A SEGUNDA PIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA PARTE FINAL

A polícia foi ao jogo armada com balas de borracha, gás lacrimogêneo e flashbangs. Assim que os torcedores do Asante começaram com o vandalismo a polícia retribuiu lançando granadas de atordoamento (flashbang). Em todos os relatórios já emitidos sobre essa tragédia, é citado que essa reação da polícia conseguiu com sucesso fazer os torcedores se acalmarem, pararem de vandalizar o estádio e lançarem objetos em direção ao campo. Mas acontece que a polícia não cessou a ação ofensiva e continuou a atirar com munição de borracha, sem ter dado qualquer aviso ou chance de defesa aos torcedores (que estavam apavorados nessa altura do campeonato). Além do uso de balas de borracha, os policiais também utilizaram granadas com gás lacrimogêneo e isso fez com que os torcedores tivessem que se afastar. Como as grades que protegiam o campo tinham mais de dois metros de altura, arame farpado e lanças afiadas nas pontas, os torcedores tiveram apenas uma alternativa: descer correndo seis degraus em direção aos portões de saída do Estádio. O estádio não tinha um projeto bem elaborado no que se refere à estrutura dessas escadas e portões, por isso não só a saída afunilava bastante, como ainda tinha um vão que fazia com que pessoas ficassem presas entre a saída e o último degrau. Para piorar a situação os portões estavam fechados e por isso o número de pessoas esmagadas aumentava mais ainda a cada segundo que passava. Conforme as pilhas de corpos iam aumentando, algumas pessoas conseguiram colocar os rostos no alambrado para respirar, apesar da pressão ser tão grande, que as cavidades do peito não conseguiam expandir. Demorou mais de 1 hora para o “esmagamento” acabar e o resultado final foi de 116 mortos por asfixia, ou pela pressão das cavidades peitorais resultando em sufocamento. Outras dez pessoas morreram de trauma, provavelmente pisoteadas. O presidente de Ghana decretou imediatamente 3 dias de luto e uma comissão de investigação foi instaurada. A Federação de Futebol de Ghana suspendeu todas as partidas no país por 1 mês. Ao contrário de Hillsborough, onde a culpa primeiro recaiu sobre o “hooliganismo”, nunca houve mistérios sobre o que causou a tragédia de Accra.

SEGUNDA PIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA Parte I

SEGUNDA MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA DO FUTEBOL:
LOCAL: Accra, Ghana 🇬🇭
DATA: 9/5/2001
JOGO: Hearts of Oak X Assante Kotoko
NÚMERO DE MORTOS: 126
#accrastadium #accra #soccertragedy#ghana #africa #tragedianofutebol#grandestragedias #gana
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Depois de contarmos sobre cada uma das maiores tragédias da história do futebol, desde a décima quinta, finalmente chegamos na segunda pior já ocorrida na história do futebol. Quem quiser rever cada uma das outras 13 tragédias já publicadas, basta clicar em #tragediascdf .
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O maior desastre da história do continente africano e o segundo maior da história ocorreu no dia 9 de maio de 2001, no estádio de Accra, Ghana. Foram 126 mortos no total. Um número tão impressionante, que é quase a soma dos desastres de Hillsborough (terceiro maior) e Heysel (décima quinta maior tragédia). Mesmo assim, provavelmente você nunca sequer ouviu falar desse acontecimento fatídico. Apesar de um relatório final culpar a força policial por incitar a debandada dos torcedores e também a estrutura do estádio, nenhum oficial foi responsabilizado até hoje por essa tragédia. Ao contrário de Hillsborough, não existe mais brigas na justiça e processos abertos sobre o ocorrido, além disso o estádio não sofreu qualquer reforma após a tragédia e por isso continua classificado por especialistas como uma “armadilha mortal” aos torcedores que o frequentam. A única lembrança daquele fatídico dia, é uma estátua de bronze na parte externa do estádio com os dizeres:
” Eu sou o guardião do meu irmão”. Naquele dia, dois dos maiores clubes de futebol de Ghana iriam se enfrentar em um estádio antigo, construído no início da década de 60. Depois de sair atrás no marcador o Hearts of Oak marcou duas vezes no final da partida e virou a partida para 2 a 1. Os torcedores do Asante ficaram revoltados com essa virada do rival e começaram a arremessar garrafas no campo, além dos próprios assentos, que eram velhos, baratos e fáceis de serem arrancados. É claro que o futebol africano não possui um movimento de hooliganismo nas torcidas, mas para esses jogos entre os clubes mais populares o policiamento era bem reforçado. A polícia foi ao jogo com balas de borracha CONTINUA.

JUVENTUS 1980 – 1986 Parte Final

#esquadroesinvenciveisCONTINUAÇÃO. O meia francês começou devagar, mas depois se tornou um monstro, inclusive conquistando 3 Bolas de Ouro de forma consecutiva e inspirando seus colegas de time a conquistarem mais três campeonatos italianos, uma Copa da Itália e uma Recopa. Em 1983 a Juventus mesmo com um timaço, acabou perdendo a decisão da Liga dos Campeões para o também fortíssimo Hamburgo de Felix Magath. O principal título continental veio dois anos depois, em 1985, quando bateram o Liverpool por 1 a 0. Naquele fatídico dia 29 de maio de 1985, além da Juve ter conquistado o título mais importante da Europa, infelizmente uma grande tragédia ocorreu: a Tragédia de Heysel (que para quem não conhece eu já contei aqui na minha página no quadro das grandes tragédias), que matou mais de 39 torcedores da Juventus e fez com que o Liverpool fosse banidos por 6 anos de competições da UEFA. A partir daquele ano o futebol inglês entraria em uma grande crise e só voltaria a despontar a partir da década de 90. Depois de conquistar a Europa, faltava conquistar o planeta e foi isso que fizeram no Mundial daquele ano ao vencerem o Argentino Juniors nos pênaltis por 4 a 2. No ano de 1985 a Juventus recebeu da UEFA, uma placa como tributo pela conquista de todas as principais competições da entidade naquela temporada. Até hoje a Juventus é o único time a ter conquistado todos os títulos continentais e intercontinentais no mesmo ano (Mundial, Liga dos Campeões, Recopa, Intertoto, Supercopa da UEFA, Copa da UEFA). Em 1986 o esquadrão chegava ao seu final e começaria um processo de enfraquecimento. Foi nesse ano que Trapattoni foi embora e foi no ano na seguinte que Platini resolveu se aposentar do futebol, para choro e muita tristeza de todos amantes do futebol. Só no início da década de 90 é que a Juventus voltaria a brilhar novamente (com Zidane e o esquadrão que já foi apresentado nesse mesmo quadro aqui na minha página). Após o declínio do time de Trapattoni, foi o Milan que passou a ser a potência na Itália e no velho continente. Ao lado de Udo Lattek, Trapattoni é o único treinador da história a ter vencido a Liga dos Campeões, a Copa da UEFA e a Recopa da UEFA.

JUVENTUS 1980 – 1986

TIME: Juventus 🇮🇹
LOCAL: Torino, Itália
PERÍODO: 1980-1986
CONQUISTAS: Campeã do Mundial Interclubes (1985), Campeã da Copa dos Campeões (1984-1985), Campeã da Supercopa da Uefa (1984), Campeã da Recopa Europeia (1983-1984), Tetracampeã Italiana (1980-1981, 1981-1982, 1983-1984 e 1985-1986) e Campeã da Copa da Itália (1982-1983). .
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TIME BASE: Tacconi (Bodini/Zoff); Favero, Gentile (Caricola/Brio), Scirea e Cabrini; Briaschi (Vignola), Bonini e Tardelli; Platini, Boniek e Rossi (M. Laudrup). Técnico: Giovanni Trapattoni
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Este timaço, este verdadeiro e legítimo esquadrão invencível entra para essa série especial como um dos vinte maiores que já existiram na história do futebol até hoje. A façanha mais importante dessa geração dos bianconeros, além da conquista do mundial é claro, foi sem dúvida terem se tornado o primeiro clube da Europa a vencer os três principais torneios da Uefa (Liga dos Campeões, Recopa e Copa Uefa). Esse é o segundo time da Juventus a participar da nossa série, já que o time de 1994-1997, também foi um dos maiores e melhores da história do clube italiano. Quem quiser ler a matéria, basta procurar a postagem usando a hashtag #esquadroesinvenciveis . São raros os casos dos técnicos que ganham tempo de sobra para montar um time de futebol competitivo, mais raro ainda se o clube é um dos gigantes do futebol. Giovanni Trapattoni foi um destes sortudos e teve tempo para montar três times em dez anos como treinador da Juventus. Apesar de ser indiscutível que Trapattoni foi um dos maiores treinadores que já existiram (conquistou 6 títulos domésticos e diversos títulos continentais em 6 anos), ele demorou 5 anos para fazer a montagem e todo processo de evolução de um simples time até se tornarem de fato um esquadrão invencível. Para realizar tal feito, Trapattoni confiou muito em atletas italianos que fizeram parte da espinha dorsal da seleção da Itália, campeã do mundo na Copa de 1982. Se Trapattoni foi o verdadeiro responsável por essas conquistas fora de campo, então Michel Platini foi o grande responsável pelas conquistas dentro de campo. O meia francês começou devagar, mas depois se tornou um monstro CONTINUA

TERCEIRA PIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA PARTE FINAL

Normalmente, a polícia ao notar que a capacidade das divisões centrais da arquibancada estavam acima da capacidade, guiaria o restante dos torcedores para as divisões laterais, evitando assim uma tragédia. Nesse dia no entanto, por motivos não explicados, isso acabou não ocorrendo. Demorou 6 minutos para o árbitro ser avisado pela polícia e paralisar a partida, além disso haviam pessoas no estádio que sequer haviam notado o que estava ocorrendo por conta da bola estar rolando. Quando o jogo foi paralisado já era tarde demais, os torcedores começaram a subir a cerca para escapar do esmagamento, enquanto outros arrombaram um portão na grade para escapar da pressão. Um momento de grande comoção, foi quando um grupo de torcedores foi puxado por outros torcedores para a arquibancada que ficava acima da que estava superlotada. Depois de alguns minutos a pressão das pessoas foi tão forte que a grade finalmente quebrou. Eram muitos mortos e muitos feridos. Quarenta e duas ambulâncias levaram pelo menos 149 pessoas para hospitais próximos. Um total de 94 pessoas morreram naquele dia e mais de 766 ficaram feridas, embora metade delas não precisou de nenhum tipo de atendimento médico. Quatro dias depois um garoto de 14 anos que estava em estado grave também morreu e 4 anos depois um outro que estava em estado vegetativo também faleceu, elevando assim o número de fatalidades para 96. Mais tarde foi divulgado que 38 mortos tinham idades entre 10 e 19 anos. Por muito tempo o governo inglês tentou acobertar erros administrativos daquele dia e colocou a culpa pela tragédia nos próprios torcedores do Liverpool. Os torcedores dos Reds por sua vez ficaram extremamente revoltados com a conclusão do relatório final e não descansaram até que uma retratação fosse feita. Mais tarde foi descoberto que vários relatórios de testemunhas haviam sido alterados e que a na verdade a culpa não estava nos torcedores e sim na polícia. Em 2015 o comissário de polícia encarregado da segurança no dia, admitiu que a sua decisão de abrir aqueles portões sem catraca foram cruciais para que a tragédia ocorresse. Esse foi um dos dias mais trágicos e tristes da história do futebol mundial. #tragediascdf

TERCEIRA PIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA PARTE II

Por conta da planta do estádio e da política de separação das torcidas, implementada devido ao hooliganismo, todos os torcedores dos Reds acabaram tendo que entrar por apenas um ponto do estádio. No dia da partida as emissoras de rádio e TV pediam insistentemente para que os torcedores sem ingresso não comparecessem ao estádio. A partida estava marcada para começar às 15:00, porém as 14:40 apesar das arquibancadas reservadas aos torcedores do Liverpool estarem cheias, a maioria dos torcedores ainda estava do lado de fora tentando um espaço para passar pelo portão de entrada. Eram muitos os torcedores ansiosos demais para entrar, era muita gente para pouco espaço e para piorar, muitos desses torcedores estavam tentando entrar sem ingressos ou com ingressos que eram ligados a outros portões. Faltando 15 minutos para a bola rolar era evidente o desbalanço na distribuição dos torcedores pelas arquibancadas do estádio e muitos comentaristas e narradores de TV e rádio já comentavam sobre isso. Os torcedores que mencionei, que não conseguiam adentrar o estádio, também não conseguiam voltar e sair devido a multidão que fazia de tudo para entrar, portanto eles acabavam se tornando obstáculos para o restante dos torcedores. Alguns policiais que presenciavam essa cena pediam que o início da partida fosse adiado em 20 minutos, porém esses pedidos foram negados. Ainda haviam 5 mil torcedores tentando ganhar acesso ao estádio, quando a polícia liberou um enorme portão de saída (Portão C) e mais outros dois portões menores (Portões A e B), que não tinham sequer catracas, para aliviar o tumulto. É claro que com isso muitos torcedores que nem sequer tinham ingressos conseguiram entrar no estádio, o que só agravou mais ainda o problema. Aí o resto, vocês com certeza já estão imaginando: todos esses torcedores passando por um estreito túnel até as arquibancadas, resultou em uma superlotação total e esmagamento das pessoas contra as grades. As pessoas que entravam não tinham a menor ideia de que lá na frente, uma quantidade enorme de torcedores estava cada vez mais esmagada, já que o peso e a pressão feita em cima delas só aumentava conforme eles avançavam. CONTINUA…….

TERCEIRA MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA

TERCEIRA MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA DO FUTEBOL:
LOCAL: Sheffield, Inglaterra 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
DATA: 15/4/1989
JOGO: Liverpool X Nottingham Forest
NÚMERO DE MORTOS: 96
NÚMERO DE FERIDOS: 766
#sheffield #hillsborough#soccertragedy #england#tragedianofutebol#grandestragedias#hillsboroughdisaster
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Depois de contarmos sobre cada uma das maiores tragédias da história do futebol, desde a décima quinta, finalmente chegamos no TOP 3 das piores já ocorridas. Quem quiser rever cada uma das 12 tragédias já publicadas, basta clicar em #tragediascdf .
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Já começo dizendo que até hoje, essa é a pior tragédia ligada ao futebol que já ocorreu na Inglaterra. Infelizmente após o ocorrido, o Estádio Hillsborough virou sinônimo de tragédia, disastre e morte. Lembrando que esse estádio é utilizado desde 1899 até os dias atuais, como “casa” do clube Sheffield Wednesday, que hoje está na Championship, ou seja, na segunda divisão inglesa. Daqui a 53 dias essa tragédia vai completar 30 anos e infelizmente muitos ingleses ainda relembram bem, tudo que aconteceu naquele fatídico dia 15 de abril de 1989. O jogo seria disputado entre o Liverpool e o Nottingham Forest, válido pela semifinal da FA Cup (a famosa Copa da Inglaterra). O estádio havia sido selecionado pela Federação Inglesa de Futebol, que precisava de um campo neutro para a partida. Como o estádio de Hillsborough já havia sido palco de outras cinco semifinais da Copa da Inglaterra e mostrava ser um local seguro para a partida, a princípio não havia preocupações naquele dia. Oito anos atrás, um acidente causado por superlotação no estádio fez com que o Sheffield Wednesday alterasse o projeto de um setor específico do estádio, dividindo a arquibancada em três compartimentos separados e posteriormente em cinco compartimentos, quando o clube subiu para a primeira divisão em 1984. Naquele dia o estádio, como de costume, foi dividido entre os torcedores dos dois clubes, porém o Nottingham ficou com um espaço para 29.800 torcedores, enquanto o Liverpool ficou com espaço para 24.256 torcedores. O único detalhe, era que a torcida do Liverpool estava em número bem maior que a torcida do Nottingham. Por conta CONTINUA

HOLANDA 1974 – Parte Final

A final do mundial de 1974 envolveu duas grandes seleções, com dois times recheados de craques e jogadores de alto nível: de um lado a Laranja Mecânica de Michels, com Cruyff, Ruud Krol, Neeskens e Rensenbrink, e do outro a Alemanha com Beckenbauer, Breitner, Hoeneb e Müller. A grande verdade é que um dos principais motivos para a Holanda não vencer essa decisão, foi o fato de Cruyff não ter jogado tão bem quanto vinha jogando nas partidas daquele ano. O gênio holandês foi muito bem marcado por Berti Vogts e apesar de ter sofrido um pênalti, fazendo a Holanda abrir o placar, acabou vendo a virada alemã acontecer ao longo do restante da partida. Foi nessa Copa, que Beckenbauer levou à Alemanha ao bicampeonato e se sagrou um dos maiores jogadores de todos os tempos, no entanto a Copa de 1974 sempre será lembrada pela genialidade do sistema de jogo implantado por Michels, pela nova forma de se jogar futebol que ele havia acabado de criar, ou seja, o famoso “carrossel holandês”. Cruyff, que dispensa comentários, foi um dos 10 maiores jogadores da história do futebol e sem dúvida terá uma extensa e completa homenagem aqui em minha página mais para frente. Ele era acompanhado no ataque por Johnny Rep na direita e Rensenbrink na esquerda. Rep era um dos jogadores mais rápidos e oportunistas do time e tinha excelente entrosamento com os jogadores que vinham do Ajax. Resenbrink jogava na Bélgica e era um exímio driblador, um jogador que gostava de atormentar os defensores adversários. No meio campo e coração do carrossel, tínhamos 3 atletas: Wim Jansen, van Hanegen e Neeskens. Jansen, era mais voltado para os desarmes, mas também tinha muita qualidade quando resolvia avançar. Hanegen era muito equilibrado e um meia clássico, sabia quando acelerar o jogo e servir os atacantes e quando desacelerar, cadenciando mais a bola. Neeskens por sua vez era o meia mais avançado e em muitas ocasiões era quase um atacante, tanto que foi o artilheiro da Holanda na Copa de 1974 marcando cinco gols. Neeskens podia jogar praticamente em qualquer setor do campo e tinha excelente entrosamento com Cruyff. Destaque também para Krol, que era lateral esquerdo e capitão do time.

HOLANDA 1974 – PARTE II

CONTINUAÇÃO…que englobava craques de diversos times da Holanda (PSV, Feyenoord e Ajax principalmente). Portanto, para ficar mais claro o tamanho da importância de Rinus, pensem que ele foi o mentor de Cruyff no Barcelona de 1988-1994, que por sua vez foi o mentor de Guardiola no mesmo Barcelona de 2008-2012. O principal segredo da seleção holandesa de 1974 era a movimentação excessiva e sem precedentes, que foi implantada no sistema de jogo de Michels. Essa movimentação era realizada por jogadores com extremo talento, com destaque absoluto para Cruyff, que exercia função semelhante ao que conhecemos como falso 9. Vamos agora entrar em mais detalhes sobre como foi a campanha da Laranja Mecânica no mundial de 1974, campanha essa que lembra muito a seleção da Hungria de 1954 (que também foi uma das maiores que já existiram e que também não conquistou o mundial). Para carimbar seu passaporte e ir para a Alemanha disputar a Copa de 1974, a Holanda caiu em um grupo nas eliminatórias ao lado da Bélgica, Islândia e Noruega. No final das 6 rodadas, quatro vitórias e dois empates garantiram a seleção no mundial (a Bélgica fez o mesmo número de pontos mais com saldo de gols inferior). O grupo 3 na Copa era bem complicado: Holanda, Uruguai, Suécia e Bulgária. Depois de vencer os sul-americanos, não conseguiram sair do 0 a 0 com uma dura e fechada Suécia, mas garantiram a vaga ao golear a Bulgária por 4 a 1. Na segunda fase, a situação era ainda mais difícil: tinham Argentina, Alemanha Oriental e Brasil em seu grupo, onde só o primeiro colocado iria para a grande final. Para aqueles que comentaram na primeira parte que essa seleção não era uma das melhores que já existiram, aqui vai alguns números para refletirem mais sobre o assunto: o carrossel holandês despachou a Argentina ao vencê-los por 4 a 0, depois bateu a Alemanha Oriental por 2 a 0 e encerrou os massacres com uma terceira vitória, dessa vez em cima do Brasil também por 2 a 0. Portanto resumindo, foram 3 jogos, contra 3 países de tradição, com 8 gols marcados e nenhum sequer concedido. A seleção holandesa deixava seus adversários perdidos em campo e os deixava desorientados do começo ao fim da partida. CONTINUA

Holanda 1974

TIME: Seleção Holanda
LOCAL: Amsterdã, 🇳🇱
PERÍODO: 1974
CONQUISTAS: Nenhuma .
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TIME BASE: Jongbloed; Suurbier, Haan, Rijsbergen, Krol; van Hanegen, Jansen, Neeskens; Rep, Cruyff e Rensenbrink. Técnico: Rinus Michels .
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Esse é um dos esquadrões mais famosos de todos os tempos, se não o mais famoso, na história do futebol. E não, eu não estou exagerando pessoal. Estamos falando aqui do time que ficou conhecido como o “carrossel holandês” e “a laranja mecânica”. Okay, eles podem até não terem conquistado um título de expressão, mas isso não deixa de ser uma das maiores injustiças do futebol. No mundo todo a opinião de quem entende de futebol é a mesma: se existe uma seleção que merecia ter sido campeã do mundo e não foi, então essa seleção é a Holanda de 1974. E por quê essa é provavelmente a seleção mais famosa do mundo? Porque eles simplesmente revolucionaram o esporte que amamos, mudaram conceitos e moldaram o futebol mundial para sempre. Se na história passada do #esquadroesinvenciveis conhecemos tudo sobre o gênio Cruyff, que era o técnico do Barcelona (1988-1994), então agora vamos voltar no tempo e recordar a época em que o Pelé holandês ainda jogava por seu país. No começo da década de 70, o futebol holandês era a potência no continente europeu: foram diversos títulos importantes de clubes holandês em competições da UEFA, como por exemplo 4 títulos da Liga dos Campeões (3 do Ajax e 1 do Feyenoord). Se os clubes dos países baixos já demonstravam tamanha força, era fácil de se prever que uma hora essa qualidade iria despontar na seleção holandesa. Os jogadores da Holanda naquela época eram jovens, leves, rápidos, inteligentes, com incrível movimentação em campo e juntos criaram o conceito de “Futebol Total”. Um dos maiores responsáveis por fazer o carrossel holandês nascer foi Rinus Michels, técnico da Laranja Mecânica nesse período. Só um parênteses aqui, Rinus é considerado por muitos o maior técnico de futebol que já existiu até hoje, inclusive tendo ganhado o prêmio da FIFA de Melhor Treinador do Século XX. O ex-jogador e treinador do Ajax conseguiu montar um time que englobava craques de diversos times CONTINUA….