falência. O clube então com a ajuda do 11° Duque de Bedford conseguiu dinheiro para um novo estádio que ficava próximo, porém o local foi vendido para construção de casas em 1905. Foi aí que sei mudaram para o estádio que utilizam até hoje: o Kenilworth Road que tem capacidade para 10.356 torcedores. Em abril de 2016 o clube anunciou intenção de construir novo estádio para 17.500 torcedores no centro de Luton e em 2019 finalmente conseguiu a autorização para começar as obras. Na temporada 2014-15 o clube ficou com a segunda maior média de público da terceira divisão (8.702), somente atrás do Portsmouth. Quando estava na quarta divisão sua média de público era de 7 mil enquanto o segundo colocado tinha media de 3.500. Com a redução da capacidade do estádio a média de público caiu 35% nos últimos 32 anos. Mesmo assim a torcida costuma comparecer em massa nos jogos, são extremamente apaixonados pelo clube da cidade de Luton. Uma das torcidas organizadas chamada “Trust in Luton” detém ações do clube e portanto é responsável por eleger parte dos conselheiros. A Trust in Luton é tão importante que desde março de 2014 possui direito de veto em qualquer mudança na identidade do clube (nome, cores, escudo, apelido e mascote). O apelido “chapeleiros” reflete a histórica conexão do clube com a indústria/comércio de chapéus que é predominante na região desde o século 17.O clube é associado com dois esquemas diferentes de cores ao longo de sua história. O primeiro foi adotado em 1920 e consistia nas cores preto e branco, enquanto o segundo é o atual com cores laranja azul marinho e branco. O Luton está longe de ser um pequeno clube dentro da Inglaterra, mas certamente está muito longe de se tornar um dos grandes. A paixão dos torcedores de Luton por esse time é realmente impressionante. #lutonfc #luton
*ESTE É UM TEXTO BIOGRÁFICO DE CUNHO JORNALÍSTICO
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FUNDAÇÃO: 1885
CORES: Branco e Preto (antigamente) e Laranja, Azul e Branco (recentemente)
APELIDOS: “Os Chapeleiros”
MATERIAL ESPORTIVO: Puma
DIVISÃO TEMPORADA 2020: Championship (segunda divisão)
SÍMBOLO: Chapéu
ESTÁDIO: Kenilworth Road com capacidade para 10.356 mil pessoas
CONFEDERAÇÃO: UEFA (Europa)
SEDE: Luton, Inglaterra 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
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TÍTULOS: 7
Copa da Liga Inglesa: 1 (1987-88)
Campeonato Inglês Segunda Divisão: 1 (1981-1982)
Campeonato Inglês Terceira Divisão: 3 (1936-1937 sul, 2004-2005 e 2018-2019)
Campeonato Inglês Quarta Divisão: 1 (1967-68)
Troféu da Liga de Futebol: 1 (2008)
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#fut #clubesdefutebol #times #time #fute #soccer #england #lutontownfc #inglaterra #timesdefutebol #follow #futebol #soccerclubs #soccerteams #futebolingles #championship #efl

SØREN LERBY

Nascido no dia primeiro de fevereiro de 1958, Søren foi um dos grandes jogadores que a Dinamarca já fabricou. Na verdade ao longo de sua extensa carreira no mundo futebolístico, ele foi jogador (tanto de clube quanto de seleção), técnico e empresário de atletas. Como jogador ele passou a maior parte da sua carreira atuando na Holanda, onde venceu o campeonato holandês em cinco ocasiões vestindo a camisa do Ajax e mais duas vezes vestindo a camisa do PSV. Apesar de ser um grande ídolo do Ajax, Søren acabou obtendo sua maior conquista com o PSV, quando contribuiu para o título deles na Liga dos Campeões da temporada 1987-1988 (vencida em cima do Benfica nas penalidades, sendo um dos cobradores). Mas seus títulos não param por aí. Lerby também foi campeão alemão em duas ocasiões com o Bayern de Munique. Além de todas essas conquistas ele também jogou pelo Mônaco por uma temporada. Em termos de seleção era um jogadoe constantemente convocado entre 1978 e 1989, atuando mais de 66 partidas e marcando dez gols oficiais para seu país. Lerby atuou na Copa do Mundo de 1986 e duas Eurocopas, em uma época que a Dinamarca jogou o mais fino futebol de sua história até hoje (o time ficou apelidado de “Dinamáquina”). Atualmente ele é empresário do ala belga do Napoli, Dries Mertens. Søren Lerby era um meia canhoto, um jogador muito focado e um verdadeiro líder de equipe. Era um jogador tão comprometido com seu clube e seu país que em uma ocasião em 1985 chegou a jogar duas partidas oficiais em dois países diferentes, um pela Dinamarca e outro pelo Bayern de Munique. Uma curiosidade sobre ele, é que quase sempre jogava com os meiões abaixados e não jogava com caneleiras (na época não era regra). O clube que mais atuou foi o Ajax com mais de 200 partidas e 66 gols marcados. Atualmente ele mora em Laren na Holanda. *ESTE É UM TEXTO BIOGRÁFICO COM CUNHO JORNALÍSTICO*
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PAÍS: Dinamarca 🇩🇰
DATA: 01/02/1958
NASCIMENTO: Copenhagen, Dinamarca
POSIÇÃO: Meia
ALTURA: 1,84
CLUBES:
Fremad Amager
Ajax
Bayern de Munique
Mônaco
PSV
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SELEÇÃO: 🇩🇰 Dinamarca de 1978 até 1989 (67 partidas, 10 gols)
#danish #dinamarca #dinamaquina #ajax #netherlands #danishsoccer

Crystal Palace 1972-1973 camisa titular

CAMISAS HISTÓRICAS #27
Minha página começou a contar a história das mais importantes camisas de futebol e suas respectivas histórias. Aprenda mais sobre as histórias por trás delas em nossa nova série de postagens. *CADA CAMISA UMA HISTÓRIA* Vamos agora, para a história da vigésima sétima camisa: #camisascdf
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PAÍS: Inglaterra
CLUBE: Crystal Palace
MODELO: Camisa Titular
ANO: 1972-1973
FABRICANTE: Admiral
IMPORTÂNCIA HISTÓRICA: Camisa referência da história do clube por conectar as diferentes mudanças de cores que o clube mudou nos últimos 50 anos
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HISTÓRIA: O Crystal Palace tem vários rivais dentro da Inglaterra e um dos principais é o Charlton. Assim como em qualquer rivalidade dentro do futebol, os torcedores do Charlton costumam atacar os torcedores do Palace afirmando que eles “sequer sabem as cores do próprio time”. E de certa forma eles têm razão nesse ponto. O Crystal Palace é um dos clubes que mais mudaram ao longo dos anos, tanto seu padrão de uniforme, quanto suas cores oficiais. Em 50 anos mudando e mudando suas cores e uniformes, fica parecendo que o clube sofre de uma verdadeira crise de identidade. Agora, podemos olhar isso de uma forma negativa, mas também podemos olhar de uma forma positiva. Exatamente pelo clube mudar tanto sua identidade visual podemos encontrar uma variedade de camisas e padrões de cores ao longo da história. Claro que entre todos esses uniformes, alguns ficaram bem feios, outros bem bonitos e a grande maioria ficou no meio termo. Essa camisa titular deles, utilizada durante a temporada de 1972-1973, é certamente um ícone na história do clube e não é tão difícil entender o motivo. Foram cinco anos alternando entre camisa vinho com listras azuis e camisa azul claro com listras vinho, para finalmente em 1971 o clube começar a utilizar o branco como cor predominante. Essa camisa consegue ser uma ligação entre o período em que o clube utilizava uma das cores com mais predominância que a outra (passado) e o período em que utilizaria mais camisas listradas com equilíbrio entre as cores (futuro), além de ostentar as cores vinho e azul claro e não as cores vermelha e azul como veríamos mais para frente (dias atuais).Bela camisa!

TORCIDA – FÃS

Torcida. Fanáticos por futebol. Fãs. O que seria do futebol sem esses personagens? Não seria. O futebol não tem como existir sem que exista torcida. Só que no futebol “torcer” vai além do que qualquer outro esporte e posso exemplificar isso. No automobilismo os espectadores torcem por um determinado piloto, mas no fim se aquele piloto irá vencer ou não depende da estratégia da equipe, dos ajustes do carro, do psicológico do piloto, até mesmo da sorte e diversos outros fatores, ou seja, os torcedores não entram nessa equação. No futebol as coisas não são bem assim. Você pode ter um time ruim, mas com jogadores dando raça e se esforçando na partida diante de um estádio lotado, contra um adversário superior em nível técnico, mas que está jogando longe de sua cidade natal. Teoricamente, se fossemos analisar os times no papel a partida seria um massacre e a balança pesaria somente para um lado, porém o fato do adversário estar em um ambiente hostil, diante de um público de mais de 40 mil pessoas torcendo contra e em um campo desconhecido fazem essa balança quase se equilibrar. Derrepente aquele caldeirão, aquela atmosfera criada pelos torcedores contagia os atletas do time mais fraco e eles sentem que era esse “empurrão” que estava faltando para despertar aquela vontade extra em alcançar seu objetivo. Em outro exemplo, o time mais forte pode estar com dificuldades em abrir o placar e o apoio do torcedor acaba sendo fundamental. Da mesma forma que a torcida pode se tornar o décimo segundo jogador de um time e ajudá-lo, também pode facilmente prejudica-lo de várias formas. Quando vemos a torcida insatisfeita com a diretoria, comissão técnica e jogadores isso contribui para aumentar a pressão por resultados positivos e coloca uma alta carga emocional em cada uma das partidas daquele time. Caso a “crise” não seja contida em um curto espaço de tempo, então cabeças começam a rolar e pessoas começam a perder seus empregos (geralmente sobra para o treinador, mas isso é assunto para outra publicação). As torcidas organizadas estão presentes pelo mundo inteiro e fazem parte do dia a dia do futebol. Sem elas não teríamos mosaicos, canções e verdadeiros shows nas arquibancadas.

O Futebol Feminino

O futebol feminino ainda é um tabu em diversos países do mundo. É indiscutível que a modalidade evoluiu demais após o Mundial da França, realizado e disputado em julho de 2019. O futebol feminino no Brasil, assim como acontece com os homens, sofre demais com o péssimo planejamento do calendário, só que ao mesmo tempo também enfrenta dificuldades por dispor de menos recursos financeiros. Com relação ao calendário a principal reclamação é sobre a distribuição do número de partidas disputadas ao longo do ano. Os clubes disputam partidas e campeonatos por sete meses e meio, ficando quatro meses e meio ociosos. Na parte financeira o problema segue sendo o gap gigantesco em comparação com os homens. Para entendermos melhor o tamanho desse gap vou dar um exemplo: o Campeonato Brasileiro Feminino conquistado pela Ferroviária, clube consolidado como um dos mais tradicionais do Brasil, rendeu o prêmio de R$120 mil , enquanto no masculino a premiação passou brincando a marca dos R$20 milhões. O que mais preocupa no Brasil é que nos últimos anos os valores praticados na premiação do futebol feminino não evoluem significadamente, mesmo com a inserção inédita de patrocinadores e também com a transmissão das partidas pela TV aberta (Band e Rede Vida). Apesar da cobertura televisiva, as emissoras não pagam direitos aos clubes como acontece no masculino e mesmo um clube grande como o Corinthians ainda fica no prejuízo quando se trata do seu time feminino. Nos Estados Unidos e no Canadá a modalidade feminina é mais incentivada que a categoria masculina, tanto que as americanas se tornaram a melhor seleção do mundo (4 Copas do Mundo e 4 Ouros Olímpicos). Por lá o futebol é considerado um esporte mais voltado para as mulheres, enquanto o futebol americano e o basquete são voltados aos homens. Algo que chama demais a atenção, é a média de público que encontramos nas partidas de futebol feminino, muitas vezes inclusive sendo bem maior que médias de público de times das primeiras divisões do futebol masculino no Brasil e na Europa. Por falar em futebol europeu, o Barcelona pretende investir e montar um time feminino dentro dos Estados Unidos nos próximos anos. #futebolfeminino

STEPHEN DEREK HEIGHWAY

STEPHEN DEREK HEIGHWAY .
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Esse irlandês chamado Stephen fez parte do time mais bem sucedido do Liverpool durante a década de 70. Chamado carinhosamente de Steve, é sempre lembrado como um dos melhores jogadores que o Liverpool já teve. Recentemente foi feita uma pesquisa com os torcedores dos Reds para rankearem os melhores atletas que já passaram pelo clube e Steve ficou na 23 posição. Na época em que o Liverpool tinha Steven Gerrard, Ryan Flynn e Jamie Carragher, o diretor da Acadêmia de Futebol era ninguém menos que Steve. Ele se aposentou em 2007, mas depois retornou à Academia como um consultor (papel que ele desempenhava até pouco atrás). Enquanto foi diretor a garotada do Liverpool conquistou 3 Copas FA. Como jogador ele ganhou 4 títulos do campeonato inglês, uma Copa da Inglaterra, uma Copa da Liga Inglesa, 4 Supercopas da Inglaterra, 2 Liga dos Campeões, 2 Copas da UEFA e uma Supercopa da UEFA. Apesar de ter nascido na Irlanda, Steve acabou passando boa parte da sua infância e juventude em Sheffield, Inglaterra, onde estudou em bons colégios. Mesmo sendo um ótimo jogador de futebol, os grandes clubes não conseguiam ver o talento de Steve na adolescência e por isso ele começou a estudar economia na Universidade de Warwick, localizada na cidade de Coventry. Só em 1970 quando jogava pelo Skelmersdale United é que ele foi avistado por um olheiro do Liverpool. Stephen assinou com os Reds em maio de 1970 e logo de cara já ganhou seu espaço no time de Bill Shankly. Além de ser veloz e habilidoso, o ponta conseguia utilizar bem ambos os pés e dava importantes assistências aos atacantes (principalmente através de cruzamentos perfeitos). Basicamente Steve jogou sua carreira inteira pelo Liverpool: foram mais de 329 partidas oficiais, com 50 gols marcados em 11 anos vestindo a camisa vermelha. Um dos maiores ídolos dos Reds. Este é um texto biográfico de cunho jornalístico*
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PAÍS: Irlanda 🇨🇮
DATA DE NASCIMENTO: 25/11/1947
NASCIMENTO: Dublin, Irlanda
POSIÇÃO: Ponta/Ataque
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CLUBES:
Liverpool e Minnesota Kicks .
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SELEÇÃO:
Irlanda de 1970 a 1981
(34 partidas)
#inglaterra #jogadorescdf #steveheighway #craquedebola #idolo #camisa10 #winger #england

BAYERN DE MUNIQUE 1972-1976

TIME: Bayern de Munique
LOCAL: Munique, Alemanha 🇩🇪
PERÍODO: 1972-1976
CONQUISTAS: Tricampeão da Liga dos Campeões (73-74;74-75;75,76), Campeão Mundial Interclubes (76) e Tricampeão Alemão (71-72;72-73;73-74)
APELIDO: Os Bávaros .
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TIME BASE: Sepp Maier; Johnny Hansen, Schwarzenbeck, Beckenbauer, Paul Breitner (Udo Horsmann); Franz Roth, Jupp Kapellmann, Bernd Dürnberger; Karl-Heinz Rummenigge, Gerd Müller e Uli Hoeness. Téc. Udo Latek e Dettmar Cramer
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Depois de contar tudo sobre um dos maiores times que a Itália já formou e de aprendermos sobre o estrago que “O Grande Torino” fez na Europa, chegou a hora de entrarmos em mais detalhes sobre o incrível esquadrão invencível do Bayern de Munich. Essa é a história de um dos três maiores times que a Alemanha já produziu em sua história, chegou a vez do Bayern ganhar seu espaço na série #esquadroesinvenciveis
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Se um único time, se um único elenco pode criar um clube inteiro e fazer ele entrar para a história e ser conhecido por todos, então os jogadores do Bayern de Munique do inicio da década de 70 fundaram o império “Bayern” que existe até hoje na Alemanha. Quando Franz Beckenbauer e Sepp Maier, ambos ainda bem jovens, se juntaram as divisões de base em 1959, o Bayern não era nem o maior clube da própria cidade (era o 1860 Munich). Por isso, não preciso nem dizer que ele não frequentava a Bundesliga quando ela foi fundada em 1963. Na verdade, o fato deles não disputarem a liga alemã colaborou bastante para que o time de jovens atletas tivessem tempo de amadurecer seu futebol fora dos holofotes. Em 1964 um jovem atacante com o nome de Gerd Muller assinou com o Bayern, porque não conseguia acreditar que iria ter espaço no estrelado 1860 Munique. No final da sua primeira temporada, o Bayern já havia sido promovido e a partir daquele ponto não havia limites para o clube alemão, que começou a ganhar de todos que apareciam em seu caminho. Em 1967 o Bayern ganhou seu primeiro título europeu (Taça das Taças) em cima do Rangers, com a garotada (que depois ganharia reforços importantes como Paul Breitner e Uli Hoeness) que ficaria junta pelos próximos dez anos. Juntos esses jogadores transformaram o ato de levantar troféus em um hábito. Surpreendentemente esse timaço não dominou a Bundesliga o tempo todo, mas sempre achou uma forma de conquistar os torneios continentais, além de ter formado a espinha dorsal da vencedora seleção da Alemanha ocidental. Em 1977 Franz Beckenbauer deixou o clube e foi se juntar ao New York Cosmos, e aí a história desse grande esquadrão invencível terminou. É claro que existiram outros grandes times do Bayern depois disso, mas essa foi a geração que começou tudo. Muitos até hoje, eu sou um deles, consideram esse o melhor time do Bayern já montado, principalmente pelo fato de terem conquistado três títulos europeus consecutivos. É claro que ultimamente quem deu as cartas no futebol alemão foi o Bayern de Manuel Neuer, Arjen Robben, Frank Ribery, Bastian Schweinsteiger e Philipp Lahm, mas acreditem em mim quando digo que esse time montado a cerca de 40 anos atrás era bem melhor. Se até hoje o Bayern está no rol dos maiores clubes da Europa e do Mundo, então é graças a Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Paul Breitner, Karl-Heinz Rummenigge e Gerd Müller. O grande diferencial desse timaço para qualquer outro nesse período era a consistência, a regularidade no padrão de jogo que apresentavam. O defesa era muito sólida e dificilmente levava gols, ao mesmo tempo em que o meio-campo e o ataque eram uma perfeita máquina de marcar gols. Um dos pontos mais interessantes desse esquadrão invencível, é que boa parte dos atletas titulares eram provenientes das divisões de base do clube bávaro. Antes de vencer a Bundesliga em 1972/1973, o Bayern só havia conquistado o campeonato alemão em duas ocasiões e precisava se firmar em seu país antes de sair tentando conquistar o continente. Em 34 partidas o clube só soube o que era perder em três ocasiões e chegou a marcar 101 gols contra apenas 38 tomados, inclusive aplicando a maior goleada em cima do Borussia Dortmund (11 a 1), jogando em casa. Visando receber a Copa de 1974, o Bayern inaugurava seu novo estádio (Estádio Olímpico de Munique) naquela temporada e se preparava para jogar a Liga dos Campeões da temporada seguinte. As coisas não deram certo no torneio continental e os alemães acabaram eliminados pelo Ajax, que se sagrava tricampeão europeu. Depois de conquistar o bicampeonato alemão em 1972/1973, com 25 vitórias e apenas 5 derrotas em 34 partidas, o Bayern estava de volta à Liga dos Campeões na temporada seguinte. Depois de passarem pelo Åtvidabergs da Suécia, o Dynamo Dresden da Alemanha Oriental, o CSKA Sofia na quartas e o Újpest da Hungria na semi, o Bayern finalmente estava na final do campeonato de clubes mais importante da Europa. A final foi contra o Atlético de Madrid e o Bayern conquistou seu primeiro título europeu. O clube bávaro recusou participar do Interclubes de 1974 e repetiu excelente performance na próxima edição da Liga dos Campeões. Depois de eliminar o Magdeburg da Alemanha Oriental, o Ararat Yerevan da União Soviética e o Saint-Éttiene da França na semi, mais uma vez se encontravam na final. A conquista do bicampeonato veio em cima do Leeds United, em um dos jogos mais polêmicos da história da competição, devido a violência aplicada pelo clube inglês e a um lance onde o juiz anulou um gol do time inglês após conversar com Beckenbauer. Assim como já havia ocorrido em 1974, o clube manteve a opção de se recusar a disputar o Mundial. No tricampeonato o título veio em cima dos franceses do Saint-Éttiene, em jogo disputado na Escócia. O Bayern igualava assim o tricampeonato que o Ajax tinha acabado de conquistar e se firmava como um dos gigantes do velho continente. Quando decidiu finalmente disputar o Interclubes, o Bayern finalmente se sagrou campeão do mundo ao bater o Cruzeiro: na ida 2 a 0 e na volta, em pleno mineirão com 120 mil torcedores, empate sem gols garantiram a façanha do time de Beckenbauer, que estava de saída. Em 1977 o craque alemão decidiu oficializar sua transferência para o New York Cosmos (sim, o mesmo clube que Pelé foi jogar) e esse fato culminou no término desse esquadrão invencível. Até hoje esse é considerado o maior time que o Bayern já montou em toda sua história e sem dúvida um dos 12 maiores já montados em toda história do futebol mundial. Um clube que se dava ao luxo de não participar de mundiais e que ganhou 3 títulos continentais com facilidade.